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Novo Normal para quem? Para as empresas, com certeza

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Para Marco Ornellas, professor e especialista em biologia-cultural, negócios terão sim que se adaptar a mundo diferente pós-pandemia

"Novo Normal". A expressão, que já era usada por alguns negócios para se referir às mudanças constantes que acontecem no mundo, ganhou a boca da maioria das pessoas desde que a pandemia de covid-19 saiu da China em direção a Ocidente, em janeiro.

Agora, ela tem sido usada para se referir principalmente às transformações que o mundo como um todo está experimentando e que, quando mais assentadas, vão estabelecer uma nova estabilidade das coisas - da maneira como nos deslocamos até como compramos, de como trabalhamos às nossas percepções sobre a vida em sociedade.

Apesar de muito se falar deste "Novo Normal", pouco se sabe efetivamente sobre como ele será.

Se essa incerteza tem levantado críticas sobre o "Novo Normal", como a que tem sido feita sobre o fato de nem todo mundo poder experimentá-lo, o professor, escritor e consultor Marco Ornellas defende que o problema está na banalização da expressão - e não no que ela se refere. "É inevitável que vamos viver uma nova realidade, com novos comportamentos, percepções, posturas, relações, comunicações, e isso vai acontecer em todas as áreas da nossa vida", diz. "Jogar essa força da expressão fora é um equívoco", completa.

Para Ornellas, apesar de muitas dessas críticas serem válidas, o problema maior é que não se está discutindo o "Novo Normal" com a profundidade que ele merece. Esse será, inclusive, um dos temas principais da jornada de aprendizagem Formação em Design Organizacional que começa esse mês, ao lado de outros 16 profissionais de Recursos Humanos. A Formação em Design Organizacional - como ele chama o RH do futuro - vai até novembro.

"As empresas, principalmente, vão sair da pandemia em meio a toda uma nova ordem de coisas que elas vão precisar se adaptar, se reinventar e se redesenhar. Isso diz respeito a novas demandas, consumidores e interações, mas também à forma como elas se relacionam com as pessoas que trabalham. Esse ponto do ‘Novo Normal’ é fundamental de se discutir", explica o professor.

"Se a gente considerar que as empresas organizam pilares da economia, como o consumo e a produção, e da sociedade, como o trabalho, se elas não entenderem do que se trata esse ‘Novo Normal’, dessa nova ordem pós-desordem, desse ciclo de mudanças constantes no mundo e que foram aceleradas por causa da covid-19, vão não apenas ficar para trás como vão acabar atrasando as transformações em outras áreas", completa.

A seguir, leia uma breve entrevista com Marco Ornellas:

Por que as pessoas estão começando a se saturar com a ideia de um ‘Novo Normal’?

Em certo sentido, isso acontece sempre que uma ideia começa a ser usada para explicar todos os fenômenos ou aspectos que existem de forma acrítica. Recentemente, uma colunista da revista Forbes disse que o "Novo Normal" é resultado do nosso desespero por alguma estabilidade em meio à pandemia. No entanto, o problema maior está na banalização da expressão - e não no que ela se refere -, porque é inevitável que vamos viver uma nova realidade, com novos comportamentos, percepções, posturas, relações, comunicações, e isso vai acontecer em todas as áreas da nossa vida. Isso só precisa ser discutido de forma mais aprofundada.

E por que isso não está acontecendo?

Porque está havendo uma banalização do termo, uma discussão pública sem nenhuma profundidade e uma preocupação imediata para os temas de segurança, saúde e bem estar. A minha preocupação neste momento, aliás, está justamente na tentativa de entregar alguma seriedade à abordagem do assunto. Ouço algumas pessoas falando: ‘Novo Normal’ para quem? Bem, para as empresas com certeza, por exemplo. Elas serão muito impactadas pelos ventos das mudanças trazidos pela covid-19. "Uma nova humanidade está surgindo dessa desordem, criando uma nova ordem.

"É possível dizer, então, o que é o "Novo Normal"?"É possível dizer, então, o que é o "Novo Normal"?

Eu diria que é possível apontar algumas tendências que estão confluindo para uma nova ordem depois da pandemia: do ponto de vista do trabalho, as empresas vão começar a estabelecer uma relação diferente com as pessoas que trabalham nelas - uma mudança que nós já defendíamos há algum tempo e cuja necessidade agora está escancarada. Essa transformação vai mudar também o Recursos Humanos, que se tornará um designer organizacional de suas empresas. Há ainda uma grande tendência ao home office, que provou funcionar e muito bem, nestes tempos. Do ponto de vista da sociedade, vamos comprar, demandar, interagir, se relacionar, se movimentar, viajar e perceber as coisas de uma forma diferente. Isso é inevitável.

Sobre o autor

Marco Ornellas é professor, escritor, palestrante, consultor de desenvolvimento organizacional e fundador da Ornellas Consultoria e da 157Next.Academy - que já formaram mais de 600 profissionais de RH pelo Brasil. Ministrou workshops sobre Recursos Humanos para muitas equipes do Bradesco, da Enel, da John Deere, da TOTVS, da Stolller, da Mercedes-Benz, do Metrô de São Paulo e do Hospital Beneficência Portuguesa, entre outros. Mestre em Biologia-Cultural pela Universidad Mayor do Chile, Ornellas também é advisor da BeeJobs, HRTech de transformação digital em RH. É principalmente pai de três filhas e avô de dois netos que proporcionam uma constante prototipagem - testando novas abordagens, comportamentos, aprendizagens e soluções. Sua primeira obra é o livro "DesigneRHs para um Mundo Novo" (2017, Editora Colmeia, 159 páginas).


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