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Está nas mãos dos profissionais levar a hiperautomação às empresas, aponta especialista

Lucas Ribeiro - Divulgação Lucas Ribeiro - Divulgação

Fundador e CEO da ROIT, idealizador de solução hiperautomatizada e presidente da Assespro-PR, Lucas Ribeiro chama a atenção para o protagonismo que a inteligência humana tem nessa nova onda

A bola está quicando na área, à espera de alguém anotar o gol. A metáfora vale para a nova onda do mercado, a hiperautomação. Os instrumentos e recursos estão postos para transformar em realidade o que hoje é tendência. O que falta? Na analogia com o futebol, um atacante para estufar as redes. No mundo dos negócios, os profissionais se apropriarem e implementarem o conceito em suas organizações.

A análise é do empresário Lucas Ribeiro, fundador e CEO do Grupo ROIT, vanguarda na prestação de serviços de gestão contábil, fiscal, tributária e financeira baseada em hiperautomação. Tanto que ele vem sendo convidado para falar em eventos para explicar em que consistem e os ganhos de processos hiperautomatizados – participou, por exemplo, como debatedor no South Summit 2022, um dos maiores encontros do mundo sobre inovação, realizado em maio, em Porto Alegre (RS).

Lucas Ribeiro, fundador do Grupo ROIT

Na avaliação de Ribeiro, atual presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação no Paraná (Assespro-PR), a hiperautomação não vem por si só, tampouco apenas a partir de macrodecisões organizacionais. Para o executivo, é um processo de construção mais orgânico: está nas mãos dos talentos a tarefa de entender, lançar mão e tornar processos hiperautomatizados práticas de fato.

“Seja o profissional que vai protagonizar na sua empresa essa nova onda evolutiva, a hiperautomação”, recomenda a colaboradores, gestores, executivos e líderes empresariais o fundador do Grupo ROIT. “E, embora já seja um termo sobre o qual, numa busca na internet, já encontramos várias referências, ainda precisa ser mais bem conhecido e difundido entre as organizações”, pontua.

Uma compreensão basilar, observa Ribeiro, é a de que a hiperautomação não se restringe à atualização de soluções tecnológicas, como uma geração sucessora da onda de automação. Vai além. É, sim, a intensificação combinada da Automação Robótica de Processos (RPA), do Machine Learning (ML) e Inteligência Artificial (IA), mas de forma “orquestrada” e em todas as etapas dos processos, liberando o profissional para se dedicar a funções estratégicas, inerentes à inteligência humana.

“A Gartner, empresa internacional de consultoria, em pesquisa recente com executivos, calculou que até 2024 serão investidos 600 bilhões de dólares, em todo o mundo, em hiperautomação. Isso significará ganho competitivo das organizações que apostarem nesse caminho e constituirá incremento em produtividade. O profissional que estiver atento a isso sairá na frente, levando essa inovação à sua empresa”, argumenta Ribeiro.

Baseando-se no estudo da consultoria Gartner, e no que o próprio Grupo ROIT tem colocado em prática, o executivo ressalta a importância de profissionais e corporações – e mesmo da sociedade, de um modo geral – incorporarem uma cultura digital. Esta implica, além de inovações tecnológicas, na adoção de práticas e procedimentos integrados, colaborativos. “É como diz a Gartner em seu estudo: implementar a hiperautomação passa por ‘estabelecer um mapeamento holístico, e priorizar o coletivo nas iniciativas, em vez de ilhas de automação de tarefas’.”

Ou seja, é buscar negócios “sinérgicos e coordenados” e abolir processos “compartimentados em seus respectivos setores, sem conexão com outras áreas”. “A hiperautomação de fato, e não de retórica, é aquela em que, por meio de um único sistema, viabiliza a conexão de seus processos, de ponta a ponta; possibilita um olhar sobre o todo. Além, claro, de embarcar elementos como agilidade e acuidade nos processos.”

Do portfólio de clientes (corporações de atividades econômicas diversas) que estão contratando a solução hiperautomatizada do Grupo ROIT (a Esteira de Hiperautomação), passa a fazer parte o Grupo Equatorial, com suas distribuidoras de energia elétrica e outras empresas de utilities e serviços, consolidadas de Norte à Sul do Brasil. A empresa chegou recentemente no Rio Grande do Sul, ao adquirir a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D). Parte do case de sucesso, inclusive, foi apresentado durante o South Summit.

“É uma solução de hiperautomação end-to-end de compras e pagamentos para mais de 30 tipos de documentos. A Esteira de Hiperautomação começa com a entrada dos documentos, seguindo pela classificação, extração, complementação, robô de vínculos, robô fiscal, robô contábil, robô financeiro e integrações”, ilustra Ribeiro.

SOBRE A ROIT

A ROIT nasceu como uma empresa de consultoria tributária em 2011 e, em 2016, iniciou sua atuação em contabilidade, focada em empresas optantes pelo Lucro Real. Passou a desenvolver suas próprias soluções com IA e Robotização, com o objetivo de atingir o “estado da arte” na gestão contábil, fiscal e financeira, com integração direta aos principais ERPs e bancos. Hoje, conta com mais de 140 colaboradores, principalmente engenheiros de software, contadores e tributaristas altamente especializados. Já atendeu mais de 300 médias e grandes empresas no Brasil.


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