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Quatro investimentos de renda variável além das ações

  • Sexta, 27 Novembro 2020 18:05
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rafaela Rodrigues
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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As ações negociadas nas bolsas de valores são apenas algumas das possibilidades que se apresentam atualmente no mercado financeiro em termos de renda variável. A variedade de papéis, fundos, índices e certificados que podem ser explorados pelo investidor de perfil moderado ou arrojado oferece outras opções para se diversificar a carteira de investimentos.

Entre as várias soluções, os Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), os Exchange Traded Funds (ETFs), os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) e o Mercado de Opções são alternativas para além do investimento em ações.

FIIs

São fundos de investimentos voltados para o mercado imobiliário. Como é da natureza dos fundos, esse tipo de negócio funciona sob o sistema de cotas, no qual o participante adquire uma parte do negócio e, em caso de valorização dele, recebe a remuneração proporcional. Quem se responsabiliza pela gestão do fundo é um especialista que age em nome de todos os participantes.

As FIIs são especialmente vantajosas para quem tem interesse no setor imobiliário e não conta com recursos para fazer altos investimentos. Como a aplicação mínima para participar desse tipo de fundo não é elevada, o investidor pode fazer aportes recorrentes no mesmo fundo e no longo prazo tornar sua participação cada vez maior, tendo assim como faturar mais com a valorização do fundo.

ETFs

São fundos de índice. Neste caso, a ideia é acompanhar índices que funcionam como referência para o desempenho de ações de determinado segmento. Um exemplo de índice é o BOVA11, que reúne as 11 principais empresas cujas ações são operadas na Bovespa.

Existem diversos tipos de índice, mostrando quais são os principais ativos de diferentes segmentos. Para o investidor é interessante observá-los no intuito de perceber como está o desempenho das principais empresas do mercado. Em alguns casos, escolher os ativos de acordo com o índice acaba sendo a solução ideal para o investidor.

Nessa lógica, as ETFs aparecem como opção de investimento, já que nada mais são do que fundos de índices comercializados como ações. O objetivo de uma ETF é replicar determinado índice. Se esse indicador tiver uma valorização de 10%, por exemplo, será esse o desempenho da ETF.

BDRs

Outro tipo de fundo de renda variável é o BDR, no qual o cotista compra um título brasileiro que tem lastro em uma ação de empresa estrangeira. Isso permite ao investidor negociar a participação em empresas com sede em outro país, funcionando sob a dinâmica de uma bolsa nacional.

A principal vantagem do BDR é que ele permite que o investidor opere na B3, sem precisar cumprir as regras mais exigentes do mercado internacional, que geralmente consiste na comprovação de residência naquele país e em uma série de burocracias.

Acessando uma plataforma de investimentos autorizada pela B3, esse investidor pode aplicar em alguns dos projetos mais sólidos e rentáveis do mundo para lucrar com sua valorização. Entretanto, vale lembrar que também neste caso o investidor adquire cotas de fundos, investindo em um conjunto de empresas disponíveis nos BDRs.

Mercado de Opções

Existem ainda determinados tipos de contratos nos quais o investidor pode negociar o direito de comprar ou vender um lote de ações. A esse tipo de operação é dado o nome de Opção. Em síntese, a opção é um contrato firmado por um tempo específico para que seja exercido o direito de alguém negociar o ativo por um preço que pode ser dos tipos fixado, de exercício ou strike.

Enquanto no mercado de ações a ideia é negociar diretamente os papéis que correspondem a uma parte da empresa, no mercado de opções o foco é negociar o direito de compra e vendas das ações. Ao adquirir uma opção a pessoa não investe diretamente na empresa, mas apresenta uma sinalização de que poderá fazer isso futuramente sob condições previamente determinadas, com a possibilidade de pagar pelos ativos o mesmo preço que eles têm na assinatura do contrato.

Esse é um movimento que depende de conhecimento de mercado e entendimento a respeito do setor em que a pessoa pretende investir. Para entender como funciona, basta pensar em um investidor que se compromete a adquirir uma quantidade de ações de determinada empresa, imaginando que no futuro elas se valorizarão por conta de um crescimento do setor. Assim ele pode garantir a compra dos ativos pelo preço atual de mercado e só finalizar a operação meses depois.


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