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Maioria dos varejistas tem dificuldade em definir preços competitivos e rentáveis

  • Segunda, 05 Fevereiro 2024 18:10
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Mateus Borge de Freitas
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Pesquisa do cenário de pricing no varejo brasileiro mapeia as principais dificuldades e oportunidades do setor.

A precificação ainda é um cenário novo e desafiador na estrutura de empresas do varejo de diversos segmentos e tamanhos. A InfoPrice, maior empresa de tecnologia de pricing do Brasil, realizou a pesquisa Cenário do Pricing no Varejo 2023, apresentada durante o Pricing Conectado, principal evento focado em precificação nacional.

A pesquisa teve como objetivo entender o cenário do setor de pricing dentro do segmento varejista dos canais alimentar, farmacêutico e home center, focando especialmente na maturidade da área e de processos. Foram entrevistados 303 varejistas durante o período de 20 de abril de 2023 a 30 de agosto de 2023.

Por se tratar de uma novidade no setor, algumas empresas não investem em qualificação e contratação de especialistas para lidar com o assunto. Notou-se que 50,2% das equipes responsáveis por estratégias de precificação são formadas por 2 a 4 colaboradores.

As respostas mostraram que, em nível de maturidade de estratégias de precificação, 19,5% dizem não utilizar preços psicológicos, enquanto 49,5% dos entrevistados avaliam as promoções como alta maturidade.

Um dos principais desafios do varejo é definir preços competitivos e rentáveis simultaneamente, conforme 51,79% dos varejistas apontam. São empresas que sofrem com a falta de investimento em tecnologia e ferramentas (47,5%). Sendo que 45,5% dos respondentes afirmam executar os preços manualmente, com maior destaque para o markdown, com 52% executando somente em planilhas.

O varejo cada vez mais omnichannel pede atenção na precificação. A maior parte dos varejistas aplica preços menores nos canais digitais, em relação às lojas físicas. O único canal que apresentou um comportamento diferente foram os marketplaces de terceiros, onde os preços menores representam apenas 13,6% das respostas, possivelmente por conta das taxas aplicadas pelos proprietários desses canais, forçando o varejista a recompor sua margem elevando os preços.

A determinação do preço deve levar em consideração diversas variáveis, dentre elas a concorrência, estoque, público-alvo, localização e serviços. Contudo, 84,3% dos varejistas julgam que ter uma margem de lucro saudável é o fator mais importante na determinação de preços.

Para 83,1% dos varejistas, dados de preço sobre a concorrência são de altíssima/alta importância na hora de definir seus preços. Porém, quase 40% dos varejistas ainda se utilizam de pesquisas em sites e redes sociais para tal, consumindo muito tempo dos profissionais nas funções.

Apenas 0,35% acredita não haver benefícios na precificação inteligente, enquanto 44,91% veem o maior impacto na margem, seguido pela melhora na percepção de preço pelos consumidores, com 28,4%.

Paulo Garcia, CEO da InfoPrice, comenta sobre a importância da pesquisa: "Analisando as respostas dos varejistas, percebemos que, apesar dos grandes desafios, há muita oportunidade de profissionalização, crescimento e aderência a novas técnicas e tecnologias. O amadurecimento do pricing no Brasil é urgente e benéfico, não apenas para as empresas - que podem negociar melhor com a indústria e lucrar, mas também para os consumidores que, a partir da competitividade entre os players, vão ter acesso a preços mais justos."

Garcia completa dizendo que no mercado internacional o pricing está avançado. "Visito anualmente diversas feiras do setor e varejos de fora, e é possível ver cada vez mais investimento em novas tecnologias. Enquanto no Brasil estamos patinando em estratégias básicas de preço, por lá a mudança de preços acontece diversas vezes ao longo do dia (precificação dinâmica), além de avanços na inteligência artificial e machine learning", finaliza o CEO.


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