Brasil, 21 de Novembro de 2019

TOKIO MARINE SEGURADORA

Análise de microdados econômicos aponta os desafios e oportunidades no Brasil pós-crise

Da esquerda para a direita: o decano do centro de Ciências Sociais do Departamento de Economia da PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha; o presidente da Comissão de inteligência de Mercado da CNseg, Alex Korner; e o economista da FGV, Marcelo Neri Da esquerda para a direita: o decano do centro de Ciências Sociais do Departamento de Economia da PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha; o presidente da Comissão de inteligência de Mercado da CNseg, Alex Korner; e o economista da FGV, Marcelo Neri

Economista da FGV apresenta informações da população que são importantes para direcionar o atendimento às demandas de seguro

No painel “O mercado Segurador e o Brasil pós-crise”, ocorrido durante o 4º Encontro de Inteligência de Mercado, nesta quarta-feira (6/11), o palestrante Marcelo Neri, que é economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou o que determina a demanda de seguros fazendo uma leitura a partir de microdados econômicos do IBGE.

Segundo ele, os microdados são gerados a partir de registros administrativos e pesquisas de campo, permitindo o monitoramento, mapeamento e projeções. “Entender causa e efeito é indispensável na gestão de qualquer política pública ou privada. O setor precisa mapear a desigualdade e a elasticidade na renda de seguros”, disse o ele.

A pesquisa da FGV Social a partir de microdados do IBGE revela que 46% das pessoas que adquiriram planos de saúde entre os anos de 2012 e 2014 o fizeram pela primeira vez. Outra pesquisa da FGV Social, utilizando dados da Secretaria da Receita Federal, permitiu a elaboração do ranking de renda mensal por cidades, abrangendo 5.500 municípios brasileiros. “Os dados do IR nos fornecem informações valiosas, permitindo, por exemplo, saber onde estão as pessoas mais ricas do país”, disse ele.

Com os dados, é possível medir quatro dimensões: Prosperidade (crescimento da média de renda e consumo), Igualdade (olhar para distribuição, entre indivíduos e grupos da sociedade, de fluxos de renda, estoques de ativos e direitos), Sustentabilidade (possibilidade de manter os padrões de vida conquistados) e Sensibilidade (baseada na percepção subjetiva das pessoas sobre o país, os serviços públicos e sua qualidade de vida). “Analisamos, por exemplo, que, na última década, tem crescido a desaprovação às lideranças públicas do país e o medo da violência”.

O palestrante apontou também o aumento no volume de vendas de seguros no varejo. Segundo ele, o crescimento da demanda pode ser explicado pelo aumento de renda e da população. Entre 1995 e 2015, a renda do brasileiro cresceu 39,74%, o crescimento populacional cresceu 31,97% e o número de domicílios teve elevação de 72,41%. “Os domicílios estão se tornando menores. Então, quando se fala de quantidade de casas, identifica-se um segmento mais pujante, por exemplo, para a aplicação do seguro residencial”.

Alex Korner, Head de Produtos de Seguros do Santander e presidente da Comissão de inteligência de Mercado da CNseg, participou como debatedor e Luiz Roberto Cunha, decano do centro de Ciências Sociais do Departamento de Economia da PUC-Rio, como mediador.

Painel “Sandbox: A regulação em um ambiente de avanços tecnológicos”

Segundo Eduardo Fraga, diretor da Susep, as exigências para participar do projeto de inovação, definidas na consulta pública, buscam evitar produtos com pagamento de prêmios únicos, além de limitarem os riscos subscritos e certos ramos de negócio. Por isso, não foram permitidos produtos de previdência e seguros de cauda longa.

O chefe da Assessoria de Análise Econômica da CVM, Bruno Una, apresentou um gráfico mostrando que, na Inglaterra, onde o sandbox foi criado, 90% dos projetos seguiram adiante depois de finalizado o período de testes e que 40% destes conseguiram financiamentos.

O diretor presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS), Leandro Fonseca, informou que a Agência não possui um projeto de sandbox, como Susep, CVM e BC. “Mas temos boas notícias. Quando se olha o arcabouço regulatório da ANS, temos mudanças relevantes no passado recente e outras que estão em discussão para viabilizar os mercados e também abrir espaço para novos entrantes”, comentou.

“Os reguladores terão a oportunidade de analisar os resultados positivos e negativos do sandbox, de modo que será possível transformar também as regras do ambiente plenamente estabelecido, mantendo a solvência, reduzindo custos e flexibilizando barreiras regulatórias”, concluiu Karini Madeira, superintendente de acompanhamento técnico da CNseg, moderadora do painel. Encontre mais informações sobre a palestra no portal da CNseg.

Painel “Inovação e criatividade na era digital”

A influenciadora digital Martha Gabriel abordou os desafios que se avizinham das atividades empresariais em sua palestra nesse painel. Ela instigou os participantes a buscar para uma nova tecnologia disruptiva: o computador quântico, capaz de muitas proezas, inclusive de quebrar mensagens criptografadas, um desafio a mais para um setor que terá o desafio de cuidar com zelo dos dados pessoais dos clientes, a partir da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no próximo ano. Encontre mais informações sobre a palestra no portal da CNseg.

Livreto “Gestão da Inovação e Inovação Estratégica”

A CNseg lançou nesta quarta-feira, 6 de novembro, durante o 13º Insurance Service Meeting e o 4º Encontro de Inteligência de Mercado, organizados pelas Confederação Nacional das Seguradoras, em São Paulo, mais um livreto do Programa de Educação em Seguros.

Com o título de “Gestão da Inovação e Inovação Estratégica”, a publicação digital apresenta alguns passos para a criação e disseminação de uma cultura de inovação nas empresas, definindo as competências necessárias para tal, assim como as ferramentas e modelos existentes que possam ajudar a construir soluções inovadoras que gerem resultados efetivos.

O livreto foi redigido por Luis Rasquilha, com revisão e pesquisa adicional de Luciane Degraf. Clique aqui e confira a íntegra da publicação.

Sobre a CNseg

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) congrega as empresas que compõem setor, reunidas em suas quadro Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap). A missão primordial da CNseg é congregar as lideranças das Associadas, elaborar o planejamento estratégico do setor, colaborar para o aperfeiçoamento da regulação governamental, coordenar ações institucionais de debates, divulgação e educação securitária e representar as Associadas perante as autoridades públicas e entidades nacionais e internacionais do mercado de seguros.



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