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Tesouro Direto ganha força e mostra como brasileiros podem começar a investir com pouco

  • Quarta, 08 Outubro 2025 18:04
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Julia Matsushita
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Com juros altos, educação financeira e acessibilidade, títulos públicos viram alternativa simples para quem deseja proteger e aumentar o patrimônio

O número de pessoas que investem no Tesouro Direto não para de crescer. De acordo com o balanço divulgado pelo Tesouro Nacional em agosto, já são quase 20% a mais de investidores ativos sobre o mesmo período do ano passado, movimento que demonstra como a renda fixa, antes vista como opção restrita a especialistas, hoje faz parte do planejamento financeiro de milhares de brasileiros.

A fundadora da SHS Investimentos, Adriana Ricci, aponta que o interesse pode ser explicado por uma combinação de fatores. A taxa básica de juros em patamar elevado aumenta a atratividade dos títulos, especialmente os que acompanham a Selic. “Na prática, o investidor encontra no Tesouro Direto uma alternativa segura, acessível e que rende mais do que a poupança, tradicional porta de entrada no mundo dos investimentos”, afirma.

Além do cenário econômico, a disseminação da educação financeira também pesa. Cursos, redes sociais e iniciativas escolares têm despertado o hábito de pensar no futuro e buscar aplicações que tragam previsibilidade. “O brasileiro está aprendendo que guardar dinheiro não significa deixar parado na conta. Investir no Tesouro Direto é uma forma de proteger o patrimônio e, ao mesmo tempo, conquistar objetivos de médio e longo prazo”, complementa Adriana.

Outro fator que explica o salto de investidores é a simplicidade da plataforma. Qualquer pessoa com CPF e conta em corretora pode aplicar valores a partir de 30 reais. “A ideia de que investir é só para quem tem muito dinheiro está perdendo espaço. O Tesouro Direto mostra que dá para começar com pouco, com segurança e sem mistério”, completa Ricci.

A especialista, que tem mais de 25 anos de atuação no mercado financeiro, explica como investir no Tesouro Direto em cinco passos:

Abra uma conta em uma corretora habilitada. Escolha uma instituição financeira autorizada pelo Tesouro Nacional. Muitas não cobram taxa de custódia ou intermediação para o Tesouro Direto.

Faça o cadastro no Tesouro Direto. Depois de aberta a conta, a própria corretora realiza a integração com a plataforma do Tesouro. Basta confirmar seus dados e criar a senha de acesso.

Transfira o dinheiro que deseja aplicar. Envie para a conta da corretora o valor que pretende investir. O Tesouro permite aplicações a partir de 30 reais, o que facilita começar sem comprometer o orçamento.

Escolha o título mais adequado ao seu objetivo:
– Tesouro Selic: indicado para reserva de emergência, pois tem liquidez diária e acompanha a taxa básica de juros.
– Tesouro IPCA+: protege da inflação e serve para objetivos de médio e longo prazo, como aposentadoria ou compra de imóvel.
– Tesouro Prefixado: paga uma taxa definida no momento da aplicação e é indicado para quem aposta em estabilidade nos juros.

Acompanhe e, se necessário, resgate. Os títulos podem ser vendidos antes do vencimento no mercado secundário, mas o ideal é mantê-los até a data final para garantir a rentabilidade contratada.

Com a combinação de juros atrativos, maior consciência financeira e facilidade de acesso, o Tesouro Direto se firma como um dos instrumentos mais democráticos do mercado. “Quando o investidor entende os passos e percebe que pode começar pequeno, o Tesouro deixa de ser apenas uma opção rentável e passa a ser um aliado real do planejamento financeiro”, conclui Adriana Ricci.

Sobre a especialista:

Adriana Ricci é especialista em investimentos e tem 25 anos de atuação no mercado financeiro. É fundadora, gestora e head de Operações da SHS Investimentos, empresa que atua no mercado financeiro desde 2008 e possui 2 unidades, sendo a sede em São José dos Campos, SP.

Possui certificações pela Ancord como Assessora de Investimentos, pela Anbima no PQO, Programa de Qualificação Operacional da Bolsa de Valores, e CPA-20, e pela Febraban, a FBB-100. Bacharel em Administração e Financista, pós-graduada com MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria pela FGV.


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