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Copom aumenta juros na próxima semana: o que fazer com investimentos?

  • Quinta, 09 Junho 2022 11:22
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Adriane Schultz
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Na próxima semana, entre terça e quarta-feira, acontece mais uma reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). A expectativa para a Selic ainda neste ano está em 13,25%, segundo o último relatório de mercado Focus, mesmo com a piora do quadro de inflação no país.

Segundo Ricardo Jorge, especialista em renda fixa e sócio da Quantzed, empresa de tecnologia e educação para investidores, o mercado projeta alta de 50 bases point para esta reunião. "Essa janela já havia sido aberta pelo comitê de política monetária em sua última reunião. Essa é a expectativa do mercado e acredito que vão seguir com isso justamente para o mercado não sofrer mais volatilidade do que já tem apresentado nas últimas semanas", explica.

O economista Fabio Louzada, fundador da Eu me banco, escola de educação financeira, lembra que o Copom já tinha começado a prever o fim do aperto monetário, porém esse cenário já começou a se reverter devido à postura mais hawkish do FED em subir os juros nos EUA, além da inflação no Brasil continuar em alta persistente.

"Os preços ainda estão muito altos. E a forma de conter preços ainda é manter as taxas de juros altas porque freia a demanda e o consumo. Isso vai pesar na decisão do Banco Central, que dificilmente vai bancar o fim do aperto pensando na inflação alta. Essa postura mais hawkish do FED afeta todas as economias do mundo, inclusive a economia brasileira. Isso vai pesar para que o BC adie o fim do aperto monetário. Teremos que segurar um pouco mais a queda na taxa Selic", diz.

Louzada ainda lembra que o Brasil vive um ano de eleições que promete ainda mais volatilidade: "Com instabilidade política e diversos países do mundo subindo juros, a tendência é entrar menos dinheiro no Brasil. Pensando no cenário local, é sempre bom ter juros menores, já que incentiva as pessoas a investirem mais e saírem da poupança e outros investimentos mais conservadores. Já a taxa de juros alta faz com que o país se retraia. A partir do momento que juros caem, isso faz com que pessoas fiquem mais otimistas e busquem tirar projetos do papel e investir em educação, por exemplo, para conseguir um emprego melhor ou investir em uma empresa. Para o país crescer, é necessário que os juros estejam mais baixos. A questão é a inflação que é um problema persistente e tem impacto de forma muito persistente na nossa economia".

E qual investimento acaba sendo mais vantajoso nesse cenário?

Ricardo Jorge ressalta que antes de investir é importante conhecer as características do ativo que quer aplicar e os riscos envolvidos, além de entender o cenário macroeconômico. "O mercado acredita que, por conta dos indicadores e persistência da inflação, é bem provável que o BC vai manter a taxa de juros alta por período mais prolongado. Olhando para esse cenário de juros mais altos por mais tempo, os ativos pós-fixados atrelados à Selic são mais interessantes”, afirma.

Além disso, de acordo com ele, sabendo que estamos chegando a um ponto de inflexão no que diz respeito às altas de juros, ativos prefixados passam a ser boa opção porque se beneficiam da manutenção da taxa de juros ou queda deles no futuro. "Hoje é recomendável estar em um mix de ativos pós-fixados e prefixados em detrimento dos ativos atrelados à inflação porque a gente espera que, dado esse ciclo de aumento de juros, haja arrefecimento dos indicadores de inflação e esses títulos que tem IPCA como parcela remuneratória passam a ficar menos atrativos", esclarece.


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