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Preço do aluguel interrompe sequência de quedas em novembro

  • Quinta, 17 Dezembro 2020 11:50
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Máquina Cohn & Wolfe
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Segundo Índice FipeZap, o valor médio de locação residencial oscilou 0,03% no penúltimo mês do ano

■ Análise do último mês: O Índice FipeZap de Locação Residencial, que acompanha o comportamento do preço médio do aluguel de apartamentos prontos, encerrou novembro próximo da estabilidade (+0,03%), após recuar 0,12% no mês anterior. O resultado do penúltimo mês do ano interrompeu série de 5 meses consecutivos de queda no valor do aluguel (entre junho e outubro 2020). Comparativamente, a variação foi inferior à inflação registrada pelo IPCA/IBGE (+0,89%) e pelo IGP-M/FGV (+3,28%), resultando em uma queda real do preço médio do aluguel residencial. Individualmente, o comportamento do preço médio do aluguel em novembro refletiu o equilíbrio entre as altas registradas em: Goiânia (+1,17%), Fortaleza (+0,89%), Recife (+0,77%), Curitiba (+0,25%), Salvador (+0,16%), Florianópolis (+0,14%) e Rio de Janeiro (+0,07%), por um lado, e os recuos observados em: Belo Horizonte (-0,90%), Brasília (-0,37%), São Paulo (-0,16%) e Porto Alegre (-0,15%), por outro.

■ Balanço parcial de 2020: a despeito do retrospecto de resultados negativos nos meses anteriores, o Índice FipeZap de Locação Residencial acumula uma alta de 2,04% no ano - variação inferior à inflação medida tanto pelo IPCA/IBGE (+3,13%) quanto pelo IGP-M/FGV (+21,97%) no mesmo recorte temporal.

■ Análise dos últimos 12 meses: o Índice FipeZap de Locação Residencial apresenta uma alta acumulada nos últimos 12 meses de 2,32% - resultado que mantém a variação do preço médio do aluguel abaixo da inflação medida pelo IPCA/IBGE (+4,31%) e pelo IGP-M/FGV (+24,52%). À exceção de Fortaleza, onde o Índice FipeZap de Locação Residencial registra ligeira queda 0,39% no preço médio, e do Rio de Janeiro, próximo da estabilidade (-0,03%), as demais capitais monitoradas apresentam elevação de preço médio do aluguel no acumulado dos últimos 12 meses, ordenadas da maior à menor variação da seguinte forma: Goiânia (+7,10%), Recife (+6,99%), Brasília (+6,61%), Belo Horizonte (+5,62%), Porto Alegre (+1,94%), São Paulo (+1,51%), Florianópolis (+1,32%), Salvador (+1,04%) e Curitiba (+0,11%).

■ Preço médio de locação residencial: com base em dados de todas as 25 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap de Locação Residencial, o preço médio do aluguel encerrou o mês de novembro de 2020 em R$ 30,35/m². Entre as 11 capitais monitoradas, São Paulo se manteve como a capital com o preço médio de locação residencial mais elevado (R$ 40,10/m²), seguida pelos valores médios registrados em Brasília (R$ 32,36/m²), Recife (R$ 31,13/m²) e Rio de Janeiro (R$ 30,48/m²). Já entre as capitais com menor valor de locação residencial, destacaram-se: Fortaleza (R$ 17,26/m²), Goiânia (R$ 18,19/m²), Curitiba (R$ 20,64/m²) e Belo Horizonte (R$ 23,46/m²).

■ Rentabilidade do aluguel: a razão entre o preço médio de locação e o preço médio de venda dos imóveis é uma medida de rentabilidade (rental yield) para o investidor que opta em adquirir o imóvel com a finalidade de obter renda com aluguel ao longo do tempo. Nesse sentido, o indicador pode ser utilizado para avaliar a atratividade do mercado imobiliário em relação a outras opções disponíveis aos investidores a cada momento do tempo. Com isso, o retorno médio do aluguel residencial (anualizado) encerrou em novembro de 2020 em 4,70%, percentual marginalmente inferior ao registrado há 12 meses (recuo de 0,02 ponto percentual) mas ainda assim superior à rentabilidade média projetada de aplicações financeiras de referência.

Nota (*): os preços considerados se referem a anúncios para novos aluguéis. O Índice FipeZap não incorpora em seu cálculo a correção dos aluguéis vigentes, cujos valores são reajustados periodicamente de acordo com o especificado em contrato. Como resultado, o Índice FipeZap de Locação Residencial capta de forma mais dinâmica a evolução da oferta e da demanda por moradia ao longo do tempo.

Sobre a OLX Brasil

No Brasil desde 2010, a OLX Brasil tem a missão de empoderar as pessoas a alcançarem seus sonhos, reinventando o modelo de consumo. A empresa é 100% digital e faz isso por meio de tecnologia desenvolvida localmente, ajudando seus usuários a comprar e vender quase tudo de maneira rápida, segura e conveniente. Ao encorajar o reuso, a OLX Brasil contribui com a redução de lixo, de emissões de CO2 e incentiva o uso de recursos naturais, dando aos itens segunda, terceira e até uma quarta vida.

Com a aquisição do Grupo ZAP, concretizada em novembro de 2020, a OLX Brasil passa a contar com duas unidades de negócios: OLX, que segue operando como plataforma horizontal com as categorias de Autos, Imóveis, Bens de Consumo, Empregos e Serviços, além da carteira digital OLX Pay; e ZAP+, totalmente focada em imóveis e responsável pelas marcas ZAP, VivaReal, Data ZAP, Anapro, Inc Pro, Geoimovel, Imobilinks, Conecta Imobi e ZAP Fin. O ZAP+ também passa a comercializar todos os produtos de imóveis das diferentes marcas do grupo.

A aquisição envolveu a compra de 100% das ações do Grupo ZAP. Os acionistas da OLX Brasil continuam sendo os dois dos principais grupos globais de mídia e investimento em marketplaces: Prosus N.V. (50%), listada na bolsa de Amsterdam e majoritariamente controlada pela Naspers Ltd, e Adevinta ASA (50%), listada na bolsa de Oslo e controlada pelo grupo norueguês Schibsted.


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