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Vale a pena começar 2026 investindo no mercado real?

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Liliane Luchin
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O Brasil entra em 2026 em um cenário típico de ano eleitoral: volatilidade na bolsa, dólar pressionado e juros ainda altos — com a Selic permanecendo em 15% ao ano em dezembro. Mas o Banco Central projeta que a taxa pode encerrar 2026 perto de 12%, iniciando um ciclo de queda que reduz a atratividade da renda fixa. A renda fixa, que brilhou em 2025 com retornos generosos impulsionados pela Selic elevada, tende a perder força ao longo do ano.

Diante disso, fica a pergunta entre investidores e profissionais que buscam empreender: vale a pena começar 2026 investindo no mercado real?

Para o planejador financeiro David Parnes, a resposta é positiva — desde que acompanhada de cautela e racionalidade. E uma das alternativas mais consistentes dentro do mercado real, segundo ele, são as franquias.

“O investidor de 2026 não quer aventura. Ele quer eficiência, previsibilidade e modelo testado. A franquia entrega isso. Mas é preciso escolher bem e entender que franquia não é renda passiva: é trabalho, gestão e disciplina.”

Segundo Parnes, o ambiente eleitoral tende a segurar decisões nos primeiros meses, mas a queda esperada da Selic deve estimular a migração de parte do capital da renda fixa para negócios operacionais. “Cada ponto que a Selic cai é um ponto que o investidor deixa de ganhar na renda fixa. É natural que modelos de margem alta e recorrência se tornem mais atrativos.”

Essa dinâmica também aparece em análises de mercado sobre o comportamento dos negócios em cenários de juros elevados. No ciclo atual, empresas com fluxo de caixa previsível, receita recorrente e contratos contínuos tendem a ser menos afetadas pela Selic alta, justamente porque mantêm estabilidade operacional mesmo quando o custo de capital pressiona outros setores. Modelos de assinatura, serviços recorrentes e áreas como saúde — incluindo clínicas médicas, veterinárias e odontológicas — preservam melhor seus indicadores e continuam atraindo investidores que buscam segurança em meio à volatilidade. Essa resiliência explica por que parte do capital destinado à renda fixa começa a migrar para negócios reais com previsibilidade.

Esse é justamente o motor de expansão de segmentos como saúde e odontologia, que puxaram o crescimento do franchising em 2025, segundo a ABF. Mas além dos números, duas histórias reais — ambas dentro da OrthoDontic, maior rede de ortodontia do país — ajudam a entender por que operações maduras e recorrentes se destacam como aposta sólida para 2026.

Quando o dinheiro da casa vira negócio

A história de Thays Frankiu, franqueada da OrthoDontic, em Araquari (SC), começa com um dilema pessoal e profissional. Após 13 anos trabalhando em três consultórios, saindo de casa às 7h e retornando às 20h, o nascimento da filha em 2024 deixou claro que aquele ritmo não era mais possível. Ela queria continuar produzindo — mas com qualidade de vida e autonomia.

Foi assim que decidiu renunciar ao projeto da casa própria para investir em um negócio que garantisse renda e previsibilidade. Escolheu a franquia OrthoDontic pela recorrência do modelo, pelo ticket acessível e pela demanda crescente da região.

O investimento total foi de R$ 520 mil, parte vinda das economias da família e parte do dinheiro reservado para a construção da casa. “Pegamos o dinheiro da nossa casa e investimos na clínica. Agora precisamos recuperar para construir depois.”

A unidade alcançou ponto de equilíbrio em três meses e gerou lucro a partir do sétimo mês, em setembro de 2025. Durante esse período, Thays manteve disciplina rígida: “As meninas iam almoçar fora e eu levava marmita. Elas tinham salário. Eu não.”

Menos de um ano depois, a operação já conta com sete dentistas, equipe ampliada e necessidade de contratar supervisão. Agora, ela planeja expandir fisicamente a unidade e, no futuro, abrir uma segunda clínica.

“Prefiro ter 500 pacientes pagando todo mês do que um único orçamento de 30 mil que pode não voltar.”

De clínica estagnada a franquia lucrativa — e rumo à segunda unidade

A história de Susan Brandão Piassi, 29 anos, franqueada da OrthoDontic em Passos (MG), também revela a busca por estabilidade e escala. Formada aos 21 anos, Susan inaugurou sua primeira clínica particular em 2021. Mas, durante três anos, enfrentou um ciclo de dificuldades: pouco fluxo de pacientes, marketing improvisado, processos frágeis e zero lucro.

“Eu amava a odontologia, mas não conseguia transformar aquilo em negócio”, relembra.

Em 2024, decidiu converter a clínica para a OrthoDontic, investindo cerca de R$ 200 mil, somando recursos próprios, apoio da família e empréstimo bancário. A mudança marcou um divisor de águas: escala, padronização e previsibilidade.

Com a conversão, a operação se transformou rapidamente. O ponto de equilíbrio veio em três meses, o lucro apareceu no sexto mês, e a equipe cresceu de duas pessoas para quase vinte, impulsionada pelo aumento do fluxo e pela estrutura de marketing e tecnologia da rede.

“Se antes eu iria longe sozinha, com a franquia eu vou muito mais longe. Eu nunca tinha experimentado ter uma operação organizada de verdade. O resultado veio porque eu finalmente tive método, suporte e dados para decidir. Hoje eu tenho caixa, lucro e até planos de expansão.”

O desempenho foi tão acima do esperado que, pouco mais de um ano depois, Susan assinou o contrato da segunda unidade, prevista para 2027 — um movimento que ela não imaginava alcançar tão cedo.

“Eu passei quatro anos tentando fazer a clínica dar certo sozinha. Com a franquia, em um ano eu consegui construir o negócio que sempre sonhei.”

“As histórias da Thays e da Susan refletem a evolução que buscamos na OrthoDontic ao longo deste ano. Investimos fortemente em eficiência operacional, tecnologia e padronização, e isso se traduz em previsibilidade para o franqueado. A recorrência do modelo garante estabilidade mesmo em contextos econômicos desafiadores; o suporte contínuo reduz a curva de aprendizado; e a maturidade do sistema permite resultados mais rápidos, como o break-even em três meses que ambas atingiram. Quando a operação é sólida, o investimento se torna mais seguro — e o crescimento, mais consistente.”
— Lorraine Marcondes, CEO da OrthoDontic

Por que 2026 pode ser um ano estratégico — e o que observar

Para o consultor financeiro David Parnes, três fatores tornam o franchising especialmente relevante:

1. A recorrência como amortecedor econômico

Modelos de assinatura e pagamentos mensais reduzem volatilidade.

2. A eficiência como diferencial competitivo

Thays e Susan mostram que retorno rápido depende de operação madura, padronizada e bem gerida.

3. O cenário macro favorece o mercado real

A queda da Selic deve deslocar capital da renda fixa para negócios de margem alta.

Conclusão: sim, vale a pena — desde que com racional, e não por impulso

Os dados da ABF mostram um setor em expansão contínua.

Em 2025, o franchising cresceu 9,1%, e a projeção para 2026 é de 9,5% a 11%, acima do PIB.

O segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar registrou 21,7% de crescimento, impulsionado pela recorrência e pela alta demanda.

Para especialistas, operações eficientes e recorrentes devem performar ainda melhor em 2026. E os cases de Thays e Susan mostram que, mesmo com investimento elevado, o retorno pode ser acelerado quando há suporte, padronização e foco na eficiência operacional.

Como resumiu Susan:“ Eu construí em um ano o negócio que tentei por quatro.”

E, nas palavras de Thays: “Valeu a pena. Muito mais do que eu imaginava.”


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