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Expectativa da vacina contra o novo Coronavírus incentiva sonho da maternidade

  • Terça, 01 Dezembro 2020 10:56
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Bruna Carvalho
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Entre os vários segmentos que aguardam a chegada da vacina com ansiedade, os casais que planejam gravidez, principalmente as tardias, têm destaque.

A esperança pela chegada de uma vacina contra o Novo Coronavírus, unida ao desejo intenso que algumas mulheres têm de engravidar, fez a procura por agendamentos em clínicas de reprodução humana crescerem. São pacientes interessadas em programar seus procedimentos para o primeiro semestre de 2021, contando com o controle da pandemia por meio da vacina. De acordo com o ginecologista responsável pela Clínica Matrix, especializada fertilização in vitro, a quantidade de mulheres que pretende realizar o sonho de engravidar no começo de 2021 está acima da média normal. No ano passado, esse tipo de procedimento já contou com um aumento de 2% em comparação a 2018 e nos últimos cinco anos, esse crescimento foi de 23%.

Para o médico, esse aumento pelo interesse em engravidar se deve ao represamento de FIVs adiadas durante o período da quarentena e, ainda, por pacientes que se sentiram incentivadas a não postergar sonhos, após passarem por período de mudanças durante o isolamento social. “Percebemos que se trata de uma demanda reprimida pela pandemia do novo Coronavírus, unida a pacientes que não correm contra o relógio biológico feminino e que se sentiram encorajadas e incentivadas a conquistar a tão sonhada gestação, após um período tão difícil e conflituoso que é o distanciamento social pela pandemia que, na maioria das vezes, estimula a mudança”, analisa o médico.

O relatório anual 2020 da Anvisa sobre produções de embriões mostra que o número de ciclos de fertilização in vitro vem crescendo no Brasil ao longo dos anos. De acordo com o relatório, no ano passado houve um crescimento de 23% em relação aos últimos cinco anos, neste tipo de procedimento. O Estado de São Paulo foi o que mais realizou ciclos, chegando a 21.162 - 48% do total do país. Entretanto, para esse ano, havia um receio de que esse movimento clássico pudesse ser afetado pela pandemia do novo Coronavírus, já que, pouco se sabia a respeito dos efeitos de uma possível contaminação por Covid-19 em mulheres grávidas. “Inicialmente, isso provocou uma certa tensão que, passadas algumas semanas, deu lugar a um cenário mais animador para médicos e pacientes”, destaca o Dr. Moura.

A possibilidade da chegada de a vacina do novo Coronavírus proporciona uma visão muito otimista para esse setor. O Brasil deve adotar três tipos de vacina para imunizar população a partir de 2021, com um planejamento que deve ser anunciado nos próximos dias pelo Governo Federal. “Engravidar agora não está proibido, e muitas mulheres estão fazendo tratamento, entretanto, notamos que muitas mulheres buscam a segurança da vacina para dar seguimento ao sonho”, comenta o médico.

Método em crescimento durante a pandemia

Um processo que aumenta a preservação da fertilidade e que não foi afetado positivamente pela pandemia do novo Coronavírus é o de congelamento de óvulos e embriões. De acordo com o médico, a procura pela criopreservação, como é chamado esse método, aumentou durante a pandemia. “São mulheres que quiseram garantir a possibilidade de engravidar, independente do que a pandemia poderia alterar em suas vidas – elas querem conquistar esse sonho”, destaca o médico”. O documento da Anvisa aponta que, em 2019, foram congelados 99.112 embriões para uso em técnicas de RHA, 11,6% a mais do que em 2018 (88.776). Os estados que mais congelaram embriões foram São Paulo (52.160), Minas Gerais (8.463) e Rio de Janeiro (7.823).

Sobre o Dr. Marcos Moura - Ginecologista, especialista em reprodução humana. Médico Ginecologista, mestrado, doutorado e livre docência pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) e pós-doutorado nos Estados Unidos, além de estágios em cursos sobre Reprodução Humana Assistida na Espanha, Bélgica e França. Membro da American Society of Reproductive Medicine (ASRM) e European Society of Human Reproduction and Embriology (ESHRE). Realizou o primeiro procedimento de Fertilização In Vitro, em 1992, em Hospital público no Brasil. É o fundador e responsável pela Clínica Matrix, que está entre as mais modernas e bem equipadas do país.


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