DataCrazy revela comércio invisível que movimenta milhões via WhatsApp e Instagram
Fora dos carrinhos tradicionais, consumidores e empresas negociam diretamente por mensagens, redesenhando a forma de vender no país
Longe dos carrinhos de compra e das plataformas tradicionais de e-commerce, um novo modelo de consumo vem ganhando escala no Brasil: silencioso, descentralizado e baseado em conversas. Todos os dias, milhões de negociações são iniciadas, conduzidas e concluídas dentro de aplicativos como WhatsApp e Instagram, transformando esses canais em uma espécie de “comércio invisível”.
Um levantamento da DataCrazy ajuda a dimensionar esse movimento. A partir da análise de sua base de clientes, a empresa identificou que já são mais de 6,7 milhões de mensagens trocadas diariamente e cerca de 11 mil vendas concluídas por dia diretamente nesses aplicativos. Estes números que indicam que uma parcela relevante das transações no país acontece fora dos sistemas tradicionais de venda.
Na prática, a jornada de compra também mudou. Em vez de navegar por sites, muitos consumidores iniciam o processo com um simples “oi”, tiram dúvidas em tempo real, negociam condições e finalizam a compra em poucos minutos. Tudo dentro de uma conversa.
Esse modelo tem sido impulsionado principalmente pelas pequenas e médias empresas (PMEs), que encontraram nos aplicativos uma forma mais ágil, próxima e personalizada de atender seus clientes. Mas o avanço acelerado também trouxe novos desafios.
“O que estamos vendo é um volume relevante de vendas acontecendo em ambientes que não foram pensados para gestão comercial. As empresas estão, literalmente, operando faturamentos relevantes dentro de conversas”, afirma o CEO da DataCrazy, Andreone Ribeiro.
Segundo o levantamento, apesar da alta demanda, muitas empresas ainda não conseguem capturar todo o potencial dessas interações. Falhas como demora no atendimento, ausência de follow-up e falta de organização das conversas fazem com que negócios percam entre 20% e 40% das oportunidades comerciais.
Esse movimento tem impulsionado também o crescimento de empresas focadas na organização dessas vendas. A DataCrazy, que hoje conta com cerca de 2,6 mil clientes pagantes, projeta expandir sua base para 15 mil empresas até o fim de 2026, acompanhando a demanda crescente por soluções que tragam gestão, escala e previsibilidade a esse modelo.
O cenário revela uma mudança estrutural no comportamento de consumo: a preferência por interações diretas, rápidas e personalizadas. Ao mesmo tempo, aponta para um novo estágio de maturidade do mercado, em que vender já não é o principal desafio, mas sim organizar, escalar e trazer previsibilidade para esse novo modelo.
À medida que esse “comércio invisível” ganha relevância, cresce também a demanda por soluções que consigam transformar conversas em processos estruturados, com dados, controle e eficiência. Um movimento que deve redesenhar não apenas a forma como as empresas vendem, mas também como o próprio mercado enxerga o que, de fato, é o varejo digital hoje.
O CEO da DataCrazy, Andreone Ribeiro, está disponível para entrevistas. Contato da assessoria: Marina F. Camargo 11 93021-6482 ou fale direto pelo WhatsApp
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