IRB(Re) cria polo voltado a risco e resiliência climática no Brasil (Destaque)
Os riscos climáticos entraram na pauta prioritária do setor de seguros e resseguros. Buscando soluções práticas para o tema, o IRB(Re) lança, nesta terça-feira (3), o Centro Brasileiro de Estudos de Risco e Resiliência (CBERR). Sediado no Maravalley, polo de inovação e tecnologia do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, o foco do Centro consiste em unir ciência aplicada, inteligência e conhecimento de mercado para identificar problemas relacionados à resiliência climática.
“Inicialmente nosso foco será em riscos climáticos, soluções e ferramentas digitais que podem alavancar o setor de seguros e resseguros no país, especialmente uma trilha de capacitação para formar bons profissionais para o mercado”, explica Reinaldo Marques, superintendente do IRB(P&D). Saiba mais na entrevista a seguir:
Qual é o objetivo principal do CBERR?
Nosso objetivo é transformar pesquisa em estratégias práticas que possam moldar ativamente um futuro resiliente para lidar com a complexidade dos riscos atuais. O Centro representa a formação de um ecossistema inovador para liderar uma nova era de seguros e resseguros no Brasil. Desta forma, o IRB(Re) reforça o seu protagonismo em gerar conhecimento para proteger o futuro da sociedade.
Como o Centro funcionará na prática?
As ações do Centro envolverão modelagem de risco, análises e IA de última geração; formação de futuros especialistas em gestão de riscos para um mundo volátil; criação de novas soluções e eliminação de lacunas de proteção para o mercado de seguros e resseguros; e modelagem de riscos climáticos e sistêmicos para o setor e sociedade em geral.
Serão trabalhados temas específicos?
Inicialmente nosso foco estará em riscos climáticos, soluções e ferramentas digitais que podem alavancar o setor de seguros e resseguros no país, especialmente uma trilha de capacitação para formar bons profissionais para o mercado.
A que se deve a complexidade do risco climático atual?
Para novos riscos emergentes, tais como os riscos climáticos, o passado não é representativo do que pode acontecer no futuro, dado o aumento significativo da frequência e severidade dos desastres climáticos. Sendo assim, novas tecnologias, tais como inteligência artificial e machine learning, têm que ser acopladas às técnicas atuariais tradicionais.
Quais são os parceiros envolvidos na iniciativa?
O Centro foi concebido para reunir uma ampla coalizão — congregando instituições públicas, seguradoras e resseguradoras, bancos de desenvolvimento, associações setoriais, universidades e centros de pesquisa de ponta, bem como a sociedade civil e parceiros internacionais. Atualmente os parceiros são o ECRRS/SDU (Centro de Estudos de Risco e Resiliência da Universidade do Sul da Dinamarca), Impa, FGV, PUC-Rio e UnB. A ideia é sempre expandir esse escopo para compartilhar conhecimento e expertises, desenvolvendo pesquisas, oferecendo ferramentas inovadoras para o mercado e promovendo capacitação na área.
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