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Consultor tributário não é o “bombeiro” da empresa

  • Sexta, 15 Janeiro 2021 18:21
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  João Alécio Mem
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Brasil é o país onde mais se perde tempo no mundo calculando e pagando impostos - Crédito das fotos Divulgação

Profissional não pode ser requisitado somente nas horas de crise; atuação diária impacta nas receitas do negócio

No emaranhado que é o sistema brasileiro de arrecadação de impostos, a figura do consultor tributário deveria ser uma presença normal dentro do expediente da empresa. No entanto, é comum que o profissional - um advogado especializado - seja requisitado apenas em momentos de crise, para apagar incêndios.

Caso fosse um colaborador frequente, esta situação poderia ser outra, já que o especialista conseguiria se antecipar aos problemas e evitar as tradicionais dores de cabeça do empresário em relação à lista de impostos que devem ser pagar aos cofres públicos. Nesse caso, o especialista poderia até mesmo identificar dentro da lei, quais são e as quantias reais de taxas que se devem quitar.

Diante de um poder público que tenta se armar de todos os lados - desde a fiscalização in loco, até mesmo às mais inovadoras ferramentas eletrônicas - para jogar uma imensa lupa no setor fiscal das empresas, a contratação permanente de um consultor tributário não pode ser encarada apenas como uma proteção.

Investimento

Segundo o Banco Mundial, as empresas brasileiras gastam 1.958 horas e R$ 60 bilhões por ano para cumprir todas as regras do Fisco. Esses dados colocam o Brasil numa liderança indesejada: é o país onde mais se perde tempo no mundo calculando e pagando impostos.

“Por isso, é necessário fazer um investimento estratégico que vai impactar nas finanças da empresa”, afirma o advogado especialista em direito tributário e societário, Luiz Franz – membro do escritório Luvisotto & Franz Sociedade de Advogados, com sede em Curitiba-PR.

O período de encerramento do ano e a aproximação de um novo ciclo representam um momento ideal para decidir por novas estratégias de gestão, o que inclui um olhar mais aprofundado na questão fiscal.

“O planejamento tributário pode ajudar as empresas a se reorganizarem. Isso representa fôlego novo para atravessar 2021, um ano de esperada recuperação econômica após o início vacinação contra a Covid-19”, afirma o advogado especialista em direito e processo tributário, Guilherme Luvisotto.

Riscos e oportunidades

O consultor, pela sua experiência, tem condições de identificar cenários de riscos e apresentar soluções que evitem surpresas desagradáveis. Não custa lembrar que sem a identificação imediata ou até mesmo antecipada do problema, o custo para se reparar o dano será muito mais oneroso depois.

A consultoria tributária não deve ser vista apenas como mais um serviço de orientação especializada. Ela tem que ser tratada como protagonista para lidar com o complicado sistema de arrecadação brasileiro, com a finalidade de balizar todas as decisões estratégicas.

“É preciso reforçar que as ações para conquistar novos mercados e planos futuros de crescimento passam necessariamente pelas finanças da empresa, que são impactadas em caso de problemas com o fisco”, alerta Franz.

Competitividade

O momento atual desafia o setor produtivo para reagir à crise e voltar a crescer. Uma equipe capacitada, que conhece a fundo o ramo de atuação do negócio, terá mais condições de apresentar resultados promissores do que empresas concorrentes, que ignoram o potencial na área tributária.

“Ter como aliado um especialista no setor de impostos não significa apenas voltar as atenções para o que se deve ou não pagar, mas também abrir novos caminhos para aumentar a competitividade da empresa”, explica Luvisotto.

Como se vê, a consultoria tributária tem meios não apenas de fazer diagnósticos da situação fiscal da empresa, mas devido à natureza de seu próprio trabalho, dispõe da abordagem necessária para apresentar melhores resultados financeiros.


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