Brasil,

Um conselho de administração vencedor é um conselho plural

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Fabíola Ferreira Rocha
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Tenho observado um novo momento para a governança empresarial. Se até não muito tempo atrás a presença de conselheiros nas organizações era comumente associada a grandes empresas e companhias de capital aberto, apenas, hoje, tenho visto um movimento diferente. De modo geral, as companhias com altos padrões de governança ainda são minoria no Brasil, apesar de a correlação positiva entre boas práticas de gestão, reputação e resultados econômicos já estar mais do que comprovada. Isso, contudo, está mudando.

É claro que as maiores corporações ainda têm essa preocupação, mas cada vez mais ONGs, startups, scaleups e PMEs estão em busca de apoio para consolidar sua estratégia e atravessar momentos difíceis – como este marcado pela pandemia de Covid-19, que aumentou a pressão sobre a governança das empresas –, que demandem um efetivo exercício de resiliência, bem como para inovar e se transformar digitalmente. Nesse cenário, o papel do conselheiro está em alta, seja este consultivo, administrativo, mentor ou até mesmo Senior Advisor.

A presença de conselheiros confere maior profissionalização e transparência aos processos empresariais, além de converter princípios em recomendações objetivas, contribuindo para a longevidade e sucesso da organização. Os conselheiros independentes, em especial, têm se mostrado fundamentais para as boas práticas de governança de uma companhia, na medida em que asseguram que o board não se configure em mera extensão do grupo formado pelos acionistas majoritários.

Mas para que um conselho seja eficaz e vencedor, como costumo dizer, ele precisa ser plural. De nada adianta montar um conselho formado apenas por perfis similares aos de quem controla a empresa. Seguir a carreira de conselheiro vai além das diversas formações disponíveis no mercado, na medida em que traz desafios culturais, de consciência digital e de diversidade. Novas perspectivas são cruciais para o desenvolvimento de boas práticas de governança em uma empresa. Mais do que capacidade técnica, são os valores e propósitos dos conselheiros que devem ser observados.

Muitas companhias estão se atentando a essa questão. Se em 2020 as mulheres ocupavam 11,5% das cadeiras dos conselhos de administração no Brasil, em 2021 o índice subiu para 14,3%. Além disso, 65% dos boards contam com ao menos uma mulher em sua composição, contra 57% do registrado no ano passado, segundo a pesquisa Brasil Board Index 2021, desenvolvida pela empresa de consultoria Spencer Stuart.

São boas notícias, mas se olharmos ao redor do globo, veremos que estamos atrasados: apenas 13,3% dos conselhos nacionais têm pelo menos 30% de mulheres entre seus membros, ao passo que a média mundial é de 46,8% – e em países como França e Noruega, a porcentagem ultrapassa os 90%.

Lembrando, é claro, que a diversidade ultrapassa os gêneros e também envolve pontos como faixa etária, vivência cultural e experiências, para citar alguns. Pessoas com trajetórias similares podem até mesmo enfraquecer o desenvolvimento e a governança da companhia. A prosperidade terá muito mais possibilidades de sucesso se lançarmos mão de perspectivas diversas, de diferentes linhas de raciocínio. Ainda temos muito a evoluir nesse sentido no Brasil, mas reconhecer a urgência da questão já é um importante passo.


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