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Meios de pagamentos e crédito são as categorias com maior crescimento entre as fintechs do País

  • Quinta, 17 Dezembro 2020 11:50
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Jader Fernandes
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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No total, Brasil possui 842 startups voltadas para o setor financeiro; desde 2011, o setor arrecadou mais de US$ 2,8 bilhões; no mesmo período, foram mais de 30 fusões e aquisições de empresas do setor

A edição mais recente - divulgada hoje (16), do Inside Fintech Report, levantamento mensal realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito, traz uma análise detalhada sobre a evolução das fintechs no Brasil ao longo dos últimos anos. De modo cronológico, o estudo traz a movimentação e o amadurecimento destas empresas diante das descobertas tecnológicas que impactam indiretamente o setor, mas fomentaram a criação de novos hábitos. O consumo de produtos e serviços pela internet, por exemplo, exigiu das varejistas o investimento de meios de pagamentos digitais. Não à toa, a categoria é a mais madura entre as fintechs.

Segundo o levantamento, o país conta hoje com 842 startups voltadas para a área financeira, com um crescimento médio acumulado do setor de 22% ao ano. Este conjunto de fintechs recebeu, desde 2011, um montante de US$ 2,8 bilhões. As categorias de meios de pagamentos e crédito são as com maiores índices de crescimento, com avanços entre 22,25% e 27,11%. O estudo traz esta evolução com destaque, ainda, para subcategorias. As com melhor desempenho e maior volume são as de processamento de pagamentos (72 fintechs), marketplace de crédito (49), oferta direta de crédito (45) e meios de pagamento PDV (43).

Ponto decisivo para o amadurecimento e a disrupção do setor, o avanço nas regulamentações também é apresentado pelo estudo. O fim da exclusividade entre credenciadoras e bandeiras de cartão de crédito, que possibilitou a entrada de players como Stone e PagSeguro ao mercado ainda em 2010 é uma das regulações abordadas. Mais recentemente, em 2020, temos a instituição dos pagamentos instantâneos com o PIX e o agendamento, para fevereiro de 2021, do início da implementação do open banking -- subcategoria que é explorada com detalhes pelo estudo.

De acordo com o Inside Fintech Report, o Brasil conta hoje com mais de 40 fintechs atuando diretamente com os serviços e soluções ligados ao open banking. Desde 2017, estas fintechs receberam mais de US$ 125 milhões, em um total de 32 rodadas. Transfeera, Fitbank, Guia Bolso e Olivia são algumas das startups destacadas pelo relatório, que traz ainda entrevistas com Thiago Alvarez e Lucas Moraes, fundadores das duas últimas fintechs mencionadas, respectivamente.

O interesse das corporações

Tamanha ruptura do mercado financeiro impulsionado pelo amadurecimento das fintechs tem chamado atenção das grandes corporações, que começam a se aproximar de tais startups. Nos últimos nove anos, foram 38 fusões e aquisições de fintechs por empresas tradicionais. Entre as empresas do setor, as que propõem soluções de Crédito foram as que mais foram incorporadas, somando um total de 11 negociações. Em seguida estão as voltadas para Meios de Pagamento (9), Investimentos (5) e Serviços Digitais (4). As startups de Backoffice e Criptomoedas tiveram quatro M&As, sendo duas para cada categoria. Por fim, as de Câmbio, Fidelização, Tecnologia, Finanças Pessoais e Risco e Compliance somam as cinco negociações restantes, sendo um registro de cada. Itaú Unibanco, Locaweb, XP Investimentos, Via Varejo e Carrefour foram algumas das empresas que nos últimos anos fizeram aquisições de fintechs.

"Notamos que grandes empresas de diversos setores estão buscando soluções para diversificar seus produtos ou otimizar seus processos. Assistimos também a grandes corporações como a VIa Varejo e o Grupo Globo se aproximarem do ecossistema de fintechs com o objetivo de se conectar com a categoria de serviços digitais para que possam complementar suas operações, atendendo a seus clientes de forma integral", comenta Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer.

Para além da estratégia de fusão ou aquisição, a aproximação das corporações das startups tem se dado também via Corporate Venture Capital, veículo estratégico de inovação adotado por algumas empresas que consiste basicamente em investimento em troca de participação. Nos últimos quatro anos, as fintechs receberam um montante de US$ 69 milhões das corporações, em um total de 17 rodadas.

Sobre o Distrito

Fundado em 2014, o Distrito é uma plataforma com propósito de ajudar empresas a se transformarem através de inovação e tecnologia. Com o seu ecossistema de inovação aberta, empoderado por dados e inteligência artificial, o Distrito conecta grandes empresas, startups, investidores e acadêmicos, para gerar novos modelos de negócios vencedores, mais colaborativos, eficientes, transparentes e sustentáveis.

Hoje, o Distrito executa inovação aberta com 65 grandes corporações e mais de 300 startups que estão conectadas à sua plataforma, além de 11 Laboratórios Corporativos de inovação dedicada em operação conjunta. O Distrito mapeia também mais de 13 mil startups no Brasil para gerar insights e inteligência de inovação, tendo publicado mais de 50 estudos setoriais.

Em 2020, o Distrito foi eleito como o melhor hub de inovação do Brasil pela Startup Awards, premiação da Associação Brasileira de Startups (ABStartups).


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