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Tendências para o setor financeiro evidenciadas pela Febraban Tech 2022

  • Segunda, 15 Agosto 2022 11:34
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rennan Araujo Julio
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Frederico Gondim, Head de Serviços e Tecnologia e Sócio da Falconi, traz insights do evento realizado em São Paulo, entre os dias 9 e 11 de agosto

Febraban Tech 2022, evento realizado em São Paulo

Para onde caminha o setor financeiro? Foi com o intuito de encontrar respostas para essa provocação que as portas da Febraban Tech 2022, o novo CIAB Febraban, estiveram abertas entre os dias 9 e 11 de agosto, em evento realizado na cidade de São Paulo. Primeira edição presencial desde 2019, o encontro, reconhecido como um dos mais importantes eventos de tecnologia e inovação no setor financeiro da América Latina, reuniu algumas das principais lideranças do setor no Brasil e no mundo -- como convidado principal, o Febraban Tech 2022 contou com a presença de Paul Krugman, Nobel de Economia e um dos mais aclamados nomes do setor no mundo.

Além do painelista, o evento contou com trilhas voltadas para tecnologias disruptivas, como NFTs, 5G, Metaverso, Web3, Blockchain e Criptomoedas, palestras e expositores a fim de reforçar a pauta ESG (sigla usada para questões ambientais, sociais e de governança) dentro das instituições financeiras, um espaço voltado exclusivamente às fintechs e, principalmente, trazer à tona a solidificação e consolidação do Open Banking no Brasil, projeto iniciado em 2020 e que deve impactar até 10 milhões de pessoas no país ainda este ano, segundo estimativas dos especialistas presentes na Febraban Tech.

Frederico Gondim, Head de Serviços e Tecnologia da Falconi, esteve no evento para conferir algumas dessas tendências. Segundo o executivo, o encontro serviu para mostrar como a Falconi tem trafegado em diferentes players do setor financeiro, “reforçando como as discussões mais inovadoras estão alinhadas com os elementos que a consultoria tem trabalhado”. “Desde a crença em inteligência artificial e conexão de dados como alavanca de resultados, a construção de jornadas mais fluídas em customer experience, e até o próprio ESG na ponta da operação mostram que estamos fortalecidos dentro do setor”, disse Gondim.

A seguir, confira alguns dos principais pontos para empresas que atuam no mercado financeiro devem ficar de olho no futuro:

Desmistificação do open banking

Inspirado no modelo inglês, o open banking chegou ao país em 2020, por meio de um longo processo dividido em etapas, com a proposta de reduzir barreiras entre usuários, seus dados e instituições financeiras. “Depois de muita adaptação, fica claro pela adesão coordenada de integração entre essas entidades que o temor inicial passou. Os bancos estão trabalhando de forma integrada mais do que nunca e isso gerará oportunidades”, diz Gondim. Na sua visão, está cada vez mais claro que a adoção do open banking e do open finance trará muitos benefícios aos clientes, indo além somente do crédito. “Serão projetos e soluções gerando receita e valor para todas as partes. Está na mesa e é irreversível. Agora, é hora das empresas potencializarem essas ferramentas por meio de processos e análise e governança de dados, para avançar de forma estruturada.”

Segurança cibernética

Enquanto pautas como Metaverso, NFT e as possibilidades do 5G estiveram presentes ao longo dos três dias de encontro, houve também um passo sequencial a este movimento: a questão da segurança. Fica claro que há o interesse de startups, negócios mais tradicionais e as incumbentes de adentrar nesse campo da inovação, mas com a certeza de estarão amparadas em segurança cibernética. “Novidades trazem também novos desafios. Enquanto muitos operadores buscam oportunidades de negócio, questões de regulação, há outros agentes atacantes buscando falhas para atacar, e hoje eles estão bem à frente dos reguladores. Os hackers já estão avaliando como explorar o metaverso. É uma preocupação que a nova agenda traz para o setor, e a solução vai além de tecnologia.”

Jornada do cliente

Outra preocupação visível entre as entidades presentes foi a de criar soluções que ajudem a reduzir a fricção na experiência do cliente nas novas jornadas trazidas pelo open banking. Para Gondim, o mercado dá sinais de maturidade com produtos e serviços integrados, trabalhando de forma ativa e colaborativa para melhorar a customer experience. “Os bancos e outras entidades passam a olhar para o mercado de soluções abertas, colocando na ponta o melhor para o cliente final. Vários já estão desenvolvendo plataformas integradas, inclusive com outras instituições financeiras. Em breve todos os seus saldos e contas serão visíveis em uma única aplicação.”

ESG, letra a letra

Se responsabilidade social e governança eram práticas antigas do setor financeiro, com o avanço das pautas ESG, há agora um olhar cada vez mais ativo para as questões de sustentabilidade ambiental. O evento deixou claro como a preocupação entrou de vez no radar do setor financeiro, que agora contará com a materialidade de suas ações entre os critérios de investimento, baseando novos parâmetros antes de visar determinadas métricas. “Preocupar-se com o meio ambiente deve ser pauta prioritária para as empresas do setor no curto prazo.”

Sobre a Falconi

Fundada no Brasil há quatro décadas, a Falconi é uma consultoria de gestão empresarial e de pessoas, que usa tecnologia de ponta e inteligência de dados para acelerar a geração de valor sustentável para seus clientes. Com projetos em mais de 40 países, atua em 50 diferentes segmentos da economia, diferenciando-se pela reconhecida capacidade de implementação de projetos em nível estratégico (estratégia, modelo de negócios e estrutura organizacional), tático (implementação e alinhamento de processos e metas) e operacional (alinhamento e acompanhamento de operações).

Em 2017, iniciou expansão para outros segmentos - através de spinoffs, lançamentos ou participações acionárias e criação de novas unidades de negócios na consultoria. Hoje, como grupo, reúne uma dezena de marcas e conta com operações nas áreas de desenvolvimento de pessoas; de softwares e aplicativos para gestão; de investimentos privados e no segmento editorial, entre outros. Também ampliou o escopo da própria consultoria para incluir o atendimento especializado para pequenas e médias empresas. O grupo conta com um time de mais de 1.200 talentos, espalhados por quatro continentes e tem escritórios no Brasil, Estados Unidos e México.


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