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Falta de gestão ameaça a sobrevivência de escritórios de advocacia em 2026

  • Terça, 18 Novembro 2025 18:15
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Especialistas alertam que ausência de planejamento, métricas e processos estruturados pode comprometer a sustentabilidade financeira dos escritórios, mesmo entre os mais tradicionais

A falta de gestão estruturada desponta como um dos principais riscos à sobrevivência dos escritórios de advocacia no Brasil em 2026. O país soma 1,37 milhão de advogados registrados na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme levantamento divulgado em novembro de 2023, e enfrenta um Judiciário sobrecarregado, são 84 milhões de processos em tramitação e tempo médio de quatro anos e três meses até a conclusão, segundo o relatório Justiça em Números 2024, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Apesar da dimensão do mercado, a maioria dos escritórios ainda opera sem métricas de desempenho, processos padronizados ou controle rigoroso de custos. O resultado é um ambiente de baixa rentabilidade e alta rotatividade de profissionais.

De acordo com o estudo PerfilADV, elaborado pela OAB em parceria com a Fundação Getulio Vargas, mais de 50% dos advogados brasileiros recebem menos de cinco salários mínimos mensais, enquanto apenas 4,93% ganham acima de 20 salários mínimos. A disparidade evidencia o impacto da ausência de práticas empresariais em um setor historicamente técnico e pouco voltado à administração.

Para o professor e especialista em negócios jurídicos Cristiano Ferreira, fundador do Grupo Advogado 10X, o problema é estrutural. “A advocacia brasileira foi formada para litigar, não para gerir. Muitos escritórios ainda confundem volume de processos com crescimento, quando o que sustenta o negócio é previsibilidade e margem”, afirma.

Ferreira, que lidera a maior comunidade de negócios jurídicos do país, com mais de 25 mil profissionais, destaca que a falta de planejamento estratégico e de delegação eficiente gera gargalos operacionais. “O advogado brasileiro centraliza tudo: quer revisar, decidir e executar sozinho. Sem gestão, o escritório cresce desordenado e perde capacidade de entrega. IA nenhuma resolve escritório desorganizado. Primeiro vem processo, depois vem prompt”, complementa.

Levantamento divulgado pela plataforma Jusbrasil em 2024 indica que 55,1% dos profissionais de Direito já utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa em atividades diárias, como análise de documentos e pesquisa jurídica. O dado revela um movimento de modernização, mas também expõe a necessidade de políticas de governança e validação humana para evitar erros e riscos éticos.

A ausência de gestão, porém, não se restringe à tecnologia. Segundo Ferreira, ela compromete também o posicionamento e a reputação dos escritórios. “Gestão é o que separa o advogado autônomo do empreendedor jurídico. Quem não mensura não melhora”, diz.

Para 2026, o especialista recomenda que as bancas invistam em três pilares: governança financeira, tecnologia aplicada e gestão de pessoas. O primeiro envolve controle rigoroso de custos, precificação e fluxo de caixa; o segundo, automação de tarefas repetitivas e uso seguro de inteligência artificial; e o terceiro, liderança horizontal com delegação e metas de desempenho.

O CNJ aponta que o tempo médio de tramitação dos processos judiciais no Brasil permanece em mais de quatro anos, uma lentidão que, segundo Ferreira, também reflete a falta de eficiência organizacional dentro das bancas. “A profissionalização é o único caminho para equilibrar qualidade técnica com rentabilidade. O advogado que não dominar gestão em 2026 estará fora do jogo”, conclui.

A tendência é que o mercado jurídico repita o movimento de outros setores: escritórios menores se unindo em redes, adoção de plataformas de automação e crescimento de ecossistemas especializados, como aponta a FGV Direito. A advocacia entra, enfim, em uma era em que o talento jurídico já não basta, é a gestão que determinará quem ficará de pé.

Sobre Cristiano Ferreira

Cristiano Ferreira é advogado e empresário, fundador do Grupo Advogado Adv10x, a maior comunidade de negócios entre advogados do Brasil, com mais de 25 mil profissionais conectados. À frente da organização, lidera iniciativas que integram educação, autoridade, networking, inovação e soluções práticas para a advocacia moderna, com atuação no Brasil e no exterior. É responsável pela construção de parcerias estratégicas, como a mentoring League Society, grupo liderado por Flávio Augusto.

Idealizador da primeira escola de negócios jurídicos do país inspirada no modelo da G4 Educação, Cristiano tem como missão transformar a carreira tradicional dos advogados em trajetórias de protagonismo e alta performance. Seu trabalho é voltado à preparação de profissionais para um mercado jurídico mais competitivo, tecnológico e orientado a resultados, combinando visão empresarial com formação técnica e inteligência de mercado.

Para mais informações, acesse o site, instagram ou pelo youtube.

Sobre o Grupo Advogado Adv10x

O Grupo Advogado Adv10x é o maior ecossistema jurídico-empresarial do Brasil, com mais de 25 mil advogados conectados em uma comunidade dedicada à profissionalização da advocacia. Fundado e liderado por Cristiano Ferreira, advogado com 28 anos de carreira e especialista em negócios jurídicos, o grupo integra soluções em educação, eventos, tecnologia, contabilidade, networking e posicionamento estratégico voltadas à nova advocacia.

Com atuação nacional e presença também em Portugal, a organização tem como missão transformar o modelo tradicional de escritórios em estruturas empresariais sustentáveis. A Adv10x foi pioneira na criação de uma escola de negócios jurídicos inspirada na G4 Educação, oferecendo formação prática em áreas como marketing jurídico, finanças, gestão de carreira e processo civil.

A Adv10x também é referência na aplicação de inteligência artificial na rotina jurídica, com ferramentas próprias que automatizam tarefas operacionais e aumentam a previsibilidade de resultados.


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