Brasil,

Geopolítica da moda leva marcas americanas a redesenhar produção global

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Mariana Seman
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Durante décadas, a Ásia consolidou-se como o principal polo da produção global de moda, sustentada por custos competitivos, escala industrial e eficiência logística. Esse cenário, porém, começou a mudar de forma mais acelerada entre 2025 e 2026. O avanço das tarifas comerciais dos Estados Unidos, somado ao aumento das tensões geopolíticas e à busca por cadeias de suprimento mais resilientes, levou marcas americanas a reverem suas estratégias produtivas.

De acordo com o relatório “The State of Fashion 2026”, as tarifas sobre vestuário e calçados importados saltaram de 13% para 54% em 2025, pressionando diretamente as margens e exigindo respostas rápidas das empresas. Esse movimento intensificou uma tendência que já vinha ganhando força: a estratégia conhecida como “China+1”, na qual as companhias mantêm parte da produção no país asiático, mas passam a diversificar fornecedores em outras regiões.

Apesar disso, a ideia de uma substituição completa da China ainda está distante da realidade. Segundo Moisés Olavo da Silva, executivo com mais de duas décadas de experiência em engenharia de produto, sourcing e gestão de produção para marcas globais, o país segue sendo um elo central da cadeia. “A narrativa de saída da China costuma ser simplificada demais. O país reúne capacidade, velocidade, qualidade e integração. O que está em curso, na verdade, é uma redistribuição de risco. As empresas perceberam que depender de um único polo produtivo, por mais eficiente que seja, se tornou um risco estratégico”, explica.

Nesse contexto, as tarifas americanas assumem um papel decisivo. Mais do que elevar custos, elas influenciam diretamente decisões de sourcing, logística e planejamento de longo prazo. Muitas marcas passaram a adotar um modelo híbrido: concentram na China operações de maior complexidade técnica, enquanto direcionam produções mais simples para outros países. Essa transição marca a passagem de uma lógica orientada exclusivamente por custo para uma abordagem baseada em resiliência, diversificação e gestão de risco geopolítico.

Com isso, países da América Latina, como Brasil e México, começam a ganhar espaço no radar das grandes marcas. Ainda assim, desafios como custos elevados, menor escala produtiva e gargalos estruturais limitam a competitividade da região em relação à Ásia. “A América Latina tem uma oportunidade histórica, mas precisa avançar em produtividade, infraestrutura e integração”, afirma o especialista.

O cenário que se desenha é mais complexo e menos previsível. A China deve continuar como protagonista, ao mesmo tempo em que novos polos produtivos tendem a se fortalecer. Nesse ambiente, cadeias mais fragmentadas exigem das empresas maior capacidade de adaptação e inteligência operacional. Produzir deixou de ser apenas uma decisão industrial para se tornar uma escolha estratégica que envolve geopolítica, risco e posicionamento global.


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