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Novo sistema de pagamentos promete revolucionar o mercado. Será que estamos prontos para lidar com as facilidades do Pix?

  • Sexta, 09 Outubro 2020 09:00
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Marcelo Volpato
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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*por Caio Bretones

Você certamente já se deparou com as seguintes situações: ter que esperar o horário bancário para conseguir realizar uma transferência, ou então realizar/receber um pagamento e ter que esperar dias até o "dinheiro cair". É o tipo de coisa que estamos habituados a vivenciar, muitas vezes sem questionar a eficácia do sistema. O Pix, no entanto, chega justamente para mudar esse cenário e quebrar esse paradigma.

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos anunciado pelo BACEN, será lançado oficialmente no dia 3 de novembro, e muitas pessoas ainda não sabem ao certo como ele funciona e o que vai mudar com sua implantação - mas vale ter em mente que ele tornará a vida de todos muito mais fácil.

Esse sistema surge como uma alternativa (e até mesmo uma solução) aos meios de transferência bancária disponíveis hoje, como TED e DOC, e aos meios de pagamento, como cartões, dinheiro ou boletos. Tudo será feito pelas chaves de segurança únicas de cada usuário, que podem ser o número de telefone, CPF ou CNPJ, e-mail e uma chave aleatória, levando apenas alguns segundos para concretizar uma transferência ou pagamento.

São inúmeros os benefícios do Pix para o usuário comum, e vão desde transações monetárias gratuitas entre diferentes instituições bancárias até pagamentos de contas e compras com o dinheiro sendo movido instantaneamente, o que permite inclusive a negociação de descontos. Tudo isso, vale lembrar, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana - diferentemente do que acontece hoje

Essa mudança foi influenciada muito em decorrência do processo natural que vem acontecendo da desmaterialização do dinheiro. Seguindo essa tendência, os ATMs (automated teller machine) - ou caixas eletrônicos - cartões plásticos, documentos como RG, CPF, licenciamento veicular, entre diversos outros exemplos também se tornarão, pouco a pouco, obsoletos para nós. Por isso o Pix desponta como um pilar importante para acompanhar tantas mudanças, que passo a passo se tornam a nova realidade global.

A experiência dos usuários de aplicativos bancários também está sendo reformulada por completo, e as pessoas podem esperar, além de uma janela muito maior para realizar operações, mais segurança também. Isso porque a jornada Pix tem significativas alterações de front-end (os aplicativos que o público comum faz uso), e principalmente do back-office da operação, que é o grande orquestrador das regras de negócios da operação financeira, e o grande cérebro por trás das ferramentas. Com isso tudo mudando, muda também o que é entregue para os usuários.

Outro fator importante que será influenciado pelo Pix é o financeiro. Se hoje pessoas físicas pagam uma taxa para realizar transferências para outros bancos, com o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, isso deixará de acontecer. Já para empresas (pessoas jurídicas), que hoje lidam com uma taxa abusiva para a realização de TEDs, com instituições podendo cobrar até R$ 20 por cada, as coisas também se iluminarão. Com o Pix, a taxa cobrada será de R$0,01 a cada 10 transações.

A expectativa é alta para a chegada do Pix, e hoje temos muitas empresas se adequando e se preparando para o futuro. Definitivamente, é uma chave que, uma vez virada, não voltará atrás, tamanha a facilidade tanto para clientes, quanto para instituições. Como ele será recebido e se funcionará dentro do esperado, não temos como saber. Mas uma coisa é certa: trata-se de um novo e importante capítulo na história da revolução fintech.

* Caio Bretones é fundador e CEO da Mobile2you, mobile house especializada em desenvolvimento de produtos digitais sob-medida (tailor-made), tanto corporativos quanto para startups.


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