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Como prevenir e tratar a obesidade infantil?

Por Patrícia Consorte

A obesidade infantil é considerada como um dos problemas de saúde mais graves deste século, segundo a própria Organização Mundial da Saúde (OMS). Com um aumento de casos registrados durante a pandemia, a melhor forma de tratamento para a obesidade é a prevenção, que já deve ser iniciada no momento em que o bebê está em formação na barriga da mãe, uma vez que as chances de ser revertida ao longo do crescimento da criança são reduzidas significativamente a cada ano que a criança se mantém obesa.

Ao contrário do que muitos imaginam, a obesidade infantil raramente é vista em decorrência de algum problema de saúde ou histórico familiar. Em sua grande maioria, a doença é fruto de maus hábitos, principalmente alimentares – não apenas da criança, mas em muitos casos, de toda a família. Aliado à essa causa, está a baixa frequência de atividade física, hábito que também piorou durante a pandemia.

Muitos estudos mostram inúmeros fatores de risco para a doença estão presentes antes mesmo da gestação. Mães tabagistas ou com hábitos alimentares que incluem alimentos gordurosos, ultra processados e calóricos, tendem a ter filhos com mais chances de desenvolver a doença. Como resultado desta combinação de fatores, cerca de 6,4 milhões de crianças têm excesso de peso no Brasil atualmente, junto com 3,1 milhões que já evoluíram para obesidade, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

Estudos mostram que quando a obesidade é diagnosticada antes dos cinco anos de idade, as chances de tratamento eficaz são de apenas 10%. Para piorar, a cada ano, essa porcentagem é ainda mais reduzida, aumentando o risco de se tornarem adultos com hipertensão, alterações no colesterol, predomínio de gordura abdominal e, principalmente, resistência à insulina, que pode ocasionar infertilidade já na adolescência - essas alterações irão constituir a Síndrome Metabólica, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares.

Muitas crianças e, principalmente adolescentes desenvolvem, até mesmo, distúrbios psicológicos, como depressão, ansiedade, de imagem e alimentares, como bulimia e compulsão alimentares, o que costuma impactar em absenteísmo, mau desempenho escolar e, até mesmo, no seu futuro profissional.

Os maus hábitos alimentares podem ser agravados por refeições em frente às telas, nas quais os pequenos perdem a capacidade de autorregulação dos alimentos ingeridos – além de diminuir o tempo de atividade física. A intervenção medicamentosa é a última opção nos casos registrados dessa doença, porém bem indicada quando necessário. Prevenir é sempre o melhor caminho.

A medicina de prevenção é a melhor estratégia para garantir um crescimento saudável e evitar uma nova geração de adultos doentes. Afinal, se os casos continuarem a crescer, nem mesmo o Sistema Único de Saúde terá capacidade e estrutura adequada para tratar a alta demanda.

A obesidade infantil já é uma epidemia, que necessita ser combatida imediatamente. O ajuste da curva de crescimento da criança deve ser feito desde o planejamento da gestação, por meio da programação metabólica. As futuras mamães devem, desde cedo, criar hábitos alimentares saudáveis, ingerindo fibras que auxiliem na regulação da insulina, como frutas e vegetais. O aleitamento materno também é extremamente benéfico na criação de uma microbiota saudável.

Em conjunto, a prática de exercícios não deve ser deixada de lado. Para os pequenos, incentive atividades ao ar livre, se possível em contato com a natureza. Quanto mais tempo esperarmos, menores serão as chances de tratar esta doença silenciosa que, não distingue entre classes sociais para impactar severamente a saúde dos nossos pequenos.

Dra. Patrícia Consorte é pediatra e especialista em nutrição materno-infantil.


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