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Cinco tendências tecnológicas que devem impactar a indústria de segurança em 2026

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Por Luis Ceciliato, Gerente Nacional de Vendas para o Brasil da Axis Communications

A indústria de segurança segue em rápida evolução, impulsionada por avanços contínuos em inteligência artificial, processamento de dados, conectividade e integração entre sistemas. Mais do que mudanças abruptas, o cenário para 2026 reforça um movimento contínuo de evolução tecnológica, impulsionado por avanços em inteligência artificial, qualidade de imagem, processamento embarcado, conectividade e softwares cada vez mais integrados.

Outro fator determinante é a aproximação crescente entre as áreas de segurança física e tecnologia da informação (TI). Hoje, decisões estratégicas sobre soluções de segurança passam, cada vez mais, pelo crivo dos departamentos de TI, que influenciam desde a arquitetura até a escolha de fornecedores. Esse novo contexto ajuda a explicar as cinco tendências que devem moldar o setor em 2026.

A priorização do ecossistema como critério central de decisão

A crescente influência da TI vem mudando como as organizações tomam decisões de compra em segurança. Em vez de escolher produtos isoladamente, empresas passam a priorizar o ecossistema tecnológico ao qual desejam se integrar. Essa lógica se assemelha à adotada historicamente pela TI, na qual primeiro se define a plataforma ou sistema operacional para, depois, selecionar hardware e aplicações compatíveis.

Essa abordagem centrada no ecossistema torna-se ainda mais relevante diante da diversidade atual de dispositivos, sensores e soluções analíticas. Integração simplificada, escalabilidade, facilidade de gerenciamento e suporte contínuo de software ao longo do ciclo de vida do produto passam a ser fatores decisivos. Comprometer-se com um ecossistema robusto, com soluções próprias e um portfólio sólido de parceiros, torna-se a principal escolha estratégica.

A evolução contínua das arquiteturas híbridas

As arquiteturas híbridas, que combinam computação na borda, recursos em nuvem e servidores on-premises, seguem como padrão preferencial no setor de segurança. Embora essa abordagem não seja nova, ela continua evoluindo de forma significativa. O que muda é o equilíbrio entre esses componentes, impulsionado por novas capacidades tecnológicas e pelo surgimento de casos de uso mais complexos.

O avanço do poder computacional nas câmeras, aliado à inteligência artificial na borda e à capacidade analítica da nuvem, reduz a dependência de servidores locais. Câmeras mais inteligentes assumem tarefas antes concentradas em data centers, enquanto a nuvem se destaca na análise de grandes volumes de dados e na geração de insights operacionais. Ainda assim, soluções on-premises seguem relevantes e devem coexistir por muitos anos, especialmente em cenários que exigem maior controle local dos dados.

A crescente importância da computação de borda

A computação de borda ganha protagonismo à medida que dispositivos se tornam mais inteligentes e capazes de processar dados localmente. Embora esse conceito já esteja presente há anos na indústria de segurança, seu potencial pleno começa a se materializar com o avanço da inteligência artificial embarcada em câmeras e sensores, reduzindo a necessidade de processamento centralizado.

Ao processar informações diretamente na origem, a borda passa a gerar dados de negócio, informações acionáveis e metadados ricos, que permitem buscas inteligentes, análises avançadas e maior escalabilidade dos sistemas. Além disso, melhorias significativas em cibersegurança, como inicialização segura e sistemas operacionais assinados, tornaram os dispositivos de borda parte essencial da estratégia de proteção, mitigando riscos antes associados à descentralização do processamento.

Monitoramento móvel em forte expansão

As soluções de monitoramento móvel, como torres e trailers equipados com câmeras inteligentes, não são uma novidade, mas devem registrar crescimento acelerado em 2026. Avanços em conectividade permitem o uso de câmeras de maior qualidade e mais recursos analíticos, tornando essas soluções viáveis para uma gama maior de aplicações, como obras, eventos, festivais, áreas públicas e projetos temporários.

Outro fator decisivo é a evolução na eficiência energética dos dispositivos, que passam a consumir menos energia sem comprometer o desempenho. Isso viabiliza o uso de baterias e fontes renováveis, além de facilitar aprovações regulatórias quando comparadas a instalações permanentes. Como resultado, o monitoramento móvel surge como alternativa eficaz para garantir segurança em locais onde a presença constante de equipes físicas é limitada ou inviável.

Autonomia tecnológica: um desafio estratégico

A busca por maior autonomia tecnológica segue como uma ambição de empresas de diferentes setores, incluindo o de segurança. O objetivo é reduzir dependências críticas e mitigar riscos na cadeia de suprimentos, especialmente em tecnologias consideradas estratégicas. No entanto, a experiência recente mostra que alcançar autonomia total é mais complexo do que parece, devido à alta interconectividade das cadeias globais.

Nesse contexto, a estratégia mais eficaz tem sido concentrar esforços em tecnologias que geram impacto direto na diferenciação dos produtos. O desenvolvimento próprio de componentes-chave, como sistemas em chip (SoC), permite maior controle sobre desempenho, segurança e inovação. Essa abordagem também prepara as empresas para tecnologias emergentes, mesmo aquelas que ainda parecem distantes, garantindo maior resiliência e capacidade de adaptação no longo prazo.


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