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Genética e estilo de vida têm influência na imunidade, mas boa alimentação também é fundamental

Genética e estilo de vida têm influência na imunidade, mas boa alimentação também é fundamental

A dieta é um dos pilares para o bom funcionamento do sistema imunológico, pois as reações e respostas imunes dependem de bons níveis de nutrientes no organismo. Exame genético pode ajudar a melhorar resposta imune

Sempre falamos da alimentação, final, ela é um dos principais pilares para o bom funcionamento do sistema imunológico. “O corpo humano não tem a capacidade de sintetizar vários nutrientes necessários, portanto, devem ser obtidos através da ingestão. Então uma dieta equilibrada, variada e o mais natural possível, que inclui macronutrientes como os carboidratos complexos, proteínas magras e gorduras boas, além de alimentos fontes de vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes, aliada a uma boa ingesta de água, tudo isso é condicional para a manutenção da saúde, inclusive imunológica, e a prevenção de doenças”, afirma a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). “A nossa resposta imunológica é executada por proteínas e enzimas que não atuam sozinhas, pois fazem parte de um complexo enzimático que precisa de diversos cofatores, diversas vitaminas e minerais como: zinco, magnésio, vitamina E, vitamina C, vitamina D, vitamina B12 etc. O interessante é que a nossa necessidade de vitaminais e minerais, fundamentais para a resposta imune, é influenciada pelo nosso estilo de vida e pelos nossos genes. Alguns indivíduos, dependendo dos seus genes, têm uma necessidade muito maior de B12, zinco, folato, magnésio, etc”, afirma o geneticista Dr. Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral da Multigene, empresa especializada em análise genética e exames de genotipagem.

De acordo com a nutróloga, o momento atual tem sido um desafio para a saúde e o sistema imune, pois além do risco de contágio pelo Novo Coronavírus, o cenário da pandemia se mostrou muito oportuno para os equívocos alimentares, além de dificultar a prática de atividades físicas, piorar a qualidade do sono e aumentar expressivamente os níveis de estresse das pessoas, em virtude do confinamento.

Existem vários sinais que alertam para disfunções do organismo e alterações nas respostas imunes, tanto inata quanto adaptativa, que geralmente se agravam em virtude de estilo de vida inadequado, explica a Dra. Marcella. “Entre os principais sintomas estão o cansaço físico e mental excessivo, depressão, distúrbios do sono, prostração física, ausência total do apetite, náuseas, vômitos ou diarreia frequentes, perda de peso ou ganho de peso repentino, muita queda de cabelo e unhas frágeis, além de infecções oportunistas com febre e calafrios frequentes, doenças simples que ficam graves, como gripes que duram semanas, infecções respiratórias, otites, herpes, cistite e candidíase de repetição, dificuldades na cicatrização de ferimentos”, diz a nutróloga.

No entanto, o melhor a fazer é sempre procurar um médico antes de buscar uma solução de farmácia, como o autosuplementação. “Tanto a deficiência quanto o excesso de vitaminas e minerais podem prejudicar nosso organismo. Conduzimos estudos em Botucatu, que verificaram que tanto a deficiência quanto o excesso de mais de 30 vitaminas e compostos bioativos podem levar ao aumento de danos oxidativos no DNA, induzidos por radicais livres e, potencialmente, aumentar o risco de diversas doenças, como as doenças cardiovasculares e o câncer”, explica o geneticista. “As pessoas estão ansiosas por causa dos tempos sem precedentes que atravessamos, que trouxe o risco iminente de contágio por um novo vírus e na esperança de obter melhores respostas caso isso aconteça, consomem suplementos alimentares sem orientação e esses suplementos podem trazer inúmeros riscos, além de causar a falsa sensação que o organismo está protegido”, completa a médica.

Para que isso não aconteça, o ideal é antes de procurar suplementos alimentares, tentar se movimentar, cuidar do sono, do estresse e principalmente focar em uma boa alimentação, pois ela nos dias atuais é prioridade e não existe suplemento alimentar que substitua uma dieta equilibrada. “Se ainda assim as pessoas acharem que necessitam de suplementos alimentares, antes de se autosuplementar, o ideal é procurar seu médico de confiança, um médico nutrólogo ou um profissional de nutrição para uma orientação individualizada”, diz a médica. Os suplementos de vitaminas, minerais, prebióticos e probióticos, principalmente aqueles que têm um nutriente isolado com doses acima das recomendações diárias de ingesta, podem oferecer riscos e em algumas situações distúrbios graves, portanto devem ser prescritos após avaliação e exames prévios. Existem também os medicamentos fitoterápicos que têm atividade imunoestimulante – e esses como todo medicamento, só devem utilizados a partir de uma prescrição médica.

As Vitaminas C e D são as mais buscadas na autosuplementação. Mas ambas se consumidas de maneira isolada, em altas doses e sem prescrição médica podem oferecer riscos. “A vitamina C, por ser hidrossolúvel, é eliminada facilmente, mas seu excesso pode ser responsável por sintomas como diarreias, cólicas, dor abdominal e dor de cabeça. Se o suplemento for do tipo efervescente, há risco de desenvolvimento de cálculo renal pelo excesso de oxalato de cálcio nesse tipo de apresentação, portanto, os suplementos de vitamina C efervescente são para poucos dias de consumo”, diz a médica. “Em excesso, a vitamina C pode ter ação oxidativa, quer dizer, ajudando os radicais livres a lesarem o DNA e várias das nossas macromoléculas e organelas. Além disso, temos que lembrar que a vitamina C ajuda a regular a expressão de vários genes, inclusive genes envolvidos na resposta imunológica, que podem ser inibidos, diminuindo a produção de proteínas e enzimas importantes, o que pode facilitar a ocorrência de várias infecções”, acrescenta o geneticista.

O mesmo pode ocorrer com relação a Vitamina D, que em excesso pode favorecer a ocorrência de litíase renal (pedras nos rins), hematúria, calcificação de vasos sanguíneos, etc. “A vitamina D, como toda vitamina lipossolúvel, oferece risco de intoxicação e mesmo que a intoxicação por vitamina D seja rara e as doses tóxicas muito altas, ela é possível, cada vez mais frequente e grave”, diz a médica. A nossa necessidade de vitamina D é muito influenciada pelos nossos genes que atuam na via de produção da vitamina D, explica o especialista. “Dependendo do genótipo de alguns genes, o risco de deficiência de vitamina D pode chegar a ser 357% maior. Portanto, esses indivíduos precisaram ingerir mais, se expor adequadamente ao sol ou suplementar com uma dose maior, para obter níveis circulantes adequados de vitamina D”, diz o geneticista, que orienta a procura de um médico para um exame de genotipagem e um tratamento personalizado. “Nesse caso, a resposta será muito mais direcionada”, finaliza o especialista.

FONTES:

*DRA. MARCELLA GARCEZ: Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

*DR. MARCELO SADY: Pós-doutor em genética com foco em genética toxicológica e humana pela UNESP- Botucatu, o Dr. Marcelo Sady possui mais de 20 anos de experiência na área. Speaker, diretor Geral e Consultor Científico da Multigene, empresa especializada em análise genética e exames de genotipagem, o especialista é professor, orientador e palestrante. Autor de diversos artigos e trabalhos científicos publicados em periódicos especializados, o Dr. Marcelo Sady fez parte do Grupo de Pesquisa Toxigenômica e Nutrigenômica da FMB – Botucatu, além de coordenar e ministrar 19 cursos da Multigene nas áreas de genética toxicológica, genômica, biologia molecular, farmacogenômica e nutrigenômica.


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