Brasil,

Produção avançada contrasta com dependência estrutural nas empresas

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Por George Fernandes, COO da Morro Verde

O Brasil se acostumou a se enxergar como potência agrícola. Os números sustentam essa percepção, pois o agro responde por parcela relevante do PIB, sustenta a balança comercial e posiciona o país entre os maiores produtores de alimentos do mundo. Mas o que raramente entra na conversa é a fragilidade estrutural que acompanha essa potência.

Grande parte da produtividade brasileira dependeu por anos de fertilizantes importados e isso significa que um dos setores mais estratégicos da economia continua exposto a variações cambiais, crises internacionais e rupturas logísticas que fogem ao nosso controle. Basta um choque externo para que custos avancem rapidamente e comprimam margens no campo.

É uma contradição difícil de ignorar, não é mesmo? O país possui reservas minerais relevantes, conhecimento técnico e capacidade industrial instalada. Ainda assim, a cadeia de insumos nunca foi tratada com o mesmo senso de prioridade que a produção agrícola propriamente dita.

Importante colocar em pauta que nos últimos anos, o mundo passou a discutir segurança alimentar com mais seriedade. Cadeias produtivas resilientes deixaram de ser apenas tema acadêmico e passaram a ocupar o centro das decisões econômicas. Fertilizantes, minerais estratégicos e autonomia produtiva tornaram-se parte da agenda de grandes economias.

O Brasil reúne condições naturais e geológicas que permitem avançar nessa direção. O movimento recente de consolidação entre Morro Verde e Massari Fértil indica que o setor privado começa a responder a essa lacuna. A integração entre mineração, beneficiamento e formulação de fertilizantes minerais mistos naturais cria uma plataforma com capacidade superior a 3 milhões de toneladas por ano, com perspectiva de crescimento significativo nos próximos anos.

Mais do que escala, a operação representa uma mudança de mentalidade, pois trata-se de transformar ativos minerais brasileiros em insumos formulados para a realidade dos solos tropicais, ampliando previsibilidade de fornecimento e reduzindo exposição ao câmbio.

Se o país pretende reduzir vulnerabilidades e fortalecer sua posição competitiva, a discussão sobre fertilizantes precisa ser tratada como tema estratégico de desenvolvimento. A questão central não é substituir o mercado internacional, mas equilibrar a equação. Um país com a dimensão agrícola do Brasil não pode permanecer excessivamente dependente de insumos externos. Fortalecer a produção nacional significa ampliar estabilidade, competitividade e capacidade de planejamento no longo prazo.

O mundo passa por um período de instabilidade geopolítica e disputas por recursos estratégicos. Segurança alimentar deixou de ser apenas uma pauta social e tornou-se componente relevante da estratégia econômica global. Nesse contexto, depender menos de fatores externos é mais do que uma escolha eficiente. É também um chamado para que investidores direcionem seu olhar para o Brasil, reconhecendo o potencial estratégico do país, em vez de concentrar capital apenas em empresas já superconsolidadas no exterior. Há espaço e necessidade de fortalecer cadeias produtivas locais que ainda oferecem grande capacidade de crescimento e geração de valor.

A força do agro brasileiro não começa na colheita. Começa muito antes, na estrutura que sustenta cada safra. E é nessa base que o país precisa concentrar atenção se quiser transformar liderança produtiva em liderança estrutural. Para isso, é fundamental que o mercado financeiro e os investidores compreendam que apoiar infraestrutura, tecnologia, logística e inovação no Brasil não é apenas uma aposta regional, mas uma estratégia alinhada às demandas globais por segurança e sustentabilidade. O protagonismo brasileiro no agro depende, também, de capital disposto a construir esse futuro a partir de dentro.

George Fernandes é executivo, conselheiro e investidor com mais de 25 anos de experiência em gestão de negócios e finanças corporativas. Iniciou sua carreira na área técnica de finanças, passando posteriormente para posições de gestão, com início como trainee em um dos maiores bancos do mundo. Ao longo de sua trajetória, atuou em mais de 50 operações de finanças corporativas, trabalhando tanto com consumidores quanto com grandes corporações. Apaixonado por finanças, matemática, liderança e gestão de pessoas, acredita que resultados sustentáveis são construídos por equipes diversas, tratadas de forma individual e equitativa. Seu objetivo é apoiar o crescimento profissional de pessoas da mesma forma que vem auxiliando empresas a superar desafios e trilhar caminhos de crescimento ao longo das últimas duas décadas. Possui formação acadêmica pela Kellogg School of Management, da Northwestern University e pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Sobre Morro Verde

A Morro Verde Fertilizantes é uma empresa brasileira que atua em toda a cadeia, da exploração mineral à distribuição, oferecendo fertilizantes de origem 100% nacional e com baixa pegada de carbono. Fundada em Pratápolis (MG), tem o propósito de romper paradigmas e construir relações equilibradas entre mineração, agronegócio, pessoas e meio ambiente.

Com foco na agricultura regenerativa tropical de baixo carbono, a Morro Verde produz fosfato natural reativo (FNR), calcário dolomítico e bioinsumos minerais, que promovem solos mais produtivos e sustentáveis.

Alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao compromisso de emissões líquidas zero até 2025, mantém parcerias com ESALQ, Embrapa, UFU, IAC, Fundação MT, UFV e UNESP, unindo ciência, tecnologia e propósito para impulsionar um futuro agrícola mais soberano e sustentável. Saiba mais no site.


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