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Pix: A Revolução do Sistema de Pagamento

  • Quarta, 30 Setembro 2020 12:06
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Fabio Pavan
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Em um mundo que pede agilidade e eficiência, a nova forma de transferir dinheiro e pagar contas significa economia de tempo e custos (inclusive para as instituições financeiras)

Sabe aquela história de esperar “o cheque compensar” ou aquele dilema em que tanta gente vive no dia que mais precisa de dinheiro: “será que o dinheiro cai hoje?”. Pois é... parece que este tipo de questionamento - e angústia, em muitas das vezes - está com os dias contados. Isto porque em fevereiro o Banco Central anunciou que um novo sistema de pagamento seria utilizado no mercado a partir de novembro. Mais uma novidade em meio a um ano tão repleto de eventos, fatos, contextos e por que não dizer “vida” totalmente inesperados.

O Banco Central lançou no mercado uma possibilidade que o sistema financeiro merece. No final das contas, em um país de dimensões continentais e com uma economia extremamente ativa, afinal tivemos um PIB de R$7,3 trilhões em 2019, colocando-se entre as 10 maiores economias do mundo. Um meio de pagamento simples e eficiente era uma das coisas mais importantes para tantos comércios e para tantos outros brasileiros que precisam pagar e receber de forma ágil, simples e principalmente BARATA.

Se pensarmos que uma TED é cobrada em muitas instituições financeiras por aí (e nem sempre é pouco), que um DOC pode demorar dias para compensar e que um boleto pode gerar custos pelo simples fato de ser gerado, parece bastante clara a existência de uma dor ao transferirmos nosso tão suado dinheiro: ou o meio de pagamento é caro ou é extremamente ineficiente. Logo, se você já se pegou passando sufoco com este tipo de situação (seja porque achou a cobrança da TED um absurdo ou porque recebeu a compensação de um cheque 4 dias depois de fazer o depósito), você acaba de validar esta dor. Ao mesmo tempo, pode ter pensado: “mas se eu transfiro para uma conta de alguém que tem o mesmo banco que eu, cai na hora e nem tem custo”. BINGO! Acabamos de validar a solução.

De uma forma bastante resumida e simples, os modelos ágeis funcionam assim:

Hipótese de dor: será que existe?
Validação da dor: o problema existe!
Hipótese de solução: será que resolve?
Validação de solução: determinada solução resolve!
Busca de tração: esta solução é replicável em larga escala?
Tração: solução amplamente distribuída

Simples? Com certeza. Mas nada simplista. O que o Banco Central possibilita com o PIX é vivermos em um mundo financeiro em que “todo mundo tenha conta no nosso banco”, mesmo se for em outra instituição financeira. Com o PIX, poderemos pagar e receber na hora, sem precisarmos esperar “dias para compensar o cheque”. Fazer transações aos finais de semana também será possível, uma vez que o PIX funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ah! E tem mais: o novo sistema de pagamento será gratuito para pessoas físicas.

O que parece mais gerar dúvidas são as famosas “chaves-do-PIX”. Sabe aquela outra dor de nos esquecermos de perguntar “banco, agência, conta e CÊ-PÊ-ÉFE”? Pois é. Também não existe mais. Poderemos informar apenas o CPF ou o número de telefone da pessoa (ou estabelecimento) para quem vamos enviar o dinheiro e tchã-nã! Transferência feita com sucesso.

Será economia de tempo e dinheiro para todos nós. Inclusive para as instituições financeiras: estima-se que o custo do PIX para os bancos é extremamente reduzido, na casa de R$ 0,01 a cada 10 transações. Em um cenário em que tanta gente ganha, seria normal esperarmos uma redução de custos inclusive para aqueles que vivem crescendo. Entretanto, uma nova pulguinha passa a morar na orelha dos grandes bancos: novas fintechs devem surgir aos montes com esta nova onda de modernidade e eficiência, o que significa mais concorrência em meios de pagamento. E nesta guerra, quem ganha é consumidor.

Victor Corazza Modena é contabilista pela Universidade de São Paulo e Pós-Graduado em Administração de Empresas pela FGV e professor de Empreendedorismo, Contabilidade Geral e Negociação e Conflitos da rede IBE Conveniada FGV.

Possui experiência corporativa em empresas como Natura, Stato, Speedio e Paulista Futebol Clube. Ministra treinamentos há mais de três anos. Apaixonado por empreender, já foi sócio de um hub de inovação e hoje é consultor de empresas e fundador da No Final das Contas, empresa de treinamentos de Comportamento Financeiro Saudável, responsável pela gestão da empresa e pela execução dos cursos, palestras e programas de imersão.


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