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Alta da Selic: Banco Central divulga ata

Especialistas no mercado financeiro comentam sobre os melhores investimentos com a taxa de juros mais alta

O Banco Central divulgou ata nesta terça (21) sobre a alta da taxa Selic, que passou a 13,25%. De acordo com Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil, escritório credenciado da XP Investimentos, o Copom demonstrou um tom mais mais hawkish na ata, fazendo um alerta sobre a continuação do cenário de incertezas, e de "n" variáveis que estão no radar e que podem mudar rapidamente o cenário inflacionário.

“Vale pontuar que o Comitê sinalizou que apenas a ‘manutenção da taxa básica de juros por um período suficientemente longo não asseguraria, neste momento, a convergência da inflação para o redor da meta no horizonte relevante’, e que o comitê ainda estaria em busca do juros terminal”, diz Idean Alves.

Ainda segundo o sócio da Ação Investimentos, é certo que a próxima reunião do Copom terá um ajuste de igual ou menor magnitude da reunião de quarta, 0,50%, e que serão necessários novos aumentos nas próximas para se convergir para a meta de inflação.

O economista Fabio Louzada, fundador da Eu me banco, escola de educação financeira, lembra que o Copom já tinha começado a prever o fim do aperto monetário, porém esse cenário já começou a se reverter devido à postura mais hawkish do FED em subir os juros nos EUA, além da inflação no Brasil continuar em alta persistente. "Os preços ainda estão muito altos. E a forma de conter preços ainda é manter as taxas de juros altas porque freia a demanda e o consumo. Isso vai pesar na decisão do Banco Central, que dificilmente vai bancar o fim do aperto pensando na inflação alta. Essa postura mais hawkish do FED afeta todas as economias do mundo, inclusive a economia brasileira. Isso vai pesar para que o BC adie o fim do aperto monetário. Teremos que segurar um pouco mais a queda na taxa Selic", diz.

De acordo com Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil, escritório credenciado da XP Investimentos, com os preços em alta, é difícil imaginar que o ciclo de alta esteja realmente perto do fim.

“Provavelmente mais alguns ajustes serão necessários não só no Brasil, mas principalmente nos EUA. O FED demorou a agir no controle da inflação, reconheceu o ‘erro’ e está tentando corrigir, só que o preço a ser pago deve vir também na forma de correção dos principais índices das bolsas de valores do mundo para que o ajuste seja feito pela ‘mão invisível do mercado’ em relação à oferta e à demanda que hoje está descasada”, afirma Alves.

Louzada ainda lembra que o Brasil vive um ano de eleições que prometem ainda mais volatilidade: "Com instabilidade política e diversos países do mundo subindo juros, a tendência é entrar menos dinheiro no Brasil. Pensando no cenário local, é sempre bom ter juros menores, já que incentiva as pessoas a investirem mais e saírem da poupança e outros investimentos mais conservadores. Já a taxa de juros alta faz com que o país se retraia. A partir do momento que juros caem, isso faz com que pessoas fiquem mais otimistas e busquem tirar projetos do papel e investir em educação, por exemplo, para conseguir um emprego melhor ou investir em uma empresa. Para o país crescer, é necessário que os juros estejam mais baixos. A questão é a inflação que é um problema persistente e tem impacto de forma muito persistente na nossa economia".

E qual investimento acaba sendo mais vantajoso nesse cenário?

Ricardo Jorge ressalta que antes de investir é importante conhecer as características do ativo que quer aplicar e os riscos envolvidos, além de entender o cenário macroeconômico. "O mercado acredita que, por conta dos indicadores e persistência da inflação, é bem provável que o BC vai manter a taxa de juros alta por período mais prolongado. Olhando para esse cenário de juros mais altos por mais tempo, os ativos pós-fixados atrelados à Selic são mais interessantes”, afirma.

Além disso, de acordo com ele, sabendo que estamos chegando a um ponto de inflexão no que diz respeito às altas de juros, ativos prefixados passam a ser boa opção porque se beneficiam da manutenção da taxa de juros ou queda deles no futuro. "Hoje é recomendável estar em um mix de ativos pós-fixados e prefixados em detrimento dos ativos atrelados à inflação porque a gente espera que, dado esse ciclo de aumento de juros, haja arrefecimento dos indicadores de inflação e esses títulos que tem IPCA como parcela remuneratória passam a ficar menos atrativos", esclarece.


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