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Infecções Invasivas: uma epidemia global que afeta mais de 2 milhões de pessoas anualmente

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Cristina Collina
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Infecções Invasivas: uma epidemia global que afeta mais de 2 milhões de pessoas anualmente

A medicina tem enfrentado um problema silencioso, mas mortal, que muitos não percebem: as infecções fúngicas invasivas (IFIs). Essas infecções insidiosas são despercebidas por grande parte da população, mas são uma preocupação séria em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Matam cerca de 2 milhões de pessoas a cada ano, mais do que a tuberculose ou a malária – e o número só cresce. No entanto, o número exato de mortes causadas por infecções invasivas pode variar de ano para ano e de acordo com a região. Essas infecções podem levar a um número maior de mortes, especialmente em pacientes com sistemas imunológicos comprometidos, como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

Em outubro de 2022, a Organização Mundial de Saúde divulgou a sua lista de agentes patogénicos fúngicos prioritários , o primeiro esforço global para criar uma lista micológica “mais procurada” dos 19 fungos mais perigosos para os seres humanos.

Neste artigo, exploraremos os tipos, causas, crescimento, medidas preventivas e estudos relacionados a essa ameaça emergente.

Tipos de Infecções Fúngicas Invasivas

As infecções fúngicas invasivas podem assumir muitas formas e segundo a lista da OMS está dividida em três categorias: prioridade crítica, alta e média.

Vamos entender melhor o grupo de prioridade crítica

Este grupo é composto por:

Cryptococcus neoformans

É uma levedura encapsulada de grande importância médica, por ser o agente etiológico da criptococose que é uma infecção grave que acomete principalmente indivíduos com HIV/Aids, predominando o quadro de meningite criptocócica e tendo o óbito como desfecho frequente. A infecção ocorre quando há exposição desses pacientes ao ambiente contaminado com propágulos infectantes do fungo.

Aspergillus fumigatus

A aspergilose é causada por um fungo filamentoso e saprófito, do gênero Aspergillus, com destaque para a espécie patogênica Aspergillus fumigatus, responsável pela ocorrência de cerca de 90% dos casos. A aspergilose pode chegar a ser muito agressiva e se espalhar rapidamente pelos pulmões e, por vezes, através da corrente sanguínea, até o cérebro, coração, fígado e rins. Essa disseminação rápida surge principalmente em pessoas com um sistema imunológico muito debilitado.

Candida auris

Candida auris (C. auris) é um fungo emergente que representa uma grave ameaça à saúde global. Algumas cepas são resistentes a todas as três principais classes de fármacos antifúngicos e sua identificação requer métodos laboratoriais específicos, uma vez que pode ser facilmente confundida com outras espécies de leveduras, tais como Candida haemulonii e Saccharomyces cerevisiae.

Candida albicans

Candidíase é a infecção causada por Candida spp, mais frequentemente C. albicans; ela manifesta-se por lesões mucocutâneas, fungemia e, algumas vezes, infecção focal de múltiplos locais. Os sintomas dependem do local de infecção e incluem disfagia, lesões cutâneas e de mucosa, cegueira, prurido, queimação e corrimento vaginais, febre, choque, oligúria, insuficiência renal e coagulação intravascular disseminada.

Causas das Infecções Fúngicas Invasivas e do seu crescimento

As formas invasivas dessas infecções fúngicas frequentemente afetam pacientes gravemente doentes e aqueles com condições significativas relacionadas ao sistema imunológico subjacente. As populações com maior risco de infecções fúngicas invasivas incluem pacientes com câncer, HIV/AIDS, transplantes de órgãos, doenças respiratórias crônicas e infecção por tuberculose pós-primária.

Ocorrem quando fungos que normalmente vivem no ambiente ou na pele humana penetram no corpo e começam a se multiplicar de forma descontrolada. Isso pode acontecer devido a diversos fatores:

Imunossupressão: pacientes com sistemas imunológicos enfraquecidos, como aqueles submetidos a transplantes de órgãos, tratamentos terapêuticos ou pessoas com HIV, são particularmente vulneráveis a essas infecções.

Uso de Antibiótico: antibióticos são capazes de eliminar ou impedir a multiplicação de bactérias, por isso são usados no tratamento de infecções bacterianas. O uso indiscriminado de antibióticos vem fazendo com que as bactérias se tornem resistentes aos tratamentos, gerando um grave problema no mundo todo. Além disso, podem reduzir as bactérias benéficas que normalmente competem com os fungos. Isso cria um ambiente favorável ao crescimento fúngico.

Má Higienização das Mãos: a higienização incorreta ou a falta dela pode ser a principal causa da transmissão de microrganismos tanto de uma superfície para outra como por meio do contato direto com o paciente.

Ambientes Hospitalares: os hospitais são locais propícios a infecções fúngicas, devido à presença de pacientes imunossuprimidos, como os pacientes em tratamento contra o câncer e ao uso generalizado de dispositivos médicos invasivos.

O crescimento das infecções fúngicas invasivas pode ser atribuído a vários fatores:

Aumento da População Suscetível: com o aumento da expectativa de vida e da prevalência de condições médicas que comprometem o sistema imunológico, como o câncer e o HIV, mais pessoas se tornam suscetíveis a infecções fúngicas.

Resistência Antifúngica: assim como as bactérias desenvolvem resistência aos antibióticos, os fungos podem se tornar resistentes aos tratamentos antifúngicos existentes, tornando o combate às infecções mais desafiadoras.

Globalização e Mobilidade: as infecções fúngicas não conhecem fronteiras. Com a facilidade de viajar pelo mundo, os fungos também podem se espalhar rapidamente, tornando-se uma ameaça global.

O que pode ser feito para prevenir infecções fúngicas invasivas?

Prevenir infecções fúngicas invasivas requer um esforço conjunto de profissionais de saúde, pacientes e autoridades. Aqui estão algumas medidas importantes:

Higiene das mãos: a higienização regular e adequada das mãos é fundamental para evitar a propagação de fungos e outras infecções. É especialmente importante em ambientes de saúde. A Oleak conta com o Opticare® IHS Gel Clear foi desenvolvido especialmente para profissionais e pacientes em estabelecimentos de auxílio à saúde.

Uso Racional de Antibióticos: reduzir o uso de antibióticos pode ajudar a manter o equilíbrio entre bactérias benéficas e fungos no corpo.

Educação e Conscientização: é essencial que o público em geral esteja ciente dos riscos de infecções fúngicas invasivas, especialmente em grupos de risco, como pacientes com sistema imunológico enfraquecido.

Medidas de Controle Hospitalar: os hospitais devem implementar estratégias de controle de infecções rigorosas, incluindo a esterilização adequada de equipamentos e a manutenção de ambientes limpos.

A Limpeza e a desinfecção das instituições hospitalares podem ajudar no combate?

A limpeza e desinfecção hospitalar desempenham um papel crucial na redução de infecções invasivas e na promoção de um ambiente de cuidados de saúde mais seguros. Infecções invasivas, como infecções do trato urinário, infecções cirúrgicas, pneumonia associada à ventilação mecânica e infecções do trato sanguíneo, representam uma ameaça significativa para os pacientes hospitalizados.

Algumas maneiras pelas quais a limpeza e desinfecção hospitalar podem contribuir para a prevenção dessas infecções:

Desinfecção de superfícies

A infecção regular de superfícies, equipamentos médicos e ambientes em que os pacientes permanecem é fundamental para eliminar microrganismos patogênicos que podem causar infecções. Superfícies tocadas como maçanetas, interruptores de luz, corrimãos e monitores, devem ser desinfetadas regularmente. A Oleak conta com o produto Optigerm® que é um desinfetante hospitalar com alto poder germicida, indicado para limpeza e desinfecção de superfícies fixas e artigos não críticos em hospitais, laboratórios clínicos, consultórios médicos e odontológicos.

Manejo adequado de resíduos

A eliminação adequada de resíduos hospitalares, incluindo agulhas, seringas e outros materiais contaminados, é fundamental para evitar a exposição a patógenos.

Esterilização de equipamentos

Equipamentos médicos reutilizáveisdevem ser especialmente esterilizados antes de serem usados em pacientes. Isso evita a transmissão de infecções por meio de instrumentos cirúrgicos, cateteres e outros dispositivos.

Controle de infecções em áreas críticas

Unidades de terapia intensiva, salas de cirurgia e outros locais críticos em hospitais devem seguir protocolos rígidos de controle de infecções para evitar a propagação de agentes infecciosos.

Educação e treinamento

Os profissionais de saúde devem receber treinamento adequado sobre práticas de controle de infecção e higiene hospitalar, garantindo que tenham conhecimento das melhores práticas.

A manutenção de altos padrões de higiene e limpeza em ambientes hospitalares é essencial para proteger a saúde dos pacientes e reduzir o risco de infecções invasivas. Essas medidas ajudam a criar um ambiente mais seguro e reduzido para a missão fundamental dos hospitais de fornecer cuidados de saúde eficazes e livres de complicações infecciosas.

Estudos em andamento e avanços na pesquisa

A pesquisa em infecções fúngicas invasivas está em constante evolução, buscando soluções para prevenção e tratamento. Alguns avanços recentes incluem:

Desenvolvimento de Novos Antifúngicos: Pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de novos medicamentos antifúngicos mais eficazes e com menos efeitos colaterais.

Identificação de Biomarcadores: A pesquisa busca identificar biomarcadores que possam prever o risco de infecções fúngicas em pacientes, permitindo intervenções preventivas mais direcionadas.

Melhor Compreensão da Resistência: Estudos genômicos e epidemiológicos ajudam a entender melhor como os fungos desenvolvem resistência aos antifúngicos, auxiliando na escolha de tratamentos mais eficazes.

Concluindo, as infecções fúngicas invasivas são uma ameaça significativa à saúde global, matando 2 milhões de pessoas a cada ano. No entanto, com esforços de prevenção, conscientização pública e avanços na pesquisa, podemos combater esse problema e salvar vidas. A higiene das mãos, o uso responsável de antibióticos, o desenvolvimento de novos tratamentos e a limpeza e desinfecção hospitalar são peças fundamentais desse quebra-cabeça em constante evolução.


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