Por que empresas perdem talentos mesmo pagando bons salários
Quando reconhecimento e perspectiva falham, a rotatividade vira custo e não problema de RH
A rotatividade de talentos deixou de ser um ruído operacional e passou a ser um risco econômico real e concreto. Substituir um profissional qualificado pode custar entre 50% e 200% do seu salário anual, considerando recrutamento, adaptação, perda de produtividade e ruptura de processos. Ainda assim, muitas empresas seguem tratando desligamentos como consequência natural do mercado e não como falha de gestão.
Os dados ajudam a dimensionar o problema. O relatório State of the Global Workplace, da Gallup, mostra que apenas 21% dos profissionais no mundo se dizem engajados no trabalho. No Brasil, o índice é semelhante. Ao mesmo tempo, a pesquisa de Escassez de Talentos do ManpowerGroup indica que 74% das empresas globalmente enfrentam dificuldade para preencher posições qualificadas, o maior nível da série histórica. O paradoxo é evidente: profissionais disponíveis, empresas contratando e, ainda assim, vínculos cada vez mais frágeis.
O erro recorrente está na leitura da causa. Durante anos, a retenção foi tratada como um tema restrito ao RH, resolvido com pacotes de benefícios, bônus pontuais ou planos de carreira genéricos. Essa lógica já não sustenta ambientes de alta performance. Hoje, profissionais não decidem ficar apenas pelo valor creditado em suas contas bancárias. Decidem permanecer quando enxergam horizonte.
Estudos da própria Gallup apontam que colaboradores que se sentem reconhecidos de forma consistente têm até 45% menos probabilidade de deixar a empresa em um período de dois anos. Reconhecimento, nesse contexto, não é sinônimo de elogio ocasional ou recompensa financeira. Trata-se de percepção de valor, leitura de potencial e clareza sobre futuro.
É justamente aí que muitas estratégias falham. Empresas desenham políticas de curto prazo enquanto os profissionais tomam decisões cada vez mais orientadas por aprendizado, pertencimento e perspectiva de evolução. Quando esse desalinhamento se instala, o desligamento raramente é o ponto de partida e sim o desfecho.
Para Paulo Motta, à frente da The Networkers e de estruturas que operam sob pressão constante de crescimento e performance, o equívoco está em tratar retenção como uma ação tática. “As pessoas não saem apenas porque recebem uma proposta melhor. Elas saem quando deixam de enxergar horizonte, reconhecimento real e espaço para evoluir dentro da organização”, afirma.
Na prática, isso exige uma mudança de postura. Reconhecer talentos para além da função atual, incluir profissionais em discussões estratégicas, ampliar acesso e criar caminhos de crescimento que não sejam apenas verticais, mas também intelectuais e relacionais. Ambientes que fazem isso constroem vínculos mais sólidos e reduzem a dependência de incentivos financeiros recorrentes.
“Reconhecimento não é benefício pontual nem discurso bonito. É quando a empresa demonstra, no dia a dia, que aquela pessoa tem futuro ali. Quando essa mensagem não fica clara, a saída vira apenas uma questão de tempo”, complementa Motta.
Há ainda um custo menos visível, mas igualmente relevante. Cada desligamento carrega perda de conhecimento, quebra de continuidade e enfraquecimento da cultura organizacional. Em mercados marcados por escassez de talentos e baixo engajamento, essa erosão silenciosa compromete desempenho e sustentabilidade no médio prazo.
Por isso, retenção deixou de ser um tema periférico e passou a ocupar a mesa de lideranças e conselhos. “Empresas que entendem reconhecimento como ativo estratégico tendem a formar times mais estáveis, produtivos e alinhados ao longo prazo. As que insistem em tratar o tema apenas como política de RH permanecem presas ao ciclo caro e improdutivo da reposição constante”, observa o especialista.
No fim, o desafio não é segurar talentos a qualquer custo. É construir contextos nos quais faça sentido permanecer. Empresas que não conseguem fazer essa leitura não perdem apenas profissionais. Perdem continuidade.
Sobre a The Networkers
A The Networkers é uma holding que conecta líderes empresariais e impulsiona negócios por meio de networking estratégico e colaborativo. Fundada por Paulo Motta, a empresa reúne executivos, investidores e empreendedores de diferentes segmentos em um ecossistema voltado à troca de experiências, geração de oportunidades e crescimento sustentável. Com foco em conexões de alto valor e iniciativas que promovem parcerias reais, atua como plataforma de relacionamento e desenvolvimento, consolidando-se como referência na integração entre negócios, inovação e capital humano.
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