Desenvolvimento de cidades inteligentes depende da modernização da gestão pública
A cidade de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, viu o volume de acessos aos serviços oferecidos aos cidadãos de forma digital saltar de 997 mil para 2,7 milhões em apenas um ano. “Os impactos disso na gestão do município e na qualidade do atendimento às demandas dos cidadãos é enorme”, diz Lúcia Mees, que vai falar sobre o futuro das prefeituras inteligentes no Smart Cities Park, evento que ocorre até sexta-feira em Nova Petrópolis e deve reunir mais de mil gestores públicos do estado.
Gerente de Tecnologia & Inovação da IPM Sistemas, empresa especializada em soluções de gestão (GPR) em nuvem para a gestão pública municipal, Lúcia diz que casos como o de Bento Gonçalves ainda são minoria, ainda que cada vez mais frequentes, e que há muito espaço para avanço na transformação digital das cidades brasileiras. “O Brasil foi reconhecido pelo Banco Mundial como o segundo país do mundo em maturidade de governo digital, em uma análise da modernização e eficiência tecnológica dos órgãos federais. Ao mesmo tempo, nossos órgãos municipais seguem utilizando tecnologias de 20, 30 anos atrás, com sistemas ainda restritos ao uso local, os chamados desktop, e sem integração entre as diferentes áreas da gestão pública. Na prática, contam com muitos dados, mas pouca inteligência”.
O resultado, acrescenta, é desperdício de dinheiro e perda de eficiência. Em uma cidade com 100 mil habitantes, por exemplo, a adoção de processos realizados majoritariamente em papel resulta em gastos de quase R$ 1 milhão anual só com papel e correios. "É importante ter em mente que o custo do papel em si é pequeno perto do custo da burocracia e da perda de eficiência, que sufoca o empreendedorismo e o desenvolvimento socioeconômico das cidades”.
A tecnologia pode ser importante aliada na correção desses problemas e ocupa espaço crescente na administração pública municipal. Dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic BR) mostram que hoje contribuintes podem emitir notas fiscais pela internet em 78% dos municípios brasileiros. Em 2015 o índice era de apenas 41%. Naquele mesmo ano, menos de uma década atrás, um terço das cidades brasileiras possibilitavam ao cidadão emitir licenças, certidões e permissões online. Agora o índice é de 58%. Apesar disso, as soluções ainda são fragmentadas. “Há cidades que trabalham com mais de 300 sistemas de gestão e planilhas coexistindo, o que torna impossível o cruzamento de dados para tomada de decisões inteligentes e pautadas em dados”.
Formada em Engenheira Eletrônica e em Engenharia da Computação na universidade de Duke, uma das melhores do mundo, Lúcia acredita que a tecnologia em nuvem e sistemas de gestão inteligentes são essenciais para a construção das cidades inteligentes do futuro. “Estima-se que 94% das instituições privadas já usem soluções em nuvem. Na área pública, a estimativa é de que apenas 17% dos órgãos públicos brasileiros usem alguma dessas soluções, menos ainda se olharmos os sistemas de maior impacto e uso nos órgãos públicos, como os de gestão”.
A tecnologia em nuvem garante a acessibilidade e maior alcance do serviço público, cujos sistemas passam a funcionar de qualquer lugar e qualquer dispositivo com acesso à Internet, além de reduzir os gastos com infraestrutura local. Quando o sistema integra as diferentes áreas da gestão, permite ainda a atualização de dados de forma instantânea e colaboração entre setores. “As informações das diferentes áreas da gestão ficam em um sistema único, que permite uma gestão integrada, inteligente e mais eficiente, impulsionando a qualidade da gestão”. O cidadão também é beneficiado, já que pode optar pelo autoatendimento, via aplicativo ou pela Internet, sem precisar se deslocar até a Prefeitura para procedimentos simples como o pedido de um alvará de construção ou a emissão de um boleto.
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