Planejamento financeiro se torna necessidade estrutural nas empresas após crises recentes
Casos envolvendo companhias como Grupo Pão de Açúcar e Raízen reforçam a importância da organização financeira para reduzir riscos e sustentar crescimento empresarial
O aumento de pedidos de recuperação judicial no Brasil e os desafios financeiros enfrentados por grandes companhias têm reforçado um alerta dentro do ambiente corporativo: o planejamento financeiro deixou de ser uma prática pontual e passou a ocupar papel estrutural na gestão empresarial.
Levantamento da Serasa Experian mostra que o país registrou mais de 1.400 pedidos de recuperação judicial em 2024, um dos maiores volumes da série histórica. Ao mesmo tempo, casos recentes envolvendo o Grupo Pão de Açúcar, que iniciou um processo de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas, e a Raízen, que revisou investimentos e estratégias diante da pressão financeira no setor de energia, evidenciam como mesmo grandes empresas precisam reorganizar estruturas financeiras para atravessar períodos de instabilidade.
Para Ricardo Hiraki, especialista em planejamento financeiro e sócio-fundador da Plano, esses episódios reforçam uma mudança de mentalidade dentro do mundo empresarial. Segundo ele, o planejamento financeiro passou a ser tratado como ferramenta permanente de gestão e não apenas como resposta a crises. “Durante muito tempo o planejamento era visto como algo que se faz quando o problema já apareceu. O que estamos vendo agora é o contrário. Empresas que não estruturam previsibilidade financeira ficam muito mais expostas quando o cenário econômico muda”, afirma.
Além das dificuldades enfrentadas por grandes companhias, indicadores econômicos mostram um ambiente de pressão financeira mais amplo. Dados da Confederação Nacional do Comércio indicam que cerca de 78% das famílias brasileiras estavam endividadas em 2025, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor. Esse contexto afeta diretamente o consumo e exige maior eficiência financeira das empresas para preservar margens e manter operações sustentáveis.
O especialista explica que negócios que estruturam planejamento financeiro conseguem organizar fluxo de caixa, definir prioridades de investimento e reduzir a exposição a imprevistos. A prática também contribui para melhorar negociações com bancos, fornecedores e investidores. “Quando a empresa conhece seus números com profundidade, ela ganha poder de decisão. O empresário deixa de agir apenas reagindo aos problemas e passa a conduzir a estratégia financeira do negócio”, diz.
Outro ponto que reforça a necessidade de planejamento é o custo do crédito. Dados do Banco Central mostram que as taxas de financiamento para empresas no Brasil permanecem significativamente mais elevadas do que em economias desenvolvidas, o que torna decisões financeiras mal estruturadas ainda mais arriscadas. Segundo Hiraki, a disciplina financeira passou a ser uma vantagem competitiva. “Empresas que organizam seu planejamento conseguem negociar melhor crédito, investir com mais segurança e atravessar períodos de instabilidade sem comprometer a operação”, afirma.
Ele destaca que estruturar o planejamento financeiro costuma começar por alguns pilares fundamentais dentro da empresa.
O primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da situação financeira. Isso envolve analisar fluxo de caixa, nível de endividamento, despesas fixas e variáveis e necessidade de capital de giro. “Muitos empresários conhecem bem o faturamento, mas não têm clareza sobre o resultado real da operação. O diagnóstico revela onde estão os gargalos financeiros”, explica.
Outro ponto essencial é separar as finanças da empresa das contas pessoais dos sócios. A prática ainda é comum em pequenas e médias empresas e dificulta a análise real da rentabilidade do negócio. A separação das contas permite maior controle do caixa e facilita a definição adequada de pró-labore e distribuição de lucros.
O planejamento também envolve a criação de projeções financeiras e simulações de cenários. Estimar receitas, despesas e investimentos permite que a empresa antecipe períodos de pressão no caixa e organize estratégias de crescimento. “Antes de tomar uma decisão importante, a empresa precisa entender qual será o impacto no fluxo de caixa. Muitas vezes um investimento parece viável, mas quando se analisa o efeito financeiro ele precisa ser ajustado”, afirma.
Outro pilar é o monitoramento constante de indicadores financeiros como margem de lucro, geração de caixa, capital de giro e nível de endividamento. O acompanhamento frequente desses números permite identificar desvios rapidamente e corrigir rotas dentro da estratégia empresarial.
Por fim, o apoio de especialistas tem se tornado cada vez mais comum entre empresas que buscam profissionalizar a gestão financeira. Consultorias e planejadores ajudam a estruturar processos, revisar custos e organizar estratégias de alocação de recursos. “O empresário não precisa dominar todas as ferramentas sozinho. O apoio técnico ajuda a criar métodos e evita decisões que podem comprometer o futuro da empresa”, diz.
Para Hiraki, os acontecimentos recentes envolvendo grandes grupos empresariais mostram que o planejamento financeiro deixou de ser um diferencial e passou a ser uma condição básica para a sustentabilidade das empresas. “Crises corporativas mostram que tamanho ou tradição não substituem gestão financeira estruturada. O planejamento deixou de ser opção e virou necessidade para qualquer empresa que pretende crescer de forma consistente”, conclui.
Sobre Ricardo Hiraki
Ricardo Hiraki é empreendedor e investidor em inovação e no mercado imobiliário. CEO e cofundador da Plano Fintech, é administrador com pós-graduação pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atuou por quase dez anos em posições de liderança na área financeira no ambiente corporativo, com foco em gestão, controle de custos e apoio à tomada de decisão executiva.
Desde a fundação da Plano, Hiraki passou a se dedicar à criação e ao investimento em negócios de impacto, com o objetivo de ampliar o acesso à saúde financeira no Brasil. Sua atuação está concentrada no desenvolvimento de soluções que combinam tecnologia, educação financeira e novos modelos de serviço, voltados à organização do orçamento, redução de dívidas e decisões financeiras mais conscientes.
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Sobre a Plano Fintech
Fundada em 2018, a Plano Fintech é uma empresa de educação financeira que desenvolve soluções para pessoas que desejam organizar a vida financeira e tomar decisões mais conscientes sobre o uso do dinheiro. A empresa já apoiou mais de 200 mil brasileiros na redução de dívidas e no reequilíbrio financeiro.
A atuação da Plano combina plataforma digital com acompanhamento humano de educadores financeiros, permitindo a criação de planejamentos personalizados, identificação de excessos e estratégias práticas para redução de custos e despesas. Com presença em todo o Brasil, a fintech utiliza tecnologia, princípios de ESG e Open Finance para gerar impacto social em escala.
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Fontes consultadas
Confederação Nacional do Comércio (CNC)
Serasa Experian
Banco Central do Brasil
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)
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