O que é o Mercado Livre de Energia e por que ele vem ganhando espaço entre empresas
Modelo permite negociar preço e contrato de energia elétrica fora do sistema tradicional; especialista explica os 7 motivos que atraem empresas para esse mercado.
Durante muitos anos, empresas brasileiras tiveram apenas uma opção para contratar energia elétrica: o chamado mercado cativo, no qual a distribuidora local define tarifas, reajustes e condições. Esse cenário, no entanto, vem mudando. Cada vez mais empresas estão migrando para o Mercado Livre de Energia, um modelo que permite negociar diretamente a compra de energia e transformar esse custo em uma decisão estratégica.
Segundo Tiago Fassbinder, gestor de consumidores da Spirit Energia, a mudança tem relação direta com a busca por eficiência. “Muitas empresas ainda não sabem que podem escolher de quem comprar energia. No Mercado Livre, a energia deixa de ser apenas uma conta fixa e passa a ser um item negociável”, explica.
Mas afinal, o que é o Mercado Livre de Energia e por que ele vem ganhando tanto espaço?
Fassbinder explica que o Mercado Livre de Energia é um ambiente no qual empresas podem comprar energia diretamente de geradores e comercializadores, negociando preço, prazo, volume e tipo de energia contratada. “Diferente do mercado regulado, não há tarifas definidas unilateralmente nem aplicação de bandeiras tarifárias. Nesse modelo, a distribuidora continua responsável pela entrega da energia, mas o fornecimento em si é contratado livremente. O resultado é mais controle e, em muitos casos, redução de custos”, pontua.
A seguir, Fassbinder lista os principais motivos que explicam o crescimento do Mercado Livre de Energia no Brasil:
- Economia na conta de luz: A possibilidade de negociar diretamente com fornecedores costuma gerar preços mais competitivos do que os praticados no mercado regulado. A economia pode impactar diretamente o resultado financeiro da empresa.
- Previsibilidade de custos: No Mercado Livre, é possível firmar contratos com valores definidos por períodos mais longos. Isso elimina oscilações inesperadas e facilita o planejamento financeiro.
- Liberdade para escolher o fornecedor: A empresa deixa de ser refém de uma única distribuidora e passa a escolher com quem contratar energia, negociando condições mais alinhadas à sua realidade.
- Fim das bandeiras tarifárias: As bandeiras tarifárias, que encarecem a conta de luz no mercado tradicional, não se aplicam ao Mercado Livre, o que reduz surpresas no valor final.
- Possibilidade de contratar energia renovável: Empresas podem optar por energia proveniente de fontes renováveis, como solar ou eólica, reforçando compromissos com sustentabilidade e práticas ESG.
- Contratos adaptados ao perfil de consumo: Os contratos podem ser ajustados ao perfil de consumo da empresa, evitando desperdícios e melhorando a gestão energética.
- Energia como decisão estratégica: Ao migrar para o Mercado Livre, a empresa passa a acompanhar de forma mais próxima seu consumo e seus contratos, transformando a energia em um fator estratégico de competitividade.
“Quando a empresa entende como consome energia e passa a negociar esse insumo, ela ganha previsibilidade e competitividade. É uma mudança de mentalidade”, afirma Fassbinder.
Um mercado em expansão
O crescimento do Mercado Livre de Energia acompanha mudanças regulatórias e o amadurecimento das empresas em relação à gestão de custos. O modelo, que antes era restrito a grandes consumidores, hoje já é uma realidade para um número cada vez maior de negócios.
Para Fassbinder a tendência é de expansão contínua, à medida que mais empresas entendem como o modelo funciona e passam a enxergar a energia não apenas como uma despesa obrigatória, mas como uma oportunidade de otimização e planejamento.
Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
<::::::::::::::::::::>