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Construção civil é um grande oceano azul para os investidores de startups

  • Terça, 13 Setembro 2022 10:50
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Vanessa Tófano
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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* Por Alexandre Quinze

Há grandes oportunidades na construção civil para investidores de startups que buscam crescimento exponencial alicerçado por múltiplas inovações, já que este é um mercado ainda conhecido como um “oceano azul” de possibilidades não exploradas, por meio da tecnologia.

Obviamente, a construção passa por desafios sérios. As altas taxas de juros, inflação e escassez de materiais trazem dificuldades ao setor. Uma grande oportunidade vem dessa necessidade de se recuperar margens perdidas com custos de materiais. Nunca foi tão importante trazermos eficiência operacional ao canteiro de obra, com o investimento em novas tecnologias, pois o processo construtivo ainda carrega problemas, deficiências e carências.

É justamente essa lacuna que a construtechs, startups deste mercado, vêm preencher, resolvendo as dores estruturais dos canteiros como a redução de resíduos, por meio da não geração de tais excedentes, ou seja, muito além do que destinar esses resíduos é o papel da tecnologia impedir essa geração, além de possibilitar uma maior produtividade na gestão das obras.

O objetivo da tecnologia é transformar toda a cadeia construtiva, com processos automatizados e muito mais eficientes a todos os agentes. Dessa forma, as construtechs impactam na evolução do setor e, por consequência direta, na qualidade das habitações no país.

Temos que lembrar que, em tempos de crise a diferenciação se torna ainda mais essencial e uma das melhores formas de se diferenciar é inovando. A transformação digital em diversas indústrias pode até já ter dado um salto de eficiência a tal modo que as startups nesses setores realmente tenham impactado de forma significativa.

Mas, o fato é que na construção civil, nossos métodos construtivos ainda trazem hábitos de anos e até séculos atrás. Você já parou para pensar em como o processo de produção de um carro, por exemplo, já se modificou ao longo dos tempos? Hoje acompanhamos grandes montadoras totalmente automatizadas, que utilizam a mão de obra humana para funções mais inteligente em seus processos. Não se trata de substituir o ser humano, mas de trazer melhores condições de trabalho e agregar conhecimento às pessoas.

O mercado da construção civil é ainda carente de inovação, mas está ávido por mudanças. Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que sete a cada dez empresas no Brasil utilizam tecnologias digitais e, entre os principais benefícios, citam o aumento da produtividade, a melhoria da qualidade dos produtos ou serviços e a redução dos custos operacionais.

As startups dessa indústria estão apenas no início. O movimento de digitalização do canteiro e da engenharia digital na obra apenas começou. Se você tivesse somente uma chance de investir e precisasse escolher entre um mercado em oceano vermelho e outro em oceano azul, onde investiria? Pois bem, a construção civil é o oceano azul das startups de tecnologia.

É onde conheceremos os crescimentos vertiginosos e soluções inovadoras que trazem a evolução. A palavra é essa: evoluir. Essa transformação da construção civil é totalmente evolutiva e não uma revolução. Assim como nós evoluímos com o tempo, com a convivência também se faz assim a construção. Evoluir é nosso propósito, é o porquê viemos ao mundo.

Construir faz parte da nossa natureza. Fica aqui o convite aos investidores de startups: que tal contribuir para a evolução deste setor tão representativo e apoiar o empreendedorismo, criando oportunidades de fato promissoras? As tecnologias geradas pelas startups são as commodities que precisamos para crescer.

* Alexandre Quinze é o co-founder e CEO da Trutec. Formado em Engenharia pela Universidade de São Paulo (USP), com especializações em Supply Chain, na Universidade da Califórnia, em Inovação Tecnológica, na Universidade Estadual de Campinas, e MBA em Administração, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição na qual é professor há mais de 11 anos. Possui sólida experiência, com mais de 30 anos, em empresas nacionais e internacionais de grande porte, como Philips, Rimini Street, PwC Brasil, CBMM e Flextronics Internacional.


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