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Raios no verão aumentam risco de incêndios

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Christiane Beller
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Descargas elétricas no Brasil: um fenômeno natural que exige atenção redobrada à segurança e manutenção de sistemas elétricos e extintores. (Divulgação) Descargas elétricas no Brasil: um fenômeno natural que exige atenção redobrada à segurança e manutenção de sistemas elétricos e extintores. (Divulgação)

Especialista alerta sobre atenção à validade de extintores e qualidade de fios

O Brasil lidera o ranking mundial de descargas elétricas, com cerca de 80 milhões de raios registrados anualmente. A incidência é ainda maior no verão, período marcado por volumes elevados de chuva e maior formação de tempestades. Por possuir o maior território situado na faixa tropical do planeta — região naturalmente mais suscetível a fenômenos climáticos extremos —, o país enfrenta um cenário preocupante. Segundo dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao menos 300 brasileiros são atingidos por raios todos os anos.

Diante desse contexto, as redes elétricas tornam-se mais vulneráveis a falhas e incêndios, colocando em risco a vida de milhares de pessoas. Em ambientes como residências, edifícios e prédios públicos ou comerciais, a manutenção e a atualização dos sistemas de proteção contra incêndio, especialmente dos extintores, são fundamentais.

Para o consultor em segurança e presidente da Associação Goiana de Empresas de Equipamentos Contra Incêndio (Agincêndio), Adilson Medeiros Rocha, a prevenção passa necessariamente pela manutenção adequada das instalações. “É indispensável que a rede elétrica e os extintores estejam com a manutenção em dia para evitar riscos e perdas, inclusive de vidas”, ressalta.

A Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) também alerta para a importância da qualidade dos materiais utilizados nas instalações elétricas. De acordo com a entidade, fios e cabos de procedência duvidosa, muitas vezes “maquiados” para parecerem adequados, continuam sendo comercializados, aumentando significativamente o risco de acidentes e incêndios.

Extintores certificados

Com o aumento expressivo das descargas elétricas no verão, a certificação dos extintores de incêndio torna-se ainda mais relevante. No entanto, o setor enfrenta um cenário preocupante de desabastecimento, provocado principalmente pelas dificuldades das fabricantes em cumprir os prazos de recarga devido a entraves no processo de certificação.

O principal gargalo está na emissão dos selos de conformidade, produzidos pela Casa da Moeda em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Esses selos — também exigidos em cilindros de GNV e capacetes — fazem parte do projeto “Inmetro na Palma da Mão”, criado com o objetivo de facilitar a verificação da autenticidade dos produtos. Na prática, porém, o sistema tem apresentado falhas recorrentes.

Empresários do setor de segurança contra incêndios relatam que os números e sequências impressos nos selos são praticamente ilegíveis, o que inviabiliza a rastreabilidade e compromete a segurança dos usuários. Além disso, pedidos de novos selos encontram-se paralisados no Inmetro em razão da baixa confiabilidade do processo. Em Goiânia, empresas de recarga já comunicaram à Agincêndio a falta do material.

Até junho deste ano, os selos eram produzidos por pequenas gráficas especializadas em itens de segurança. Uma portaria transferiu essa responsabilidade para a Casa da Moeda, que, no entanto, não tem conseguido entregar um produto compatível com os requisitos técnicos exigidos pela legislação. Entre os principais problemas apontados estão a redução de 2,5 cm no tamanho do selo em relação ao modelo anterior; a ausência de informações sobre a empresa responsável pela recarga no QR Code; e a utilização de códigos alfanuméricos fora de uma sequência lógica e com caracteres extremamente pequenos, dificultando a leitura.

A fragilidade do sistema foi comprovada em um teste realizado pelo consultor Adilson Medeiros Rocha. Ao reproduzir o selo em papel A4 e papel fotográfico, a leitura permaneceu possível, evidenciando a vulnerabilidade a falsificações. “É urgente garantir uma rastreabilidade efetiva”, defende.

Outro ponto crítico é o aumento expressivo do custo dos selos. Com a implementação do projeto “Inmetro na Palma da Mão”, o valor do selo teve reajuste superior a 200%, passando a custar hoje 3,4 vezes mais do que em maio. O aumento estaria relacionado ao uso de uma nova tinta de impressão, fornecida exclusivamente pela empresa suíça Sicpa — alvo de processos judiciais em diversos países — e aplicada pela própria Casa da Moeda.

Adilson Medeiros Rocha reforça a necessidade de regularização e atualização dos equipamentos conforme as normas do Inmetro. “Especialmente no verão, quando cresce o número de incêndios causados por descargas elétricas, é fundamental que o Inmetro solucione a questão dos selos para garantir a segurança da população”, conclui.


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