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Vendas de imóveis usados caem em Janeiro na Capital

Pesquisa CRECISP

Venda/Aluguel

Residenciais Usados

Janeiro/2021

Capital

Vendas caem em janeiro na Capital

O mês de janeiro começou no vermelho para o segmento de venda de imóveis residenciais usados na Capital paulista. Na comparação com dezembro, o mercado registrou queda de 47,64% no volume de casas e apartamentos vendidos.

Esses foram os números obtidos pela pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP) com 268 imobiliárias da Cidade de São Paulo no período.

Os preços dos imóveis vendidos também sofreram redução entre dezembro/20 e janeiro/21. A queda foi de 3,43% no valor médio do metro quadrado nesse período. Foram vendidas mais casas (55,93%) que apartamentos (44,07%) em janeiro na Capital.

As negociações à vista lideraram a análise do CRECISP, respondendo por 45,76% das vendas. O financiamento concedido pela CAIXA foi responsável por 11,86% dos negócios; e o crédito concedido pelos demais bancos respondeu por 42,37%. Não foram registradas vendas por meio de consórcio ou financiadas diretamente pelos proprietários em janeiro nas imobiliárias da Capital consultadas pelo CRECISP.

“Essa é uma tendência que se repete há muito tempo”, afirmou o presidente do CRECISP, José Augusto Viana Neto. De 2009 a 2017, todos os meses de janeiro têm apresentado queda nas vendas de imóveis residenciais usados na comparação com dezembro, segundo a pesquisa do Conselho. Em 2018, houve um intervalo positivo isolado, revertido nos resultados de 2019, 2020 e 2021.

Viana acredita que diversos fatores influem nessa desaceleração dos negócios no início do ano. “Um deles são as férias, que sempre impactam nas vendas e favorecem as locações.” O presidente do CRECISP lembra que essa é a época em que as famílias aproveitam o recesso escolar para se mudarem e as empresas realocam executivos e diretores. Isso proporciona um aquecimento no segmento de locações.”

Outro fator importante a ser levado em conta foi a retomada da Covid-19 em dezembro, com mais restrições de mobilidade e no comércio, refletindo na economia do País. “As incertezas vêm de uma possível descontinuidade no auxílio emergencial e nos estímulos fiscais e da indefinição de um calendário efetivo de vacinação. Tudo isso coloca a população em compasso de espera.”

Preferência por imóveis mais caros

Mais da metade (52,54%) das casas e apartamentos vendidos em janeiro tinha preços entre R$ 600 e R$ 800 mil e 50,91% tinham preço médio do metro quadrado entre R$ 6 mil e R$ 7 mil. Isso se refletiu nas regiões onde as vendas ocorreram. Em janeiro, as zonas A e B da Pesquisa CRECISP, onde estão bairros mais nobres da Capital, como Alto da Boa Vista, Perdizes e Alto de Santana, foram as que apresentaram uma concentração maior de negócios, com 28,82% e 32,24%, respectivamente. 20% dos imóveis negociados tinham padrão luxo e 73% padrão médio na Capital.

Locações crescem e preços caem

Os valores de aluguéis caíram 3,86% em janeiro na comparação com dezembro na Capital, segundo a pesquisa CRECISP. Em contrapartida o número de novos contratos de locação assinados aumentou 25,84% nesse período.

O fiador ficou em 2º lugar (27,63%) na preferência das garantias locatícias, sendo ultrapassado pelo depósito em poupança de três meses de aluguel, que respondeu por 35,73% das novas locações. O seguro fiança teve 24,94% das escolhas; a caução em imóveis, 8,10%; a cessão fiduciária, 2,31% e os aluguéis sem garantia, 1,29%.

A boa notícia vem da inadimplência, que apresentou redução de 15,97% entre janeiro/21 e dezembro/20. E o volume de chaves devolvidas aos proprietários ficou equivalente a 94,34% do total alugado em janeiro.

Grande parte das casas e apartamentos alugados (39,72%) estava situada na Zona C, que inclui bairros como Jabaquara e Mooca. E em termos de valores, 59% dos novos contratos estavam na faixa de até R$ 1.500,00.

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PESQUISA CRECI/USADOS - METODOLOGIA

A pesquisa mensal sobre valores de imóveis usados na cidade de São Paulo feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) - 2ª Região adota os seguintes critérios:

Os dados são colhidos por meio de entrevistas pessoais com os responsáveis por imobiliárias cadastradas no Creci.
Pesquisam-se os valores pedidos e os valores efetivos de venda dos imóveis, mas se apuram os valores médios de venda com base nos preços efetivos de venda por ser esta a prática do mercado.
Apuram-se os preços efetivos de venda de apartamentos e casas por metro quadrado de área útil, em reais.
Para a determinação dos valores médios de venda dos imóveis, eles são agrupados segundo sua idade de construção, suas características construtivas e sua similaridade de preço no mercado. Essa similaridade despreza a localização geográfica e privilegia o agrupamento dos imóveis em bairros de cinco “zonas de valor”, com preços homogêneos.
As “zonas de valor” consideradas são as seguintes:

Zona A - Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros, Brooklin Velho, Campo Belo, Cidade Jardim, Higienópolis, Itaim Bibi, Jardim América, Jardim Anália, Jardim Franco, Jardim Europa França, Jardim Paulista, Ibirapuera, Moema, Morro dos Ingleses, Morumbi, Real Parque, Pacaembu, Perdizes, e Vila Nova Conceição;

Zona B - Aclimação, Alto da Lapa, Bela Vista, Alto de Santana, Brooklin, Cerqueira César, Chácara Flora, Alto da Lapa, Consolação, Granja Viana, Indianópolis, Jardim Guedala, Jardim Marajoara, Jardim Paulistano, Jardim São Bento, Jardim São Paulo, Paraíso, Pinheiros, Planalto Paulista, Pompéia, Sumaré, Sumarezinho, Vila Clementino, Vila Madalena, Vila Mariana, Vila Olímpia. Vila Sônia;

Zona C - Aeroporto, Água Branca, Bosque da Saúde, Barra Funda Butantã,, Cambuci, Chácara Santo Antônio, Cidade Universitária, Horto Florestal, Ipiranga (Museu), Jabaquara, Jardim Bonfiglioli, Jardim Prudência, Jardim Umuarama, Lapa, Mandaqui, Mirandópolis, Moóca, Santa Cecília, Santana, Santo Amaro, Saúde, Tucuruvi, Vila Alexandria, Vila Buarque, Vila Leopoldina, Vila Mascote, Vila Mazzei, Vila Romana, Vila Sofia, Tatuapé;

Zona D - Água Rasa, Americanópolis, Aricanduva, Belém, Bom Retiro, Brás, Butantã (periferia), Campo Grande, Campos Elíseos, Carandiru, Casa Verde, Centro, Cidade Ademar, Cupecê, Freguesia do Ó, Glicério, Imirim, Itaberaba, Jaçanã, Jaguaré, Jardim Miriam, Liberdade, Limão, Pari, Parque São Domingos, Penha, Pirituba, Rio Pequeno, Sacomã, Santa Efigênia, Sapopemba, Socorro, Tremembé, Veleiros, Vila Alpina, Vila Carrão, Vila Formosa, Vila Guilherme, Vila Maria, Vila Matilde, Vila Medeiros, Vila Prudente;

Zona E – Brasilândia, Campo Limpo, Cangaíba, Capão Redondo, Cidade Dutra, Ermelino Matarazzo, Grajaú, Guaianases, Itaim Paulista, Itaquera, Jardim Ângela, Jardim Brasil, Jardim São Luis, Lauzane Paulista, M’Boi Mirim, Parelheiros, Pedreira, Santo Amaro (periferia), São Mateus, São Miguel Paulista, Vila Arpoador, Vila Curuçá, Vila Indiana, Vila Nova Cachoeirinha.

Os períodos de depreciação por tempo (idade) de construção são os seguintes: até 7 anos, de 7 a 15 anos, mais de 15 anos.
Os imóveis pesquisados são qualificados da seguinte forma: luxo, padrão médio e standard.

Luxo - Um a dois apartamentos por andar, tábuas corridas no piso, mármore nacional, armários de madeira de lei, cozinha projetada, papel de parede ou pintura acrílica, boxe de vidro temperado, etc.

Padrão médio - De duas a quatro unidades por andar, azulejos decorados, cerâmica simples, caco de mármore no piso, carpete sobre cimento ou taco, esquadrias de ferro ou alumínio simples, armários modulados de madeira aglomerada, boxe de alumínio, etc.

Standard - Mais de quatro apartamentos por andar, taco comum no piso ou forração de carpete, azulejos simples (1/2) barra, cerâmica comum ou granilite, gabinete da pia em madeira simples.


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