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Selic: momento não é de comprar imóveis; locação se torna mais atrativa

  • Sexta, 04 Abril 2025 18:06
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Eduardo Betinardi
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O Banco Central aumentou, no último dia 19, a taxa de juros do país em 1%, elevando a Selic para 14,25%, impactando negativamente créditos ao consumidor

O Banco Central decidiu, no último dia 19 de março, aumentar a taxa de juros do país em 1%, elevando a Selic para 14,25%. A decisão impactou negativamente o mercado de créditos, dificultando, por exemplo, a compra de imóveis. Uma pesquisa recente da Brain Inteligência Estratégica mostra que ter um imóvel próprio ainda é o sonho de 89% dos brasileiros entre 21 e 70 anos. Mas o cenário tem mudado com a Geração Z, na qual apenas 25% consideram extremamente importante possuir um imóvel em seu nome.

Neste cenário em que os valores de imóveis sobem a um patamar quase inalcançável, a locação cresce e se torna atrativa. “O brasileiro já reflete sobre as vantagens de viver de aluguel. Há uma carga cultural de décadas sobre ter o imóvel próprio, mas é algo que está em transição, especialmente pela facilidade nos novos formatos de locação, como o multifamily, e as alterações no estilo de vida”, diz Cristiano Viola, Diretor de Operações da incorporadora e gestora imobiliária global Greystar.

Do ponto de vista financeiro, há outros fatores favoráveis à locação, inclusive para os investidores. A flexibilidade da locação é um dos fatores, pois é possível locar um imóvel em área nobre, o que muitas vezes não é possível ao comprar um apartamento ou casa. A liquidez é outro ponto, pois o mercado de imóveis é tradicionalmente um investimento adotado por muitas pessoas. Por outro lado, trata-se de um ativo sem liquidez, visto que os recursos não podem ser obtidos de imediato. Em um cenário de alta da taxa Selic, há outras opções de investimentos financeiros com retorno mais atrativo, garantido a um risco baixo.

Ainda como ponto negativo para compra, há vários valores negligenciados neste planejamento, como o ITBI (imposto para a transmissão de imóveis), escritura, registro de imóvel, custo da taxa de financiamento. Esses são valores associados a um imóvel, sem entrar no mérito de instalação de pisos e de toda a infraestrutura necessária para sua ocupação.

A locação traz flexibilidade, valores menores de investimento e possibilidade de morar em bairros nobres ou mais próximos de áreas centrais. As locações para moradia de médio e longo prazo, de 3 a 12 meses, estão se tornando mais comuns, abrindo um novo mercado dentro do segmento de locação: o de multifamily. Em geral, esses imóveis são ocupados totalmente mobiliados ou no formato americano, que contempla toda a estrutura básica para se viver (geladeira, forno, cooktop, depurador, micro-ondas e máquina lava&seca), além de áreas comuns diferenciadas dos condomínios tradicionais.

A nova realidade se ajusta tanto ao mercado imobiliário quanto à nova dinâmica da vida urbana, incluindo mudanças de trabalho e projetos mais dinâmicos. “Muitas pessoas buscam lugares para viver sem a obrigação de fazer contratos superiores a 12 meses. É um segmento já consagrado em mercados internacionais, mas ainda recente e que vai amadurecer no Brasil”, destaca Cristiano.

A locação se torna ainda mais vantajosa quando se opta por condomínios que mesclam uma boa estrutura de áreas privativas e comuns, além de serviços de manutenção e limpeza. Entre as áreas compartilhadas, encontram-se coworking e espaços de lazer como rooftop e área pet. “Os prédios do modelo multifamily da Greystar agregam todas essas características, tornando-se uma opção sob medida para as pessoas em busca de locação, praticidade e conveniência”, completa o especialista.


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