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5 tendências de IA que vão redefinir a atuação de times de Tech e Produto

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Gustavo Bassan, VP de Engenharia da BossaBox. Crédito Luciano Alves Gustavo Bassan, VP de Engenharia da BossaBox. Crédito Luciano Alves

VP de Engenharia na BossaBox, Gustavo Bassan, aponta as transformações que devem marcar a nova fase da Inteligência Artificial no próximo ano

A Inteligência Artificial (IA) chega a 2026 como o principal vetor de transformação empresarial e econômica do mundo. O que antes era visto como uma tecnologia promissora agora se consolida como infraestrutura crítica para a competitividade das organizações. Segundo estudo global da McKinsey, 72% das organizações no mundo já utilizam tecnologias de IA, e isso representa um salto em relação aos 55% registrados em 2023.

No território brasileiro, a realidade é reforçada por outros dados, desta vez da Randstad, que aponta que 65% das companhias aumentaram investimentos em tecnologia no último ano.

“Esse avanço marca uma mudança importante na forma como a IA é encarada pelas empresas. A partir de agora, ela deixa de ser tratada como uma camada adicional de eficiência e passa a influenciar decisões estruturais de tecnologia. Isso afeta diretamente como sistemas são projetados, como o trabalho é distribuído entre pessoas e máquinas e quais competências passam a ser críticas nos times de engenharia e produto. Em 2026, a discussão deixa de ser sobre adotar IA e passa a ser sobre como reorganizar a operação para trabalhar com ela de forma consistente, segura e sustentável”, afirma Gustavo Bassan, VP de Engenharia da BossaBox, consultoria referência no modelo de squads-as-a-service no Brasil.

A seguir, o especialista apresenta cinco tendências que devem moldar o mercado em 2026, influenciando diretamente a forma como as organizações operam, inovam e competem:

1 - AI Agents passam a operar como colaboradores dos times

Os agentes de IA deixam de ser ferramentas de apoio e passam a atuar como parte ativa da operação, executando fluxos completos de trabalho e não apenas tarefas isoladas. Em vez de só “ajudar”, esses agentes começam a assumir responsabilidades claras dentro dos sistemas e dos processos. “A partir do momento em que a IA consegue planejar, executar e ajustar tarefas sozinha, ela entra no time de verdade. Isso muda como desenhamos sistemas, distribuímos responsabilidades e organizamos o trabalho de engenharia”, pontua Bassan.

2 - IA deixa de ser experimento e vira infraestrutura de produto

A IA deixa de ser tratada como iniciativa paralela ou prova de conceito e passa a fazer parte da infraestrutura central dos produtos digitais. Ela influencia decisões de arquitetura, experiência do usuário e evolução do produto desde a concepção. “Quando a IA vira infraestrutura, ela deixa de ser uma feature e passa a ser um pressuposto. Times que ainda tratam IA como experimento vão ter dificuldade de competir com quem já projeta produtos pensando nela desde o início”, explica o especialista.

3 - Desenvolvedores deixam de ser apenas executores e passam a atuar como curadores e orquestradores de IA

O papel do desenvolvedor começa a mudar de forma estrutural. Com a IA assumindo partes relevantes da geração e da revisão de código, o foco deixa de ser apenas escrever linhas e passa a ser orientar, validar e integrar decisões tomadas por sistemas automatizados.

“Na prática, o desenvolvedor passa a gastar menos tempo escrevendo código do zero e mais tempo definindo contexto, avaliando decisões e garantindo que o que foi gerado faz sentido dentro da arquitetura e do produto”, analisa o VP de Engenharia da BossaBox. “Isso não reduz a importância da engenharia, mas eleva o nível do trabalho. O valor passa a estar muito mais na capacidade de julgamento, de orquestração e de visão sistêmica do que na execução manual.”

4 - Automação passa a ter mais peso do que simples assistência

A automação começa a se impor sobre a lógica de simples assistência no desenvolvimento de software, com impactos diretos na produtividade, na arquitetura dos sistemas e na forma como times de engenharia são estruturados. À medida que a IA assume tarefas completas, o valor do trabalho humano se desloca. “Quando a automação entra de verdade, ela não acelera só a entrega. Ela muda como os sistemas são pensados e quais perfis fazem sentido no time. Engenharia passa a ser muito mais sobre arquitetura, integração e decisão do que sobre execução repetitiva”, afirma Gustavo Bassan, VP de Engenharia da BossaBox.

5 - Produtividade passa a vir de volume e escopo, não só de eficiência

A tendência é que a IA mude o conceito de produtividade em engenharia. Em vez de apenas executar as mesmas tarefas mais rápido, os times passam a entregar mais coisas, explorar mais caminhos e assumir trabalhos que antes não cabiam no tempo ou no orçamento. A produtividade deixa de ser só eficiência e passa a ser ampliação de escopo.

Isso transforma o dia a dia dos times e o tipo de tarefa que ganha espaço. “O impacto mais profundo não é só acelerar o que já existia, mas viabilizar coisas que simplesmente não seriam feitas antes. Isso muda como priorizamos trabalho, como organizamos backlog e como medimos valor em engenharia”, finaliza Gustavo Bassan.

Sobre a BossaBox

Fundada em 2017, a BossaBox é uma consultoria referência no modelo de squads-as-a-service no Brasil, que monta e gerencia times de tecnologia, produto e design sob demanda e de forma ágil para desenvolver produtos digitais de seus parceiros. A empresa garante desempenho em contrato e a senioridade dos profissionais das equipes é comprovada. Em seus 7 anos de trajetória, já desenvolveu mais de 150 produtos inovadores para mais de 100 médias e grandes empresas, como: Bayer, Cubo Itaú, CRM Bônus e SumUp.


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