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Consumo de alumínio no Brasil cresce 10,9% em 2021, o maior volume da história

  • Terça, 10 Mai 2022 11:29
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  João Luís Costa
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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O total de 1.583,9 mil toneladas – 88% delas produzidas no país – representa um patamar superior ao do período pré-pandemia

Levantamento da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) aponta que o consumo de produtos de alumínio no país alcançou 1.583,9 mil toneladas em 2021, o maior volume registrado desde o início da apuração da pesquisa de mercado, em 1972. O resultado representa um crescimento de 10,9% em relação a 2020. Desse total de produtos de alumínio, 88% (1.393,4 mil toneladas) foram produzidos no Brasil, um aumento expressivo de 10,6%. As importações acompanharam a alta, com crescimento de 12,7% ante o ano de 2020.

“O resultado histórico, que ultrapassa inclusive os patamares pré-pandemia, demonstra a resiliência do setor do alumínio nacional, que segue investindo no crescimento de forma sólida e sustentável mesmo em cenários desafiadores, diz Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL.

Com exceção de cabos e de pó de alumínio, que registraram queda no consumo em 2021, todos os demais produtos de alumínio apresentaram desempenho positivo quando comparados a 2020. Destaque para o volume recorde de consumo de chapas, que alcançou 800,6 mil toneladas (+16,2%). O crescimento reflete o vigor do segmento de Embalagens, que respondeu por mais de 40% do volume de produtos de alumínio consumidos.

Consumo doméstico de produtos transformados de alumínio

· Laminados: volume total de 889,1 mil toneladas, com crescimento de 14,9% em relação a 2020 (773,5 mil toneladas)

· Extrudados: volume total de 245,8 mil toneladas, com crescimento de 17,2% em relação a 2020 (209,7 mil toneladas)

· Cabos: volume total de 180,8 mil toneladas, com queda de 15,1% em relação a 2020 (212,9 mil toneladas)

· Fundidos: volume total de 157,8 mil toneladas, com crescimento de 16,7% em relação a 2020 (135,2 mil toneladas)

· Pó: volume total de 25,6 mil toneladas, com queda de 5,2% em relação a 2020 (27 mil toneladas)

· Destrutivos: volume total de 42,9 mil toneladas, com crescimento de 16,3% em relação a 2020 (36,9 mil toneladas)

· Outros: volume total de 41,9 mil toneladas, com crescimento de 25,1% em relação a 2020 (33,5 mil toneladas)

Segmentos consumidores de alumínio

Em relação ao desempenho dos principais segmentos consumidores de alumínio, conforme o Gráfico 2, a maioria apresentou crescimento de dois dígitos. A exceção ficou por conta de Eletricidade, que registrou queda de 11,3%, refletindo a redução do consumo do metal nos projetos de linhas de transmissão de energia no país.

Previsão para 2022

A projeção da ABAL continua sendo positiva para o consumo doméstico de produtos de alumínio: crescimento de 4,9% em relação a 2021, totalizando 1.662 mil toneladas, o que seria um novo recorde para o setor.

“A indústria brasileira de alumínio está preparada para responder ao aumento da demanda e seguirá investindo para ampliar a sua capacidade de produção. O setor prevê, até 2025, um aporte aproximado de R$ 30 bilhões para a construção de novas plantas industriais e modernização das já existentes; diversificação da matriz energética e aumento da autogeração de energia, dentre outras ações”, conclui Janaina Donas.

Sobre a ABAL

Fundada em maio de 1970, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) representa todos os elos da cadeia produtiva do metal, da mineração da bauxita às aplicações do alumínio, incluindo a sua reciclagem. Entre outras atividades, a entidade produz e divulga as estatísticas do setor, auxilia na elaboração e na aplicação de normas técnicas, gera e difunde conhecimento sobre o alumínio, incentiva seu uso, além de contribuir com a capacitação profissional do setor. A ABAL trabalha por uma indústria do alumínio cada vez mais competitiva, inovadora, sustentável e integrada.


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