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Com a alta dos juros, conheça as diferenças entre gestoras e corretoras e saiba a melhor opção para alocar seu capital

  • Quarta, 16 Março 2022 18:13
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rafael de Almeida
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Investimentos

Forma de remuneração dos funcionários e necessidade de dedicar tempo e estudo são alguns dos fatores que devem ser considerados na hora fazer a escolha

Com o aumento recente da taxa básica de juros (SELIC) em 1,5 ponto percentual, o indicador chegou a 10,75% ao ano, o maior nível desde agosto de 2017. E em um cenário de juros elevados, cresce também o interesse por formas mais conservadoras de investimento, afinal elas passam a apresentar maior rentabilidade. Para esclarecer algumas dúvidas e receios a respeito das opções mais seguras e vantajosas para se colocar o dinheiro, Arthur Wanderley, gerente de operações da PetraGold Investimentos, traz algumas dicas que vão ajudar na administração do seu patrimônio.

Segundo ele, o primeiro passo é entender as diferenças entre corretora e gestora de investimentos. E para facilitar esta compreensão, ele compara a corretora com um supermercado, que disponibiliza diferentes produtos em suas prateleiras e corredores.

“Se eu quero comprar leite, não vou até a fábrica, mas faço a aquisição no mercado. O mesmo acontece com uma ação da Petrobrás, por exemplo. Eu não compro diretamente deles, mas faço a aquisição através da bolsa. Então o papel da corretora é exatamente esse, de intermediar a relação das empresas com o investidor”, resume.

Ele acrescenta que a corretora tem ainda a figura do assessor, que aconselha o cliente durante suas compras. Porém, as decisões e a responsabilidade por cada operação continuam a cargo do investidor. As gestoras, por outro lado, também fazem negócios através das corretoras, mas cuidam diretamente dos recursos do cliente. Elas podem tanto administrar sua carteira, que é um tipo de atuação mais exclusiva, quanto criar um produto que atenda às necessidades de vários investidores ao mesmo tempo, como é o caso dos fundos de investimento.

“Se seguirmos com a metáfora do supermercado, seria como se o consumidor entregasse os recursos para um funcionário escolher os produtos por ele segundo as informações passadas. Já os fundos funcionam como uma cesta de produtos, que reúne diferentes itens em um único pacote, e a gestora vai optar por uma de acordo com o perfil do investidor”, explica.

Assim, a principal diferença entre as duas modalidades é que a gestora realiza a tomada de decisões pelo cliente, tornando o serviço quase automatizado, enquanto a corretora, através de seu assessor, pode apenas recomendar investimentos a partir dos produtos financeiros disponíveis na instituição.

Vantagens e desvantagens

Agora que a diferença entre ambos os modelos ficou mais clara, é hora de conhecer as vantagens e desvantagens de cada um para saber qual se adequa melhor às suas necessidades. Segundo Arthur, o primeiro ponto a se considerar é o tempo e o estudo demandados pela administração direta do capital. “Na corretora, mesmo com o apoio do assessor, você ainda terá o trabalho de fazer cada movimentação e acompanhar os resultados. Já a gestora conta com uma equipe especializada, que reúne anos de experiência e conhecimento e se dedica exclusivamente a essa atividade durante todo o dia”, compara.

Outro fator importante é a forma com que corretoras e gestoras remuneram seus funcionários. No primeiro caso, os assessores recebem um valor por cada ação que indicam, independentemente de ela dar retorno para o investidor. Além disso, cada ativo paga uma comissão diferente, e pode acontecer de o assessor recomendar um papel porque o percentual que ele ganha sobre a venda é mais alto, mesmo que essa não seja a melhor opção para se alocar os recursos do cliente.

“Já as gestoras trabalham de forma diferente. Uma parte da remuneração corresponde à taxa de administração, que é um pagamento pelo serviço de acompanhamento da carteira. E a outra parte é calculada sobre o resultado da carteira. Caso o lucro fique acima de um percentual estabelecido em contrato, parte disso fica com a gestora. Ou seja, ela ganha conforme o investidor ganha, o que evita os conflitos de interesse”, resume.

Logo, a melhor opção para investir depende do perfil do consumidor e do seu desejo de tomar as decisões por conta própria ou de delegá-las para uma instituição especializada. Além disso, deve-se considerar os custos e a forma com que cada instituição remunera seus funcionários para encontrar a melhor opção para o seu caso.

“É preciso ressaltar que, em ambos os casos, você precisará confiar em profissionais terceirizados. Portanto, independentemente da sua escolha, opte por empresas que tenham experiência e credibilidade no mercado”, finaliza Davi Gimenes, head da PetraGold Investimentos.


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