Por que a eficiência operacional será decisiva para as empresas em 2026
Por Rafael Calixto, CEO da Zydon*
Entrar no próximo ano operando com processos manuais de criação de orçamentos será um risco estratégico. Em um cenário marcado por instabilidade econômica, pressão por margens, avanço acelerado da inteligência artificial e clientes cada vez menos pacientes, a velocidade de resposta passa a ser um fator determinante de competitividade. Empresas que ainda dependem de planilhas, aprovações manuais e retrabalho estarão, na prática, abrindo espaço para concorrentes mais ágeis. A automação de orçamentos deixa de ser tendência e se consolida como condição básica para escalar.
O contexto macroeconômico reforça essa urgência, em que a combinação de novas tributações sobre grandes plataformas digitais, volatilidade cambial, inflação de custos e um mercado digital cada vez mais saturado cria um ambiente onde eficiência operacional não é opcional. Enquanto a América Latina caminha para ultrapassar US$ 200 bilhões em vendas online, segundo estimativas da eMarketer, o crescimento por si só não garante sobrevivência. O diferencial estará na capacidade de operar com precisão, previsibilidade financeira e velocidade comercial.
Nesse ambiente, o processo de vendas assume um novo papel. Orçamentos que levam horas ou dias para serem gerados não apenas atrasam decisões, mas também aumentam o risco de erros, inconsistências de preço e perda de oportunidades. Em mercados altamente competitivos, o cliente que espera por uma proposta costuma fechar com quem responde primeiro, desde que a resposta seja clara, correta e confiável. Automatizar orçamentos significa transformar o time comercial em um motor de resposta rápida, alinhado às regras de negócio, políticas comerciais e margens desejadas.
Dados da Thunderbit, por exemplo, indicam um ROI médio de 544% em três anos para empresas que investem em automação comercial. Esse número ajuda a explicar por que, em 2026, a discussão não será mais “se” automatizar, mas “o quão rápido” isso será feito. Orçamentos gerados em minutos deixam de ser um diferencial e passam a ser o novo padrão esperado pelo mercado.
Estudos da Adobe indicam que empresas que adotam automação registram até 25% mais retorno em ações de vendas e marketing. Já a McKinsey aponta que cerca de 45% das tarefas hoje realizadas por trabalhadores podem ser automatizadas com tecnologias já disponíveis, o que reduz custos, minimiza erros e libera tempo para atividades estratégicas. No contexto comercial, isso significa menos esforço operacional e mais foco em relacionamento, negociação e fechamento.
Em um cenário de incerteza, empresas com maior previsibilidade financeira tendem a sobreviver e crescer com mais consistência. Automatizar orçamentos contribui diretamente para esse controle, ao garantir padronização de preços, aplicação correta de impostos, descontos e condições comerciais. Além disso, permite simulações rápidas, ajustes estratégicos e maior segurança na tomada de decisão, especialmente em ambientes B2B complexos.
A automação também resolve um gargalo cada vez mais evidente, que é a escassez de talentos especializados. Ferramentas de inteligência artificial e automação comercial permitem que pequenas e médias empresas operem com níveis de eficiência antes restritos a grandes corporações. Segundo o Sebrae, negócios que adotam automação podem aumentar a produtividade em até 30% já no primeiro ano, além de melhorar indicadores de satisfação do cliente e eficiência operacional. Isso redefine a lógica de crescimento, já que não se trata de contratar mais, mas de operar melhor.
No fim, o futuro das vendas não será definido apenas por quem vende mais, mas por quem vende melhor, com mais velocidade, menos erros e maior controle. Empresas que entenderem isso agora estarão preparadas para um cenário mais competitivo e instável. As demais descobrirão, tarde demais, que a lentidão operacional cobra um preço alto. Em 2026, orçamentos prontos em minutos não serão um luxo tecnológico, mas a linha que separa crescimento sustentável de estagnação.
*Rafael Calixto é especialista em vendas B2B, com vasta experiência em modernização de processos comerciais, integração de tecnologia nas vendas, idealizador de soluções com Agentes Inteligentes de Pedidos (AIP) para vendas B2B em escala e CEO da Zydon
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