Saúde mental no trabalho: entenda a nova regulamentação NR-1
Conheça duas empresas com novos formatos organizacionais que já respondem às exigências legais e, principalmente, às demandas humanas do mercado contemporâneo
A atualização da NR-1 marca uma virada importante ao tornar obrigatória a gestão de riscos psicossociais nas empresas brasileiras, trazendo para o centro da estratégia temas como estresse, assédio e sobrecarga mental, antes tratados de forma secundária. Nesse cenário, em que muitas organizações ainda buscam caminhos para se adequar à nova exigência, as agências Pandora e KORÁ se destacam por já terem nascido alinhadas a esse contexto, com modelos de negócio que priorizam a saúde mental como pilar estrutural e não como benefício pontual. Com práticas e formatos de trabalho orientados à prevenção, ambas atuam para reduzir o risco de burnout — realidade que afeta 94% dos profissionais de marketing — e mostram, na prática, como é possível conciliar eficiência, performance e bem-estar. Mais do que acompanhar a mudança regulatória, ambas as agências antecipam uma transformação cultural, posicionando a saúde emocional como parte essencial da governança e da sustentabilidade dos negócios.
Exemplos com eficiência comprovada
Os fundadores da Pandora, Hugo Hideki Nakahara e Sergio Naiki, criaram desde o início da agência uma conexão multidisciplinar para re-desenhar a forma como o trabalho no mercado de comunicação é construído, trazendo a razão e a experiência para a relação entre pessoas e empresas. No modelo de negócio deles, saúde mental nunca foi um benefício complementar, até porque a empresa já nasceu do descontentamento com a toxicidade que é tão comum nesse mercado. Eles investiram em soluções para combater a causa do burnout e não os sintomas. “Criamos diferentes níveis para desenvolvimento de processos, estruturação e integração que tem dado muito certo”, revela Hugo Nakahara, que propõe uma ruptura real no modelo tradicional de operação, substituindo cargos por papéis, hierarquia por ritmo e presença física por propósito.
Para prospectar e fechar novos clientes, a empresa opta por não participar de concorrências de mercado, por exemplo. “Entendemos que esse modelo, em muitos casos, se sustenta em dinâmicas desiguais e pouco sustentáveis. São processos que impõem prazos irreais, demandas excessivas e múltiplas entregas estratégicas sem a devida remuneração, e acabam por precarizar o trabalho intelectual e comprometer a qualidade das propostas apresentadas”, comenta. Em vez disso, a empresa prioriza relações construídas a partir de indicações, diálogo, alinhamento de valores e escopo bem definido, defendendo uma prática mais ética, transparente e equilibrada para todas as partes envolvidas.
Atendendo clientes renomados como Nestlé, Itaú e Ambev, eles adotaram um modelo com liderança horizontal e equipes remotas. E deu tão certo que acabou sendo replicado na segunda agência do grupo, a KORÁ, que é focada escolar negócios de forma rentável com marketing baseado em dados. Ambas as empresas têm um formato 100% remoto e integrado, e trabalham com base em liberdade criativa e confiança entre profissionais experientes, que são selecionados com base nas necessidades de cada projeto. Dessa forma, conseguem reunir grandes experts em mídia, dados, design e estratégia e formam squads sob demanda para cada projeto. Internamente chamado de
Trata-se de uma cultura que evita relações tóxicas e prioriza entregas consistentes sem sobrecarga. “Acreditamos em liberdade com método. A autonomia não é ausência de estrutura, e sim uma forma mais inteligente e humana de trabalhar”, explica Nakahara. No lugar de estruturas rígidas, os cargos também fogem do tradicional. Ao invés do coordenador de projeto (comum no mercado publicitário) na KORÁ entra a figura do Pacer (que vem da palavra ‘pace’, ritmo em inglês) cujo papel é guiar, inspirar o time e manter o movimento constante. “Criamos esse cargo para o profissional responsável por conectar os especialistas e garantir fluidez entre estratégia, execução e resultados. E faz toda a diferença no dia-a-dia e nas nossas entregas", acrescenta.
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