Brasil, 16 de Setembro de 2019

TOKIO MARINE SEGURADORA

Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, abre a 9ª CONSEGURO destacando o desempenho e maturidade do setor e mostrando sua contribuição para o crescimento sustentável

Confira abaixo o discurso do presidente da CNseg, Marcio Coriolano, realizado durante a abertura da 9ª CONSEGURO:

Na CNseg, temos repetido o mantra de que o setor de seguros tem muito a contribuir para a retomada do crescimento do Brasil em bases sustentáveis. Foi assim, e continua sendo, no mundo inteiro, reconhecido o seu protagonismo em prol do desenvolvimento das nações.

Atualmente, passado um longo período cunhado na monumental presença estatal, na maioria dos países há consenso de que o modelo do estado provedor deve dar lugar à retomada da presença da iniciativa privada. Esgotou-se o esforço fiscal desequilibrado que nos levou até onde estamos.

Esta Conferência dos Seguros, a 9ª Conseguro, tem o propósito de debater e mostrar para a sociedade, e para os poderes públicos, as contribuições dos seguros, da previdência privada aberta e dos títulos de capitalização para essa nova jornada civilizatória que é preciso empreender.

Ao lado das reformas de todas as dimensões que acontecem, e acontecerão no Brasil, trata-se de incluir o sistema de seguros privados também como protagonista das políticas macro e microeconômicas do executivo – assim como das agendas do Legislativo e do Judiciário.

Os números setoriais se expressam por si mesmos. Embora ainda distantes do que vemos em países maduros, no Brasil o setor já representa o equivalente a 6,5% do PIB e soma 1 trilhão e 300 bilhões de reais em garantias financeiras.

São ativos que garantem os riscos assumidos. Formam poupança interna. O que torna as seguradoras, em conjunto, um dos maiores investidores institucionais do país. Esses ativos equivalem a perto de 25% da dívida pública brasileira.

Nos anos mais difíceis para o Brasil, o setor de seguros mostrou resiliência extraordinária ao ciclo econômico. Essa resistência ao ciclo recessivo, mais do que uma demonstração da sustentabilidade do setor segurador, evidencia uma “revolução silenciosa”.

Na sociedade, essa “revolução silenciosa” vem das empresas, das famílias e dos cidadãos que, a despeito de dificuldades próprias do momento, mostram preferência pela proteção de seus patrimônios e pela formação de pecúlios e rendas para si e seus familiares. Estamos diante de importantes mudanças culturais.

Já internamente ao setor, essa “revolução silenciosa” vem da sua demonstração de preparo para a retomada. As empresas se adequaram aos modernos ambientes (i) de controles internos de alto padrão, (ii) de inovação tecnológica, (iii) de eficiência operacional e (iv) de melhores práticas de governança corporativa.

Ao longo dos anos, as seguradoras vêm adotando medidas para incrementar a sua produtividade, reduzir custos e processos e oferecer melhores produtos e serviços. O nível de solvência setorial – a alocação de capital e garantias técnicas – é, reconhecidamente, elevado.

Não foi por outra razão que o nosso mercado deixou de enfrentar turbulências características de outros setores durante o período mais complexo que o país teve nos últimos seis anos.

Para avançar mais, o setor segurador necessita da modernização do ambiente de negócios, mediante ampla revisão de marcos legais e de regulamentos do poder executivo.

O mercado segurador desonera o estado através da oferta de produtos com coberturas assistenciais complementares, como os planos de saúde suplementar e os planos de previdência privada aberta.

Deve-se aqui reconhecer a diretriz do atual governo de trilhar o caminho da desburocratização, da desregulamentação e do estímulo à concorrência, deixando definitivamente para trás a ingerência estatal indevida na atividade econômica.

Nesse sentido, nunca é demais enfatizar a importância da reforma da Previdência, a mais urgente para que o Brasil possa, definitivamente, tomar o rumo do desenvolvimento sustentável.

Ainda nas reformas, a pauta seguinte é a tributária, que, ao simplificar os impostos sobre as atividades produtivas, vai contribuir de maneira decisiva para estimular as empresas a produzirem mais, gerando um novo impulso para o desenvolvimento.

Mas, o ambiente dos seguros não pode depender somente das grandes reformas. Há que se olhar também para as mudanças que dizem respeito diretamente a ele. Nesse sentido, um efetivo processo de desregulamentação e inovação normativa está sendo muito bem-vindo.

O estímulo à concorrência deve ser uma prioridade. As empresas seguradoras já observam inédita especialização e reposicionamento estratégico. As estrangeiras reforçam a sua presença no país. Há inúmeros novos arranjos societários e acordos operacionais entre empresas, // indistintamente da origem do seu capital. Seja para a oferta de produtos, seja para aproveitar canais de distribuição.

Operação importantíssima e objeto de projeto de lei no congresso é o seguro garantia de obras, previsto no projeto de lei de licitações. O seguro garantia é instrumento crucial para melhorar a qualidade e a execução de projetos governamentais, em parceria com a iniciativa privada.

Tampouco é possível desconhecer a realidade socioeconômica. Em um país com quase 70% dos trabalhadores percebendo renda mensal inferior a dois mil reais, há que ampliar o acesso dessa população ao mercado de seguros, viabilizando benefícios voltados especificamente para ela e difundindo a cultura do seguro.

O bom uso da tecnologia tornou-se um aliado indispensável na busca pela ampliação do acesso, junto com o estímulo ao surgimento de seguradoras e canais de distribuição especializados.

Sabemos que a Susep, o órgão supervisor, está se movendo velozmente em direção a um ambiente regulatório consistente com essas realidades. Especialmente para que as seguradoras possam oferecer produtos mais adequados à capacidade de compra de amplas camadas, sem perda da segurança dos consumidores, da integridade e da solvência setorial duramente conquistada.

O setor de seguros deseja estar no centro das políticas públicas. Ser mais ouvido e valorizado. Ser partícipe ativo do desenvolvimento do país. Isso já acontece em várias partes do mundo. Por que não no Brasil?

O país é hoje a nona economia do mundo, mas ainda figura na 50ª posição quando se trata do gasto per capita de seguros. É hora de desafiar e mudar, com confiança, essa relação.

É tudo isso que desejamos como pano de fundo na pauta desta conseguro. Para o debate amplo e assertivo dos temas mais importantes que afetam o acesso das empresas, famílias e cidadãos ao nosso mercado.

O setor de seguros e o Brasil agradecem!

Muito obrigado e um ótimo evento a todos!

Fonte: CNseg


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