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Dinheiro na poupança é coisa do passado!

  • Segunda, 22 Fevereiro 2021 18:00
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Deborah Ribeiro
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Saiba porque este tipo de investimento não é mais viável e como diversificar as suas aplicações financeiras reduzindo riscos e aumentando o bolo!

Apesar da poupança ser o instrumento de investimento mais popular do Brasil, quem se informa o mínimo possível sobre finanças consegue entender que essa preferência não tem nada a ver com o seu resultado, visto que ano após ano, o retorno da aplicação em poupança tem ficado abaixo da inflação. Isso significa que o seu dinheiro está “perdendo valor de compra”, já que o preço para consumir os principais produtos básicos da economia cresceu mais do que o capital aplicado neste investimento.

Para Sílvio Azevedo, consultor, educador financeiro, palestrante e CEO da AZV Finanças, em Belo Horizonte, este quadro é péssimo. “Atualmente o Brasil tem muitas opções de investimentos tão seguras quanto a poupança e que oferecem um retorno muito maior. Infelizmente, a falta de informação sobre essas aplicações ainda deixa as pessoas persistirem neste erro. Apenas 5% dos ricos mantêm o seu dinheiro na Poupança, enquanto 70% da população pobre deixa o seu recurso praticamente parado lá”.

Certamente, a baixa rentabilidade é o que torna este tipo de investimento muito ruim em um país onde a desvalorização da moeda é constante. “Opções como o Tesouro Direto, que é a compra facilitada de títulos públicos, podem oferecer rentabilidade superior à poupança com a mesma segurança e liquidez compatível.. Ainda nesta linha, apenas ao comparar com o Tesouro, a poupança rende cerca de 6% ao ano, enquanto já existem títulos com praticamente o dobro de rentabilidade. Uma pessoa física pode comprar títulos a partir de valores baixos, como R$ 200,00”, citou o especialista.

É hora de diversificar!

Para sair de vez da poupança, o investidor precisa antes de tudo entender sobre a necessidade de diversificar. Para Sílvio, vale a pena variar as aplicações com ativos de maior potencial de retorno e também perfis mais moderados, isso distribui e reduz os riscos em mais de um tipo de investimento. “Não precisa saber tudo sobre o universo financeiro para começar a aplicar. A diversificação é importante na gestão de qualquer carteira individual. Começar aos poucos é um bom passo”.

Além disso, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), garante segurança ao seu dinheiro. Atualmente, este fundo assegura o investidor em até R $250 mil, para casos de quebra do banco que ele tenha dinheiro aplicado em determinados ativos.

Azevedo ainda alerta que o investidor que abrir os olhos para a diversificação pode ainda ir para outros caminhos ainda melhores e até mais rentáveis, como as ações que pagam dividendos. “Algumas boas empresas pagam bons dividendos, que são uma parcela do lucro apurado e distribuído aos acionistas. Se escolhidas de forma correta, tendem a render mais que a poupança. O investidor neste caso deve pesquisar mais sobre o histórico da empresa antes de começar. É um investimento que demanda um pouco de atenção e cautela”, observa.

Ele acrescenta que a recompra de ações através do pagamento de dividendos é uma das estratégias mais rentáveis para o investidor de longo prazo, que pode ainda ganhar com a valorização desta empresa. “Na dúvida procure sempre um educador financeiro para orientá-lo sobre as melhores formas de investimento. Você pode buscar uma consultora inicial para conseguir caminhar sozinho logo depois e aumentar cada vez mais os seus recursos”, sugeriu Silvio.

Fonte: Sílvio Azevedo, administrador de empresas, com ampla experiência no setor bancário e consultoria, especialista em mercado e educação financeira. Membro do MDRT (Million Dollar Round Table). É diretor e fundador da AZV Investimentos (azvinvestimentos.com.br / Redes Sociais: @silviocazevedo)


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