40% das empresas ainda não iniciaram adaptação à Reforma Tributária, aponta levantamento da Qive
Apesar de 25% já estar planejando fazer as mudanças, somente 38%, de fato, iniciaram o mapeamento de impactos, segundo dados do Capítulo 3 do ‘Panorama do Contas a Pagar 2026’
A maior parte das empresas brasileiras ainda não está preparada adequadamente para a transição da Reforma Tributária do Consumo, aprovada em 2023 e com início de vigência previsto para 2026. É o que revela o terceiro capítulo ‘Panorama do Contas a Pagar 2026’, levantamento proprietário da Qive. De acordo com o estudo, 40% das companhias ainda não iniciaram o mapeamento dos impactos, e apesar de 25% já estar planejando fazê-lo, somente 38%, de fato, iniciaram o mapeamento de impactos.
Os dados acendem um sinal de alerta: em menos de dois meses, o novo modelo tributário, que terá sua implementação gradual até 2033, passará a coexistir com o atual, exigindo uma revisão profunda nos processos fiscais, financeiros e tecnológicos das organizações. O levantamento contou com apoio da Opinion Box, por meio de contratação exclusiva para o report. A amostra ouviu 406 profissionais em empresas de diferentes tamanhos em todo Brasil.
“O dado de que boa parte das companhias ainda não iniciou seu mapeamento nos chama atenção, já que é um fator de risco que poderia ser mitigado. A transição exigirá a revisão estrutural de processos e sistemas, e não apenas adequações pontuais. As companhias que iniciarem este processo maio cedo terão mais capacidade de transformar a obrigação em vantagem competitiva”, afirma Erika Daguani, CPO da Qive.
Reforma divide opiniões entre risco e oportunidade
Atualmente, metade das empresas entrevistadas declarou já fazer uso de alguma ferramenta de gestão integrada (ERP) ou de outros sistemas, que cumprem e automatizam funções como relatórios (20%), entrada de documentos (15%) e cadastros (também 15%). A conferência dos documentos, no entanto, aparece como uma das atividades menos automatizadas (11%).
Com a transição da RTC a partir de 2026, mais da metade pretende automatizar e/ou aumentar a frequência (60%) deste processo de conferência. Mas outro grande bloco ainda segue parado. Essa divisão reflete o nível de maturidade da gestão fiscal no país. “Organizações com processos digitalizados e governança fiscal sólida tendem a enxergar oportunidades estratégicas. Já as que ainda enfrentam ineficiências internas estão mais propensas a ver a reforma como uma ameaça”, aponta Erika.
Grandes empresas lideram preparação; pequenas seguem inertes
Os números do levantamento revelam também que as corporações de grande porte são as mais preparadas: 85% já acompanham notas técnicas e propostas da reforma, 75% estão revisando processos e ERPs, e 70% realizam simulações de cenários. Em contrapartida, 60% das PMEs admitem não ter iniciado qualquer medida de preparação, um cenário que pode resultar em maior dependência de apoio externo e maior custo de adaptação nos primeiros anos de transição.
Entre as medidas mais adotadas até o momento estão treinamento de equipes (17%), revisão de sistemas internos e ERPs (12%) e apoio de consultorias especializadas (13%).
Impactos práticos: backoffice, fluxo de caixa e gestão de créditos
Com a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), a lógica de apuração de tributos e de escrituração fiscal será transformada por completo. As empresas precisarão revisar rotinas de faturamento, compliance e integração entre áreas como TI, fiscal, compras e jurídico.
“O novo modelo tributário exigirá que as organizações tratem o backoffice com a mesma atenção estratégica que dão à frente de receita. Automatizar a conferência e o fluxo de documentos fiscais não será apenas uma questão de eficiência, mas de sobrevivência. Com dois sistemas tributários coexistindo por anos, qualquer processo manual ou pouco integrado pode gerar inconsistências, perda de crédito e risco de autuação”, acredita Erika.
Split payment e crédito tributário lideram buscas corporativas
Um levantamento complementar, feito via dados capturados pela ferramenta proprietária de inteligência artificial da Qive, analisou o impacto dos 544 artigos da Reforma Tributária por setor (CNAE), e mostrou que “split payment” (pagamento dividido no B2B) e “crédito tributário” são os temas mais pesquisados pelas empresas brasileiras.
O split payment é o que determina o recolhimento automático do imposto no momento do pagamento da transação, e é visto com preocupação especialmente por setores como tecnologia, varejo e serviços, por afetar diretamente o fluxo de caixa. Já o crédito tributário, o segundo mais buscado, reflete dúvidas sobre direito ao crédito e risco de acúmulo ou perda caso o fornecedor não tenha recolhido corretamente o tributo. “Ambos concentram a dor real dos negócios: como manter a liquidez e garantir compliance ao mesmo tempo”, encerra Erika.
Para saber mais e baixar o report completo, acesse aqui.
Sobre a Qive:
A Qive, plataforma líder do contas a pagar, integra e automatiza, em um único fluxo conectado ao ERP, a gestão de pagamentos, documentos e fornecedores, oferecendo eficiência, segurança e escalabilidade. Antes Arquivei, foi fundada em 2014 em São Carlos, interior de São Paulo, com a missão de centralizar, organizar e automatizar documentos fiscais. Em 2021, recebeu um aporte de R$ 260 milhões em rodada Série B liderada pela Riverwood Capital. Em 2024, após um rebranding da marca, se tornou Qive e avançou para a área financeira e de pagamentos, com uma solução que garante inteligência analítica para a tomada de decisões e processos seguros, ao eliminar riscos e custos em ambientes complexos. Atualmente, a empresa processa R$ 3 trilhões em notas eletrônicas anualmente e já gerenciou mais de 3,8 bilhões de documentos fiscais nos últimos onze anos. A Qive tem mais de 300 colaboradores no Brasil e atende mais de 210 mil clientes no país, entre eles Faber-Castell, Bayer, Casas Bahia e Kraft Heinz.
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