Especialista indica caminhos para atender à NR-1 e fortalecer o bem-estar corporativo
Norma amplia ações de prevenção a assédio, estresse e sobrecarga emocional
Segundo dados mais recentes do Ministério da Previdência Social, o Brasil vive uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos dos últimos dez anos. O tema ganha ainda mais relevância neste ano, com a entrada em vigor da NR-1, que amplia a responsabilidade das empresas sobre o bem-estar psicológico e social das pessoas no trabalho.
Até maio, as organizações passam por um período de ajustes para mitigar fatores que impactam a saúde mental, emocional e social, como assédio moral e sexual, estresse, sobrecarga, discriminação, bullying, microagressões, insegurança psicológica, conflitos constantes, comunicação tóxica, jornadas exaustivas e pressão contínua por resultados.
Para Cris Kerr, especialista em assédio, segurança psicológica e neurociência, o cuidado com as pessoas colaboradoras e a preocupação com o bem-estar no ambiente de trabalho deixou de ser opcional e passou a ocupar um lugar central na agenda corporativa e de ESG. “Além de atender à norma, investir em bem-estar garante mais produtividade, engajamento, retenção de talentos e menos afastamentos por doença”, afirma a executiva, CEO da CKZ Diversidade.
Com a NR-1, aponta Cris Kerr, as organizações passam a serem responsáveis por mapear e prevenir esses riscos no ambiente de trabalho e também por:
- Treinar lideranças e pessoas colaboradoras sobre boas práticas de conduta;
- Criar canais de denúncia seguros e eficazes para casos de assédio;
- Implementar políticas de responsabilização, com critérios transparentes de apuração e medidas corretivas para esses casos;
- Revisar a carga de trabalho e a jornada das pessoas colaboradoras para evitar exaustão;
- Promover uma cultura e liderança inclusiva e humanizada, garantindo um ambiente respeitoso para todas as pessoas.
Como as empresas podem se alinhar à norma?
Desde 2024, muitas organizações vêm ajustando processos para evitar penalidades a partir de maio, mas ainda enfrentam dificuldades para sair do papel. Segundo a especialista, alguns passos são essenciais:
- Diagnóstico do ambiente, por meio de pesquisas, conversas individuais ou grupos focais;
- Treinamento de lideranças, com foco em conscientização e aplicação prática;
- Formação de pessoas multiplicadoras, capazes de intervir diante de comportamentos inadequados;
- Criação de espaços permanentes de diálogo, inserindo o tema nas rotinas e conversas de time.
“Quando as pessoas são mais felizes em suas ocupações, geram maior lucratividade, maior produtividade, menor turnover e, consequentemente, menos afastamentos por doença. Que é um dos grandes desafios nas companhias quando falamos sobre saúde emocional corporativa”, explica Cris, também CEO da CKZ Diversidade, consultoria especialista em cultura e liderança inclusiva e humanizada.
Sobre a CKZ Diversidade
A CKZ Diversidade é 100% focada em Diversidade & Inclusão. Há mais de 18 anos conecta experiências, estimula o diálogo e desenvolve programas de valorização da diversidade. É formada por um time de pessoas apaixonadas por transformar os ambientes em espaços mais diversos e inclusivos. A empresa conta com uma Consultoria em Diversidade com treinamentos in company focados nas necessidades de cada corporações, além da única Formação Prática em Diversidade & Inclusão do Brasil, que terá sua 10ª edição em 2026, o Fórum Agentes da Transformação, que está na 4ª edição e é voltado para o engajamento de homens nas pautas de Diversidade e Inclusão, e o Super Fórum Diversidade & Inclusão, que acontece em outubro de 2026 e está na 15ª Edição e apresenta mais de 30 cases de empresas que vêm construindo ambientes mais diversos e inclusivos, tornando-as mais inovadoras e sustentáveis.
Sobre a Cris Kerr
CEO da CKZ Diversidade, TEDx speaker, professora da Fundação Dom Cabral, da FGV e da PUC RS, mestre em Sustentabilidade pela FGV. Foi pioneira no tema DIEP com o lançamento em 2010 do Super Fórum Diversidade & Inclusão, tem como propósito apoiar as corporações a construírem ambientes mais diversos e inclusivos, tornando-as mais inovadoras e sustentáveis. Cris é especialista nos temas: cultura e liderança inclusiva, assédio, liderança transformadora, diversidade, inclusão, viés inconsciente e equidade de gênero. É autora do best-seller Viés Inconsciente e do livro Cultura Organizacional Livre de Assédio e co-autora de mais 5 livros.
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