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Brasil é referência mundial na implementação do Open Finance: conheça alguns mitos e verdades

  • Segunda, 17 Julho 2023 18:26
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Letícia Carvalho
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60 milhões de brasileiros devem participar do Open Finance até 2025 - Imagem: Pexels

60 milhões de brasileiros devem participar deste ecossistema até 2025

O Open Finance é um ecossistema financeiro aberto por meio de soluções digitais e com participação de diversas organizações do sistema financeiro. A implementação no Brasil vem ocorrendo desde 2021 e, de lá para cá, diversos avanços aconteceram.

Ao final de março deste ano, a quantidade de consentimentos ativos chegou a 28,3 milhões, contra 18,7 milhões em dezembro de 2022. No primeiro trimestre de 2023, foram adicionados por mês, em média, cerca de 3,2 milhões de novos consentimentos, sendo a maioria de pessoas físicas.

Esses números colocam o Brasil entre os países com maior adesão ao Open Finance e, em breve, deve superar o Reino Unido na liderança do ranking “Global Open Finance Index” em relação ao desenvolvimento do ecossistema de compartilhamento de dados.

Segundo a consultoria Oliver Wyman, 60 milhões de brasileiros devem participar deste ecossistema até 2025. O Brasil é referência mundial na implementação do sistema, porém, ainda há muitas dúvidas acerca do tema.

“O Open Finance tem como proposta o compartilhamento de informações entre instituições financeiras do mercado, como bancos, corretoras e distribuidoras de câmbio, seguros e investimentos, seguradoras, entidades de previdência e adquirência”, explica Alan Mareines, CEO da Lina Open X.

Uma evolução do Open Banking, o Open Finance tem objetivo semelhante à versão anterior: conceder ao cliente a possibilidade de compartilhar seus dados com outros bancos e instituições financeiras. “Porém, o Open Finance reúne um portfólio de possibilidades de compartilhamento mais completo do que o seu antecessor Open Banking, o que inclui: câmbio, investimentos, seguros e previdência”, destaca o especialista.

Alan Mareines aponta quatro dos principais mitos sobre o Open Finance:

Meus dados não estarão seguros

Há um temor de que, a partir do consentimento, os dados fiquem expostos. Mas a realidade é justamente o oposto: as instituições só podem ter acesso aos dados dos clientes se estiverem devidamente autorizadas por eles, o que dá mais poder e controle aos consumidores.

Existem várias regras de governança e também leis que as instituições participantes precisam seguir para poder usufruir do ecossistema, além de certificações, padrões de segurança e mecanismos de proteção que garantem a privacidade de dados.

Quando o cliente autoriza o compartilhamento, é obrigação da instituição informar para qual finalidade os dados serão utilizados, além de especificar quais são esses dados exatamente. O consumidor pode escolher por quanto tempo os dados serão compartilhados, e as informações ficam protegidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e pela Lei do Sigilo Bancário.

Vai ser mais uma tarifa que precisarei pagar

O compartilhamento de dados não tem nenhum custo ao consumidor. Nenhuma cobrança é feita nesse sentido, pois a ideia é justamente incentivar que o cliente opte por compartilhar suas informações. Para a instituição financeira que está recebendo os dados compartilhados, o benefício é justamente poder conhecer melhor o cliente e, com isso, personalizar sua oferta de produtos e serviços financeiros.

Assim que compartilhar os dados, passarei a receber ofertas e propostas indesejadas

Na verdade, tende a acontecer o contrário. Quanto mais informações uma determinada instituição financeira possui a respeito dos seus clientes, mais personalizada pode ser a sua oferta de produtos e serviços, o que significa que os consumidores terão à disposição somente soluções que realmente fazem sentido, podendo também comparar diferentes ofertas disponíveis para o seu perfil. Esse é um dos grandes benefícios do Open Finance.

Importante ressaltar que a personalização é benéfica para o consumidor e também para a instituição financeira, que muitas vezes, ao oferecer opções genéricas por conta da ausência de dados personalizados, acaba se distanciando da realidade de seus clientes e perdendo oportunidades de venda do seu produto ou serviço.

Uma vez compartilhados meus dados, nunca mais terei opção de remover o compartilhamento

A qualquer momento, o consumidor pode solicitar a interrupção do compartilhamento de dados. A opção de revogar o compartilhamento pode ocorrer por diversos motivos, e o cliente pode fazer isso quando quiser, de forma fácil e totalmente digital, diretamente no aplicativo do banco. A instituição, por sua vez, perde o direito de utilizar os dados.

A Febraban aponta que mais de 90% das instituições pretendem expandir parcerias até o fim de 2023, com o intuito de prover ao consumidor serviços mais completos e entrar em segmentos novos como forma estratégica de agregar valor, complementar jornadas e consolidar a busca constante pela inovação.

Lina Open X

A LINA Open X nasceu em 2019 com o objetivo de construir soluções tecnológicas para apoiar as instituições financeiras brasileiras em todas as suas necessidades relacionadas ao novo ecossistema de compartilhamento de dados e transações financeiras implementado a partir da regulamentação do Open Finance pelo Banco Central do Brasil. A empresa, que começou seus trabalhos no Open Banking, já é líder no Open Insurance e se consolidou como um dos mais importantes provedores de Open Finance do mercado brasileiro. Em 2022, a companhia recebeu seu primeiro aporte e já se posiciona como um provedor de Open X, abraçando também outros "Opens" e evoluindo sua tecnologia para atender diferentes segmentos e indústrias que se beneficiam com o compartilhamento de dados e serviços em ambientes digitais. https://linaopenx.com.br/


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