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Digital Agro 2021 apresenta a evolução do agronegócio, a transformação alimentar no mundo e a importância da inovação

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Luis Fernando Duarte
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Palestrantes renomados analisaram atual cenário de desenvolvimento do setor e a expectativa para o atendimento às demandas do planeta

Mercado está com alta expectativa em relação à produção de alimentos no Brasil, que deve crescer 40% em dez anos

Plataformas que amplificam capacidade produtiva são demonstradas no evento, que também reforçou relavância das mudanças climáticas

A Digital Agro virtual conseguiu alcançar diversos públicos, contemplando o cenário agropecuário mundial e como a inovação é uma fundamental ferramenta para a produção de alimentos com qualidade, produtividade e custos mais reduzidos. A Digital Agro 2021 é organizada pela Frísia Cooperativa Agroindustrial, que investe constantemente em inovação aos seus cooperados e colaboradores. A feira tem o apoio técnico da Fundação ABC e do governo do Estado do Paraná.

O futuro é cada vez mais sustentável

Com a moderação do especialista em gestão Marcelo Prado, o segundo dia da Digital Agro apresentou a diversificação do agronegócio e a evolução do setor ao longo das safras. Os palestrantes reforçaram a importância do investimento em tecnologia e inovação para alcançar os patamares esperados pelo mundo no atendimento à produção de alimentos.

A temática “Tecnologia para a Produção Sustentável” teve a abertura dos trabalhos por Gustavo Spadotti, engenheiro agrônomo e supervisor da Embrapa Territorial. Spadotti explicou o passado, o presente e o futuro do agro de forma sustentável, com uma linha do tempo da evolução do setor. O passado foi o investimento do governo em buscar soluções para a ampliação da produção; o presente com melhorias em infraestrutura, transporte e eficiência; já o futuro com a elevação da produtividade e a constante busca pela redução do custo pós-porteira.

Em seguida, o diretor-geral na Copel Mercado Livre, Franklin Miguel, compatilhou com o público a experiência da companhia na produção de energia sustentável. A Copel é a maior comercializadora de energia do Brasil, País que tem somente 12% de sua matriz sendo fóssil. Mais de 60% é formada por hidrelétrica.

Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil, destacou o ótimo momento do agro, fato sem precedentes, com grande aporte em tecnologia e recursos. Além disso, elogiou os avanços na infraestrutura pelo governo federal, o que está gerando uma redução dos custos em logística.

Já Fábio Passos, head da área de Carbon Venture da Bayer na América Latina, destacou o Climate FieldView, plataforma de agricultura digital que auxilia no gerenciamento para a safra.

40 em 10

A temática “O futuro da gestão no agronegócio” teve a apresentação da InVivo, maior cooperativa da França. Diretor de Desenvolvimento de Negócios, Thomas Voisin explicou que a InVivo tem 192 cooperativas membros e faturamento ano de US$ 6 bilhões. Ele conta que a cooperativa auxilia os produtores em toda a etapa, até o consumidor final.

Luis Henrique Penckowski, gerente técnico da Fundação ABC, contou a história da fundação – que tem como mantenedoras as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal – e apresentou as tecnologias sigmaABC e Smart Farming. A primeira é uma plataforma que apresenta ao cooperado todo o sistema de gestão da propriedade, planejamento da safra, clima, manejo integrado de pragas e uma série de ações e possibilidades. Já o Smart Farming é um projeto que visa integrar o sistema de informação de gestão, agricultura de precisão e automação agrícola e robótica. Em seguida, Bernardo Maestrini, pesquisador na Wageningen University and Research, tratou do uso do Big Data na produção de alimentos.

Lucas Marcolin, gerente comercial de produtos digitais da BASF e head de operações comerciais do Xarvio, apresentou a plataforma ao público. O Xarvio é uma tecnologia que oferece recomendações agronômicas por talhão, com algoritimos, para tornar a produção mais eficiente. Já Abdalah Novaes, líder de Climate Corporation da Bayer, destacou mais informações sobre a plataforma Climate FieldView, que se guia pelos pilares inovação, transformação digital e sustentabilidade.

A esperada palestra do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, um dos principais nomes do agronegócio brasileiro, destacou que o mundo espera pelo crescimento do Brasil na produção de alimentos, e que o País certamente alcançará isso, pois tem à disposição mão de obra qualificada, áreas e tecnologia. A expectativa, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, é que o Brasil cresça 40% em produção de alimentos nos próximos dez anos.

Esse crescimento é revertido em riquezas ao País, já que, em 2020, o agro foi responsável por 27% do Produto Interno Bruto nacional. Rodrigues destacou ainda que há a existência do “novo agronegócio”, que consiste na integração da área rural com a urbana, desenvolvimento de novos sistemas integrados de produção e comercialização, novas oportunidades de emprego e o mundo cada vez mais conectado, com o consumidor no centro das decisões.

Os consumidores foram o foco do terceiro dia da Digital Agro, mediada na parte a manhã pelo superintendente da Alegra Foods, Matthias Tigges, e à tarde pelo especialista de tecnologia Alex Foessel.

A temática “O futuro dos alimentos” foi iniciada por Geraldo Maia, cofundador da Pink Farms, a maior fazenda vertical urbana da América Latina, localizada em São Paulo. Maia tratou da inovação e como a forma de produzir alimento está sendo transformada. Marco Antonio Trindade, doutor em Tecnologia de Alimentos, apresentou as tendências dos produtos cárneos, com o foco na produção mais saudável.

Ao fim da manhã, foi a vez de Rob Trice, sócio-fundador da Better Food Ventures e The Mixing Bowl. Trice fez uma ampla análise sobre a mudança de alimentação mundial. Ele destacou que há uma democratização da economia, que está deixando “tudo mais rápido, barato e fácil”.

Trice destaca também a mudança climática, que gera perdas e oportunidades aos produtores. Por exemplo, há plantação de café no sul da Califórnia, além de, em algumas regiões norte-americanas, ter duas safras ao ano. Entretanto, reforça, se a temperatura no mundo chegar a 2 graus, haverá muita perda em produtividade e espécies vegetais e de insetos. Trice afirma que a próxima década o desafio é limitar o aumento da temperatura em 1,5 grau.

Novas tecnologias

A abertura da temática “AgroInnovation” contou com o especialista em Tecnologia Alex Foessel. A palestra inicial foi de Fabio Teixeira, CEO Hypercubes, empresa fundada no Vale do Silício, na Califórnia. Teixeira disse que a companhia evoluiu, sendo interessado em uma agricultura disruptiva, com sustentabilidade comercial e ambiental. O CEO da Hypercubes destacou que haverá uma evolução do agro, inclusive com o trabalho da empresa na produção de alimentos em diversos ambientes. Ele destaca que se deve ter um olhar mais olistico para a agricultura.

Vice-presidente de Estratégia e Inovação do Bremer Bank, Melissa Carmichael fez uma apresentação sobre as iniciativas que realizam eficientes solução ao agronegócio no mundo. Com isso, os players garantem mais automação, inovação e resultados de alta qualidade.

Com a palestra “A fazenda autônoma”, Jonathan Gill apresentou seu case de uma propriedade totalmente informatizada, do plantio a colheita. O processo deu tão certo que saltou de um para 35 hectares de produção.

Na noite do terceiro dia foi a vez de Michael Horsch, sócio-fundador HORSCH, fabricante alemã de máquinas agrícolas. Na ocasião, ele destacou o “Green Deal 2050”, grande acordo europeu para, entre outros pontos, neutralizar o CO², reduzir em 50% o uso de insumos químicos e em 20% em fertilizantes químicos.

Horsch destacou que a tendência é ocorrer uma economia circular, com durabilidade maior dos produtos e fabricação com itens que podem ser reciclados. O fundador da companhia disse ainda que o Brasil precisa “falar mais, se comunicar melhor com relação a produção de alimentos”, já que o País é referência na produção de alimentos usando produtos biológicos, com menos impacto ao meio ambiente, e não somente químicos. “A agricultura nunca foi tão interessante quanto hoje”, destacou.

Pecuária

A temática “Pecuária 4.0” fechou a Digital Agro 2021. O assunto é central para a cadeia produtiva nacional e anualmente é tratado pela ExpoFrísia, feira da pecuária leiteira desenvolvida pela Frísia.

Mediado por Silvio Bona, da Fundação ABC, a temática contou com a participação de Carlos Saviani, responsável pelo desenvolvimento e implementação da estratégia global de nutrição animal e sustentabilidade da saúde DSM. Na ocasião, tratou da sustentabilidade no segmento e o impacto na produção de alimentos.

Em seguida, Jayme Lima, diretor de Estratégia e Inovação da MSD Saúde Animal no Brasil, fez uma apresentação sobre a importância da inovação no segmento. Ele destaca que inovação é fazer algo diferente que gere um resultado melhor. Nesse sentido, destaca, não é produzir tecnologia, mas, sim, criar valor.

Já o consultor Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro Consultoria, fez uma análise do cenário macro e do agronegócio mundial. Barros destacou que o Produto Interno Bruto global está em franca recuperação, conforme aponta o Banco Mundial, com o crescimento dos Estados Unidos em 2021 chegando a 6,8% e a China, 8,5%, comparado ao ano anterior. O Brasil tende a alcançar 4,5%. Barros afirmou que há muito tempo não via um cenário como o atual para a soja, com estoques baixos, grande demanda e queda da exportação norte-americana.

Ao fim, a Digital Agro deste ano tratou das startups e agritech, que estão gerando uma revolução no agro. Francisco Jardim, co-fundador da SP Venture, tratou o que ele citou como a quarta revolução agrícola, com oportunidades e ameaças. Em seguida, o Head Comercial da Supercampo, Rafael Gehlen, apresentou o marketplace formado por 12 cooperativas de produção e alcance a 80 mil cooperados no Brasil.

Na mesa redonda da tarde, Fabio Solano, analista de Estratégia e Inovação da Frísia, conversou com as startups Agrimates, Mush, St-One, NeoSilos e Tarvos, que foram as vencedoras do Digital Agro Connection 2020.

Também foi realizado o pitch (apresentação das soluções) das startups Getter, Sensix, Ubivis, Agrothings e Agripad, que são as finalistas da edição deste ano da Digital Agro Connection. O debate final do evento contou com a moderação da jornalista Kellen Severo e participação de Marcelo Prado, Alexandre Mendonça de Barros e Alex Foessel.

Todo o conteúdo do evento ficará disponível online na plataforma do evento (https://evento.digitalagro.com.br/) para que os inscritos possam assistir até o dia 15/08. Ingressos ainda poderão ser adquiridos para assitir ao conteúdo gravado a um preço promocional de R$ 75,00.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial

Em 2025, a Frísia completa um século de história. A cooperativa é a mais antiga do Paraná e segunda do Brasil, e tem como valores Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). Com unidades no Paraná e Tocantins, em 2020 produziu 283 milhões de litros de leite, 832.765 toneladas de grãos e 28.063 toneladas de suínos, resultado do trabalho de 895 cooperados e 1.119 colaboradores. Para promover o crescimento nos próximos cinco anos, a Frísia desenvolveu o planejamento estratégico “Rumo aos 100 Anos”, um conjunto de propostas que visa aumentar a produção agropecuária e os investimentos com outras cooperativas e em unidades próprias. O planejamento da Frísia foi desenhado sob seis perspectivas principais: Sustentabilidade, Gestão, Mercado, Pessoas, Financeiro e Cooperados. Assim, seguirá a missão da cooperativa, que é disponibilizar produtos e serviços para gerar resultado sustentável a cooperados, colaboradores e parceiros.


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