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Corretores na era da IA regulada: tecnologia virou obrigação no setor?

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A Avanza analisa como o novo ambiente regulatório muda a relação do corretor de seguros com a tecnologia.

O mercado de seguros brasileiro está diante de uma mudança que ainda não ganhou o espaço que merece nas conversas do setor. Depois de anos em que a inteligência artificial foi tratada como promessa de futuro, o que está chegando agora tem outro peso: regulação. E isso muda o que está em jogo para os corretores.

No Brasil, o PL 2.338/2023 estabelece um modelo centrado em direitos fundamentais e segurança jurídica para quem desenvolve e usa IA, algo que afeta diretamente qualquer profissional que trabalha com dados sensíveis de clientes. O PL 762/2026 vai além e cria exigências formais de avaliação de impacto para sistemas classificados como de alto risco, incluindo aplicações em análise de contratos, prevenção a fraudes e segmentação de risco. Tarefas que já fazem parte do dia a dia de milhares de corretoras.

No plano internacional, o AI Act europeu classifica como de alto risco justamente as aplicações mais comuns no setor: scoring de crédito, avaliação de risco em seguros, análise automatizada de documentos. O que antes era obrigação de bancos e seguradoras começa a ser exigido de qualquer empresa que use IA com essas finalidades.

"Na prática, corretores que usam IA para analisar riscos ou segmentar clientes começam a operar em um ambiente regulatório muito parecido com o de instituições financeiras. Ignorar isso deixa de ser apenas uma perda de eficiência e passa a ser risco real para o negócio", afirma Ana Carolina Mello, sócia-diretora da Avanza.

O que muda no trabalho do corretor

A IA já está presente nas corretoras, muitas vezes sem que os profissionais se deem conta. Ferramentas de cotação automática, gestão de carteira, plataformas com recomendações de renovação: tudo isso envolve decisões algorítmicas. E cada uma dessas aplicações passa a ter implicações concretas no novo ambiente regulatório.

Qualificar leads com base em histórico de sinistros exige política clara sobre como esses dados são usados. Analisar contratos com apoio de ferramentas automatizadas requer que o corretor documente e assuma a decisão final. Sistemas de atendimento automatizado precisam deixar claro ao cliente que ele está falando com uma máquina, não com uma pessoa.

O ponto central não é quanto de tecnologia o corretor usa, mas se ele sabe o que está usando e por quê. Ferramentas sofisticadas sem nenhuma política de dados representam risco operacional e regulatório ao mesmo tempo.

Quando a conformidade vira vantagem

Aqui está o paradoxo que define este momento: usar IA sem critério pode tirar o corretor do mercado por risco regulatório. Não usar IA pode tirá-lo do mercado por falta de competitividade. A saída está em entender que os dois lados são inseparáveis.

Corretores que adotam tecnologia com transparência nas recomendações, cuidado com os dados dos clientes e supervisão humana nas decisões importantes não estão apenas se protegendo de multas. Estão construindo uma relação de confiança que se traduz em fidelização e acesso a produtos mais complexos. O cuidado regulatório vira argumento de venda.

"O diferencial não está só em usar IA, mas em saber quais dados entram nesses sistemas, com quais limites, e quem responde quando o algoritmo erra. O corretor que sabe responder a essa pergunta para o cliente tem uma vantagem real", diz Dionísio Cunha, sócio-diretor de Tecnologia da Avanza.


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