Sinalização falha expõe trabalhadores, amplia acidentes e vira foco de multas
Comunicação visual inadequada compromete prevenção, pesa em fiscalizações e entra no radar da gestão de riscos
Em segurança do trabalho, imagens salvam vidas desde que sejam as corretas. Em um cenário de fiscalização mais rigorosa e exigências ampliadas pelas normas de saúde e segurança, empresas brasileiras vivem uma contagem regressiva para revisar a forma como comunicam riscos no ambiente de trabalho. Sinalizações confusas, genéricas ou fora de padrão deixaram de ser detalhe operacional e passaram a representar risco jurídico, financeiro e humano.
Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostram que o Brasil registra mais de 600 mil acidentes de trabalho por ano. Em parte significativa desses casos, auditorias e laudos técnicos apontam falhas de comunicação de risco, ausência de sinalização adequada ou informação incompreensível ao trabalhador como fatores agravantes.
Para Rodrigo Araújo, CEO da Global Work, a sinalização ainda é tratada de forma superficial em muitas organizações. “A empresa até sinaliza, mas não garante que a mensagem seja entendida. Comunicação de segurança não é decoração de parede. É uma ferramenta de prevenção e obrigação legal”, afirma.
Contagem regressiva regulatória
A pressão sobre a comunicação visual aumentou com o fortalecimento das exigências ligadas ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), previsto na NR-1, e às regras específicas da NR-26, que trata da sinalização de segurança. Em fiscalizações, a ausência de placas, o uso de símbolos incorretos ou mensagens genéricas pode resultar em autos de infração e multas que variam conforme o grau de risco e o porte da empresa.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, falhas na identificação e comunicação dos riscos estão entre os pontos recorrentes em autuações relacionadas à segurança do trabalho. “Quando ocorre um acidente, a pergunta do fiscal é simples: o risco estava claramente sinalizado e compreendido?”, diz Araújo.
Impactos que vão além da multa
Uma sinalização inadequada amplia a chance de acidentes, eleva os afastamentos e aumenta custos indiretos, como perda de produtividade e ações trabalhistas. Estudos da Fundacentro indicam que ambientes com comunicação visual clara e padronizada reduzem significativamente a reincidência de ocorrências e facilitam a defesa técnica da empresa em auditorias e processos.
“A sinalização correta protege o trabalhador e também a empresa. Ela demonstra que o risco foi identificado, comunicado e tratado”, afirma o executivo.
Sete pontos de atenção para saber se sua empresa é bem sinalizada
- As placas seguem o padrão legal?
Cores, símbolos e formatos estão de acordo com a NR-26 e normas técnicas reconhecidas? Improvisos costumam ser desconsiderados em fiscalizações.
- A mensagem é compreensível para todos?
A comunicação leva em conta nível de escolaridade, linguagem simples e uso de pictogramas universais, inclusive para trabalhadores terceirizados?
- A sinalização reflete o risco real da atividade?
Placas genéricas não substituem avisos específicos. O trabalhador reconhece o risco ao executar a tarefa?
- As informações estão visíveis no ponto certo?
Sinalização fora do campo de visão ou distante da área de risco perde eficácia preventiva.
- Há coerência entre sinalização e procedimento?
O que está na placa é compatível com o procedimento operacional e com o treinamento recebido?
- A comunicação é atualizada?
Mudanças de layout, processo ou equipamento exigem revisão imediata da sinalização.
- Existe integração com o PGR e os treinamentos?
A sinalização conversa com o mapeamento de riscos e é reforçada em diálogos de segurança e capacitações?
Vantagem competitiva na prevenção
Relatórios da OIT apontam que investimentos em prevenção e comunicação de riscos podem gerar retorno de até quatro vezes o valor aplicado, por meio da redução de acidentes e afastamentos. Para Rodrigo Araújo, a sinalização é uma das ferramentas mais eficientes desse processo. “Uma imagem correta, no lugar certo, evita erros, protege pessoas e reduz passivos. É prevenção de baixo custo e alto impacto”, afirma.
Em um ambiente regulatório mais exigente, a clareza da comunicação de segurança deixou de ser opcional. A forma como as empresas usam imagens, símbolos e mensagens pode definir não apenas o resultado de uma fiscalização, mas a capacidade de evitar acidentes e preservar vidas no dia a dia do trabalho.
Sobre Rodrigo Araújo
Rodrigo Araújo é Técnico em Segurança do Trabalho, engenheiro ambiental. Com mais de 20 anos de experiência, atuou como gestor de saúde ocupacional e segurança do trabalho e atuou em grandes empresas como Lacta, Roche Farmacêutica e Ipiranga Química.
Há 13 anos, fundou a Global Work com um propósito claro: “Cuidar de forma efetiva e integrada do maior ativo de qualquer negócio, seus colaboradores, e, ao mesmo tempo, oferecer ao empresário um diagnóstico completo, capaz de gerar retornos tangíveis e intangíveis para cada valor investido, com ROI de 3 a 10 vezes”. Atualmente, é CEO da companhia.
Mais informações estão disponíveis no Linkedin ou Instagram.
Sobre a Global Work
A Global Work é especializada em saúde ocupacional, segurança do trabalho e programas de qualidade de vida corporativa. Com clínica própria na Avenida Paulista no coração de São Paulo e uma rede credenciada de mais de 3.000 unidades em todo o Brasil, oferece soluções personalizadas que unem tecnologia, atendimento humanizado e conformidade legal. A missão da empresa é apoiar organizações na promoção do bem-estar dos colaboradores e na gestão integrada da saúde e segurança no trabalho.
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