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TOKIO MARINE SEGURADORA

Solidariedade e Respeito são palavras-chave para enfrentar pandemia da Aids

Agência Aids reuniu especialistas em seminário, websérie e mostra de artes

A Agência de Notícias da Aids realizou nesse 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, um webinar “40 anos de Aids no mundo: o que fizemos, o que falta fazer?” Especialistas discutiram o surgimento do HIV e as dificuldades nos primeiros 10 anos, quando HIV era uma sentença de morte; a entrada dos antirretrovirais no cenário Global e o desafio da adesão, tema presente nos 40 anos; as novas tecnologias de prevenção e o estigma que persiste; e o ativismo.

Uma jornada que permeou as quatro décadas de luta contra a Aids e a construção de políticas públicas que diferenciaram o Brasil em relação ao mundo. Mas há muito a fazer, como diz Roseli Tardelli, diretora da Agência Aids: “Considero muito importante promovermos a reflexão de profissionais e ativistas. Reunimos um time de primeira linha, para mostrar como construímos os avanços, mas seguimos tendo complexos desafios. A comunicação é parte fundamental para combater o preconceito e exigir ações do poder público, da comunidade científica e da sociedade”, diz Roseli Tardelli, fundadora da Agência.

Na discussão sobre ‘Surgimento do HIV, os primeiros 10 anos…infectar-se com HIV: uma sentença de morte!’, que reuniu três médicas do Emílio Ribas - Dra. Rosana Del Bianco, Dra. Marinella Dela Negra e Dra. Glória Brunetti - protagonistas nos primeiros atendimentos aos doentes com Aids nos anos 80: muita história dos pacientes que vinham escondidos para o hospital, doença conhecida como peste gay, a informação dos médicos para tirar o estigma, a primeira central de vagas, em 1984, criado o Programa de Aids em São Paulo, até a implantação do voluntariado que atendia pacientes e familiares que hoje conta 253 voluntários. “Tudo foi uma luta e fomos conquistando passo a passo. As ONGs, o GAPA, muita gente fez a diferença para um programa com efetividade que se tem hoje, como a Dra. Lair Guerra, uma visionária que conseguiu informação e recursos para a doença”, definiu Dra Rosana Del Bianco, que diagnosticou o primeiro caso em 1983 e ajudou a entender a doença no Brasil.

No painel ‘Entrada dos antirretrovirais no cenário Global: o desafio da adesão, tema presente nos 40 anos’ com Dra. Maria Clara Gianna, do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo, Veriano Terto, vice-presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA), e Harley Henriques, coordenador geral do Fundo Positivo, destacou-se o momento singular que o Brasil passava no início da pandemia de HIV/Aids. “A gente estava saindo de uma ditadura e a redemocratização do país junto com a organização dos movimentos sociais foi parte fundamental dessa história, que precisa ser contada por gestores, por profissionais de saúde e pela militância”, enfatizou Dra Maria Clara Gianna que começou a trabalhar com Aids em 1988, antes mesmo da primeira grade de distribuição do AZT.

No debate sobre ‘Ativismo no Brasil, fundamental na construção da resposta brasileira’, com Rodrigo Pinheiro (Fórum Ongs Aids de SP); Javier Angonoa (consultor independente com trabalhos para Unaids/Unicef, GAPA Bahia); e Alessandra Nilo (Gestos Pernambuco), vários exemplos mostraram porquê o Brasil virou referência na luta contra a Aids. “Apesar da Igreja ter atrasado imensamente o debate, no Brasil houve uma mobilização maior. Diferente do que aconteceu na Argentina, por exemplo. Há 15 anos, o Brasil doava medicamentos para a Bolívia e o Peru. Infelizmente, o país foi perdendo seu protagonismo no combate à Aids”, disse Javier Angonoa.

O painel sobre as ‘Novas tecnologias de prevenção e o estigma que persiste’, Drew Persí (Youtuber, coautor do Som das Décadas); Carué Contreiras (médico e ativista); e Dra. Adele Benzaken (membro do comitê de certificação da eliminação da sífilis e do HIV da OPAS-Organização Pan-Americana de Saúde e vice-presidente do comitê de especialistas da OMS) comentaram sobre como os jovens e a sociedade encaram a pandemia de Aids hoje, com medicação preventiva.

Na Mostra “Mais Arte, Menos Aids”, realizada em ambiente virtual, artistas mostraram como canalizar a Aids nas artes plásticas, literatura, música e performance.

Já a websérie “HIV 40 anos: Aids e suas histórias!” mostra a trajetória de três pessoas que vivem com HIV positivo há mais de 30 anos - Beto Volpe, Jenice Pizão e Américo Nunes Neto; e três soropositivos há menos de 10 anos - Marina Vergueiro, Priscila Obaci e Diego Krausz, com uma impactante abertura apresentando o HIV e sua linha do tempo.

A jornalista Roseli Tardelli, que concebeu a websérie, fez as entrevistas e assina a direção junto com Aline Sasahara, mostrando em seis depoimentos as mudanças no tratamento e situação do HIV no decorrer dos 40 anos de existência do vírus. “Quis promover um diálogo entre as gerações. Temos personagens que receberam o diagnóstico quando não existiam tratamentos e a geração atual que lida com mais leveza com a doença que se cronificou com o tempo”, diz Roseli Tardelli.

Os painéis do webinário e os episódios “HIV 40 anos: Aids e suas histórias!” podem ser vistos no canal do Youtube da Agência Aids.


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