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Selic baixa favorece crédito a produtores que não conseguem empréstimos subvencionados

  • Quinta, 29 Outubro 2020 11:48
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Ricardo Filinto
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Recursos do Plano Safra atendem apenas a um terço da demanda. Por isso, crédito competitivo no mercado financeiro é importante. Também é preciso desburocratizar o acesso.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) entende que a Selic mais baixa de todos os tempos, hoje vigente, crie um ambiente favorável à concessão de crédito com juros reais menores. "Isso é importante, pois o dinheiro subvencionado do governo, relativo ao Plano Safra, atende, no máximo, a um terço da demanda, de modo que muitos produtores precisam recorrer a empréstimos no mercado financeiro normal", explica Fábio Meirelles, presidente da entidade.

Ele observa que este ano, em decorrência do preço mais atrativo do milho e da soja, que representam 85% da produção brasileira de grãos, bem como de outras culturas, os produtores estão buscando mais créditos. É que mostra o balanço dos primeiros três meses (julho, agosto e setembro) do Plano Safra 2020: já foram concedidos R$ 73,8 milhões, o que significa 28% a mais do registrado no mesmo período de 2019.

"Os produtores estão, inclusive, buscando vender no mercado futuro, para garantir o preço atual por ocasião da colheita, em março e abril do próximo ano. Por isso, buscam mais recursos para financiar insumos e outros custos da lavoura", salienta Meirelles. Porém, com a crise fiscal do setor público, os recursos subvencionados são cada vez menores, exigindo-se que se recorra mais a empréstimos no mercado financeiro convencional. Daí o significado da Selic mais baixa, bem como de medidas capazes de reduzir o spread bancário e outros fatores que acabam tornando os juros reais mais elevados.

"É importante aumentar a competição entre os bancos e facilitar a concessão do crédito. Muitas vezes, os recursos estão disponíveis nas instituições financeiras, mas a burocracia é tamanha que o produtor não consegue atender a tudo o que é solicitado", pondera o presidente da Faesp, enumerando algumas exigências: numerosas certidões negativas, elaboração de projeto, pagamento de análise ao agrônomo ligado ao banco, outorga do uso da água, comprovações ambientais e cadastros em distintos órgãos oficiais, dentre outros itens. "Por isso, defendemos a simplificação dos processos, para que o dinheiro cheque efetivamente dentro da porteira".


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