Azimut Yachts exporta 15% da produção e transforma a América Latina em eixo estratégico de crescimento
Com estaleiro em Itajaí, no litoral norte catarinense, ao Sul do Brasil, a Azimut Yachts consolida a exportação como estratégia de alto valor agregado ao manter cerca de 15% da produção anual de 2025 destinada ao exterior. A demanda é impulsionada pela América Latina, com destaque para a Argentina, em um cenário de maior previsibilidade cambial e menor fricção para compras internacionais. Embarques recentes incluem Fly 62, para Buenos Aires, e Fly 58, para Punta del Este, além de uma unidade prevista para Cartagena em abril deste ano.
Em um ano de maior cautela no comércio internacional, marcado por ajustes regulatórios e incertezas nas relações com a América do Norte, a Azimut Yachts, maior fabricante de iates de luxo do mundo e que mantém no Brasil o único parque fabril fora da Itália, teve a exportação como um pilar de sua estratégia em 2025. A unidade de Itajaí (SC) destinou ao exterior cerca de 15% da produção anual, percentual estável nos últimos três anos, tendo a América Latina como o principal vetor de crescimento internacional da filial brasileira.
A maior demanda por embarcações de luxo na América Latina, especialmente na Argentina, está associada à redução de custos e à simplificação do processo de compra no exterior. Medidas recentes adotadas pelo governo argentino diminuíram entraves à importação, reduziram etapas burocráticas e ampliaram a previsibilidade cambial, fatores decisivos para transações de alto valor. Para bens como iates, em que etapas como contrato, pagamento e prazo são extremamente relevantes, a combinação de menor incerteza regulatória, acesso mais funcional ao câmbio e custo financeiro tornou as operações mais viáveis. Nos demais mercados latino-americanos, as exportações avançam porque a combinação de regras comerciais previsíveis e rotas logísticas mais curtas a partir do Sul do Brasil reduz custo e encurta prazos de entrega.
“Exportar iates produzidos no Brasil significa operar uma indústria sofisticada, intensiva em engenharia, capital e mão de obra altamente qualificada. A fábrica de Itajaí atingiu um nível de maturidade que permite competir globalmente, com eficiência logística e previsibilidade. A América Latina se tornou estratégica porque reúne demanda consistente, proximidade geográfica e um ambiente de negócios que evoluiu de forma pragmática para viabilizar esse tipo de transação”, afirma Carlo Alberto Sisto, CEO da Azimut Yachts no Brasil.
A estratégia se materializa nos embarques recentes. Uma Azimut Fly 62, com quase 19 metros de comprimento, foi enviada para a capital argentina, enquanto uma Azimut Fly 58 seguiu para Punta del Este, no Uruguai, um dos principais pólos náuticos de alto padrão da região. O mesmo modelo já tem outra unidade em fase final de fabricação em Itajaí, com entrega programada para Cartagena, na Colômbia, em abril deste ano.
“Esses mercados tratam o iate não apenas como um bem de lazer, mas também como um ativo patrimonial. Para esse perfil de cliente, fatores como previsibilidade cambial, segurança jurídica, prazo de entrega e estrutura de pós-venda pesam tanto quanto design e performance. Hoje, a sede da Azimut Yachts no Brasil opera como uma plataforma regional de exportação, preparada para atender a América Latina com padrão global”, conclui Sisto.
Sobre a Azimut Yachts
Azimut Yachts é uma marca do Grupo Azimut|Benetti, líder mundial na fabricação de iates de luxo, com matriz na Itália. Com suas coleções Atlantis, Verve, Magellano, Flybridge, S e Grande, oferece a maior variedade de iates de 40 a 120 pés. Presente em 80 países por meio de uma rede de 138 centros de vendas e assistência, conta com uma fábrica no Brasil desde 2010, que produz embarcações de 51 a 100 pés.
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